Goiás poderá ter 5 candidatos avulsos a senador e todos tendem a apoiar Ronaldo Caiado

Além de ter um candidato oficial na sua chapa, o governador poderá contar com outros nomes. Baldy, Delegado Waldir, João Campos, Luiz do Carmo, Meirelles e Wilder Morais: cotados

Alexandre Baldy, presidente do Progressistas | Foto: Fábio Costa / Jornal Opção

A base do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), tem, no momento, sete pré-candidatos a senador: Alexandre Baldy (PP), Delegado Waldir Soares (PSL), Henrique Meirelles (PSD), João Campos (Republicanos), Luiz Carlos do Carmo (de saída do MDB), Wilder Morais (de saída do PSC) e Zacharias Calil (DEM).

Henrique Meirelles: pré-candidato pelo PSD | Foto: Reprodução

Como as pesquisas de intenção de voto (na semana passada, três circularam, com estardalhaço, na base governista) mostram Ronaldo Caiado como favorito, com possibilidade de ser eleito no primeiro turno, todos querem figurar na sua chapa. Ou seja, cada um quer se apresentar como “o” candidato do governador.

Delegado Waldir Soares: deputado federal | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Entretanto, apenas um poderá figurar na chapa de Ronaldo Caiado, o que vai gerar mais tempo de televisão para o governador. Se terá também mais recursos financeiros para a campanha eleitoral. Mas o que se fará com os demais pré-candidatos?

João Campos: aposta do Republicanos| Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A tendência é que, definido um nome, os outros, longe de se afastarem do processo e do governador, também lancem suas candidaturas. Seriam avulsas.

Digamos (trata-se de uma hipótese) que Henrique Meirelles seja definido na chapa de Ronaldo Caiado. O que farão Alexandre Baldy, Delegado Waldir Soares, João Campos, Luiz Carlos do Carmo, Wilder Morais e Zacharias Calil?

Luiz Carlos do Carmo: senador | Foto: Divulgação

De cara, dado ao fato de pertencerem ao União Brasil (partido que resultará da fusão entre DEM e PSL), Delegado Waldir e Zacharias Calil terão de deixar o jogo. Porque a aliança União Brasil e PSD só poderá lançar — oficial e legalmente — um candidato a senador. Delegado Waldir (que fez uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral, TSE, e está esperando a resposta), se o candidato a senador escolhido oficialmente for Meirelles ou outro, só poderá disputar se sair do União Brasil. O mesmo ocorre com Zacharias Calil.

Wilder Morais: decidido a disputar mandato de senador | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Sem coligação majoritária formal com Ronaldo Caiado, o ex-ministro Alexandre Baldy, o deputado federal João Campos, o senador Luiz Carlos do Carmo e o empresário Wilder Morais poderão disputar o pleito — como candidatos avulsos. Detalhe: poderão apoiar a reeleição Ronaldo Caiado.

O advogado Danúbio Cardoso chegou a ser consultado por Alexandre Baldy a respeito da questão. “De fato, o PP, assim como outros partidos, pode lançar um candidato avulso a senador, desde que não coligue com o candidato a governador, ou seja, com uma chapa majoritária. Então, o Progressistas, mesmo sem candidato oficial-formal a governador, poderá lançar um candidato a senador, 18 candidatos a deputado federal e 42 candidatos a deputado estadual”.

Zacharias Calil: deputado federal pelo DEM  |Foto: Câmara dos Deputados

O advogado Dyogo Crossara corrobora: “Baldy, assim como outros, pode ser candidato a senador e lançar chapas de postulantes a deputado federal e deputado estadual. Mas só com o PP, sem coligação com candidato a governador”. Isto, claro, se o PP não for o partido que terá o candidato a senador na chapa de Ronaldo Caiado.

Alexandre Baldy, Wilder Moraes, Luiz Carlos do Carmo, Henrique Meirelles, João Campos e Delegado Waldir (é dado como certo que Zacharias Calil vai disputar a reeleição) tendem a disputar mandato de senador, em quaisquer circunstâncias, e, ao mesmo tempo, devem apoiar a reeleição de Ronaldo Caiado (ou de outro candidato a governador).

O pré-candidato a governador Gustavo Mendanha espera a definição da chapa majoritária de Ronaldo Caiado com o objetivo de conquistar um possível insatisfeito para sua chapa. Entretanto, com a possibilidade de candidatos avulsos, fica cada vez mais difícil para o prefeito de Aparecida montar uma chapa majoritária consistente. O mais provável que é seja candidato a governador (se for), com Magda Mofatto na vice e o deputado federal Major Vitor Hugo para senador — uma chapa que, a rigor, merece ser considerada como vulnerável.

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