Baseados em informações colhidas em livros, sugerindo que estudantes de Direito da Universidade Católica de Goiás ganharam uma cadeira histórica dos estudantes de Direito da Universidade Federal de Goiás em um júri simulado, a Faculdade de Direito da PUC, com alunos e professores irmanados, decidiu processar integrantes do Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da UFG.

Tais estudantes entraram no CA da PUC e levaram a cadeira para o CA da UFG. Apesar da ameaça de processo, e supostamente “apoiados” por professores da Faculdade de Direito, os estudantes da UFG que pegaram a cadeia, vinculados à Mafiosa (espécie de clube), decidiram que não vão devolvê-la. O presidente do CA da PUC, Pedro Egídio, registrou uma ocorrência policial.

Renato Silva, estudante de Direito na PUC, conta que os alunos estão motivados. “O curioso é que a questão da cadeira uniu até setores que divergem por quase tudo. Mesmo estudantes que pouco participam do movimento estudantil estão interessados na história da cadeira.”

Há uma sensação, afirma Renato Silva, de que os estudantes de Direito da UFG menosprezam os estudantes da PUC. “Não sei por quê, mas os estudantes da PUC estão sempre falando disso. Possivelmente com razão, porque, de fato, é muita ousadia dois estudantes saírem da UFG, entrarem no CA da PUC e ‘furtarem’ uma cadeira. Se avaliavam que a cadeira era deles, por que não enviaram um ofício ou recorreram à Justiça, como devem fazer quaisquer cidadãos e, acima de tudo, aqueles que estudam Direito e defendem que atos legais são decisivos numa sociedade democrática?”, pergunta Renato Silva. “Será que estudantes de Direito da UFG não aprovam o Estado Democrático de Direito?”

Os advogados da PUC se ofereceram para acionar judicialmente tanto os estudantes que “furtaram” a cadeira quanto o próprio CA da Faculdade de Direito da UFG.