Raquel Teixeira é vista como extremamente centralizadora e não entende de cinema e meio ambiente

Não dá mais tempo de exibir o Festival de Cinema Ambiental em junho. E julho, devido às férias estudantis, não é um mês considerado adequado. Por isso o Fica deverá acontecer em agosto. Precisamente, a partir de 11 de agosto, segundo disse a secretária da Educação, Raquel Teixeira, à prefeita da Cidade de Goiás.

Não se trata de falta de dinheiro (o Fica tem mais de 2 milhões carimbados), e sim de planejamento equivocado da Secretaria da Educação, que, por centralizar em demasia as ações de uma pasta gigante — cuida também de cultura e esportes —, não conseguiu organizar o festival em tempo hábil. Além da centralização considerada excessiva pelo meio cultural, a secretária da Educação mudou a programação e enfrenta problemas devido à uma guerra entre as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips). O meio cultural e ambiental sublinha que Teixeira não entende de cinema e de meio ambiente.

Duas organizações da sociedade civil de interesse público disputavam a organização do Fica — a Idesa e a Ideia Ambiental e Cultural. A Ideia questiona a Idesa porque a secretária da Educação havia anunciado que o jornalista Lisandro Nogueira [foto acima, de seu Facebook] — professor da Universidade Federal de Goiás e colaborador da TV Anhanguera — seria consultor do Fica. Porém, como a Idesa havia colocado Nogueira como seu coordenador de cinema, configurou-se conflito de interesses. O professor não poderia ser consultor do Fica, indicado pela Secretaria de Educação, e, ao mesmo tempo, coordenador da Idesa.

O fato é que o acordo entre Nogueira e a Secretaria da Educação não prosperou. Mesmo assim, a Ideia recorreu contra a conexão Secretaria da Educação-Nogueira-Idesa. O objetivo é impedir a Idesa de gerir o Fica. “O Fica é da Idesa e ninguém tasca”, sustenta um diretor de cinema.