Fábio Sousa aposta que base elege José Eliton, 2 senadores e uma grande bancada de deputados

O deputado federal afirma que a base governista é gigante e vai fazer a diferença durante a campanha

Fábio Sousa, deputado federal pelo PSDB de Goiás | Foto: Jornal Opção

O deputado federal Fábio Sousa (PSDB) diz que “a chapa da base governista precisa ser definida. Restam o vice e os suplentes”. Inquirido sobre os nomes prováveis para vice, o parlamentar sugere que deve ficar entre os deputados federais Heuler Cruvinel e Thiago Peixoto. “Definida a chapa, é sangue nos olhos e trabalhar 24 horas por dia. O governador deve ‘vestir’ a roupa de candidato e pôr o pé na estrada”.

Sobre a suplência do pré-candidato a senador Marconi Perillo (PSDB), Fábio Sousa afirma que há vários nomes colocados, como Luana Baldy, Vilmar Rocha e José Garrote. “Marconi está articulando muito. Porque é a peça fundamental da nossa aliança política. A unidade entre as lideranças depende da ação do ex-governador. Ele é o vínculo, a liga entre os vários políticos e partidos. Zé Eliton precisa de sua articulação. Zé Eliton, político hábil e inteligente, sabe disso.”

Fábio Sousa diz que, como se tornou um político nacional, mas sem perder a “essencialidade” do Estado, Marconi Perillo articula em três frentes:

1

O tucano coordena a campanha do pré-candidato a presidente da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin. “Não há a menor dúvida de que Marconi é o político que está formatando as alianças nacionais. Ele é, em definitivo, um player nacional.”

2

Marconi Perillo articula a campanha de José Eliton. “Marconi tem o mapa político de Goiás na cabeça. Ele conversa com os líderes da base aliada há pelo menos 20 anos. Seu vínculo com as lideranças municipais é estreito e todas o respeitam.”

3

Ao mesmo tempo, Marconi Perillo articula sua pré-campanha para senador. “Marconi deverá ter uma votação estupenda, porque sua candidatura é praticamente suprapartidária. As pesquisas atuais ainda não conseguem capturar sua popularidade e respeitabilidade em todo o Estado. Ele vai descolar de todos os demais candidatos.”

José Eliton, governador, e Marconi Perillo, ex-governador: afiada, a dupla tende a ser reeleita | Foto: Divulgação

“Grupo de José Eliton é eficiente”

No momento, o pré-candidato do DEM aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. É possível mudar o quadro? “Claro que é. José Eliton tem um grupo de qualidade, uma equipe eficiente. Se ouvir bem as orientações de Marconi, vai dar tudo certo. Ele tem o apoio dos deputados e dos candidatos a deputado. A estrutura é gigante. No momento em que ela se mover, em todo o Estado, José Eliton vai crescer nas pesquisas de intenção de voto — o que mudará a expectativa de poder a seu favor. Quem tem 190 prefeitos não perde eleição, não. Sua força política é impressionante. Insisto que só falta pôr sangue nos olhos. Não tem conversa.”

O que prejudica José Eliton é que, ao contrário dos demais candidatos, não tem como ser um candidato full time. “Como ele precisa governar o Estado, para não permitir que Goiás se torne um Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul ou Minas Gerais, não tem como, ao contrário de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, fazer política em tempo integral. Entretanto, quando começar a visitar de cinco a seis cidades por dia, levando sua mensagem de renovação e contatando os líderes municipais, o quadro vai mudar. Ele vai ser eleito governador.”

Marconi é o símbolo da base aliada

Quanto às alianças, Fábio Sousa afirma que a base governista “continuará imensa e poderosa”. “Acredito que PTB e PP, para citar dois partidos, vão ficar com a base. Claro que é preciso respeitar a autonomia dos deputados Jovair Arantes e Alexandre Baldy. Eles são políticos de valor. O PP tem um ministro, Baldy, e três deputados federais — Roberto Balestra, Heuler Cruvinel e Sandes Júnior.” O PR, aposta, também fechará com José Eliton. “A deputada Magda Mofatto, sempre atuante, afirma que, antes de tudo, é Marconi Perillo. E o que é Marconi Perillo? O símbolo da base aliada.”

O deputado federal João Campos queria, declara Fábio Sousa, ser candidato a senador. “Não deu certo. Mas me parece que as portas estão abertas para vice. É possível que seja candidato à reeleição pela base aliada. É um candidato consistente. O PRB não larga Marconi.”

Daniel Vilela, pré-candidato a governador pelo MDB, tende a ser vítima da polarização | Foto: Arquivo

Daniel Vilela pode ser vítima da polarização

O pré-candidato do MDB, Daniel Vilela, “está sendo esvaziado”, afirma Fábio Sousa. “Por causa da polarização política histórica de Goiás. Ele pode ser vítima disso. A tendência, ao menos no momento, é por uma polarização entre Ronaldo Caiado e José Eliton. Mas é preciso ressalvar que a eleição está indefinida e, por isso, Daniel acaba tendo alguma chance. A estrutura do MDB é gigante e está assentada nos 246 municípios do Estado. Em qualquer cidade tem gente apaixonada pelo MDB — uns mais, outros menos. O pai dele, Maguito Vilela, é um ex-governador. A Caiado, pelo contrário, falta estrutura política nas cidades. Caiado tem um histórico positivo, mas não representa a mudança. José Eliton tem mais a ver com renovação. Porém, como representa um grupo que está no poder há 20 anos, não é visto assim. Mas é o único que não é político profissional e, por isso, não disputou eleição — exceto como vice. Na prática, nenhum dos candidatos a governador, ao menos entre os mais competitivos, pode falar em renovação. Caiado disputa eleições desde 1989 e já esteve na base aliada por vários anos.”

Ronaldo Caiado, pré-candidato a governador pelo DEM, disputa eleição desde 1989; não é renovação | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Aposto numa virada histórica

Animado, Fábio Sousa acredita numa virada histórica. “As pessoas me param na rua e dizem: ‘Vou votar em você’. Isso nunca tinha acontecido comigo antes. Os eleitores dizem que votei contra o presidente Michel Temer, que assumo posições firmes. A respeito de José Eliton, sinto que os eleitores, quando o conhecem, o avaliam positivamente.”

Eleição mais da paixão do que da razão

A eleição de 2018 será mais passional do que racional, sugere Fábio Sousa. “Candidato que estiver esperando uma campanha racional, sem paixões destemperadas, se dará mal. Não sei se isso é bom, mas é o desenho real da sociedade brasileira hoje.”

Vamos eleger o governador e dois senadores

Marconi Perillo e Lúcia Vânia “vão ser eleitos senadores”. “A eleição será difícil, mas vamos eleger o governador, dois senadores e excelentes bancadas de deputado federal estadual.”

Sobre o prefeito de Pirenópolis, João do Léo, Fábio Sousa, seu aliado, afirma que, como é filiado ao DEM, é natural que apoie o senador Ronaldo Caiado. “Mas é possível que a maioria de seu secretariado fique com José Eliton., João do Léo não tem problemas com Marconi Perillo e José Eliton. Há uma rixa política com o PSDB local, não mais do que isto.”

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.