Em Guapó, município nas proximidades de Goiânia, só há dois tipos de eleitores: os que não querem votar no prefeito Luiz Juvêncio, do PMDB, e os que querem votar no ex-prefeito Colemar Cardoso, do PSDB.

Quando prefeito, o diplomático Colemar Cardoso organizou a cidade e mantinha uma convivência pacífica com vereadores e com a sociedade civil. Porém, como os eleitores gostam de renovar, mesmo quando a renovação é a vanguarda do atraso, Luiz Juvêncio — apontado como “doido”, mas, na verdade, inteiramente saudável — foi eleito. Consta que, na primeira semana de sua gestão, os eleitores já estavam arrependidos.

Agora, de meninos de 2 anos — os que já estão falando — a idosos de 90 anos, os lúcidos, há um clamor pela volta de Colemar.

Moradores de Guapó brincam que até as pedras e os postes, quando “veem” Colemar Cardoso, gritam logo: “Volte, Colemar; não suportamos mais Luiz Juvêncio”. Políticos independentes admitem que o peemedebista não é um administrador dos piores, porém frisam que seu comportamento, apontado como “agressivo” e “sem lógica”, incomoda as pessoas, dos pobres aos ricos, dos políticos aos empresários, do professor ao médico. “Ele briga até com policial”, afirma um peemedebista.