Determinação dentro do PT é “detonar” Marconi Perillo

Governador Marconi e a presidente Dilma | Foto: Roberto Stuckert Filho

Governador Marconi e a presidente Dilma | Foto: Roberto Stuckert Filho

Há algumas semanas, a presidente Dilma Rousseff (PT) — no auge da crise do governo federal, sob ameaça real do impeachment — convocou todos os governadores brasileiros e determinou que eles assinassem um documento defendendo seu mandato.

Em uma conversa privada, ela teria apresentado tal documento ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e pedido para que o tucano o assinasse.

Não resta dúvidas que Marconi é republicano, defensor da democracia e trata Dilma com muito respeito. Respeito que tantos outros ditos “aliados” não têm.

No entanto, o governador goiano é um homem de partido. Fiel ao PSDB e aliado de primeira hora do presidente da sigla, Aécio Neves, afirmou que não poderia assinar o manifesto. Primeiro, porque faz parte da oposição; segundo, porque não pode ir contra a determinação do PSDB, que é a favor do processo.

Dilma, que tem um carinho pessoal por Marconi, entendeu a negativa. No entanto, grupos extremistas e até raivosos do PT não aceitaram a decisão. Como muitos nomes da oposição goiana têm vociferado por aí, chamaram Marconi de “ingrato”.

Desde então, a determinação no PT nacional é “detonar” o governador de Goiás. Em seu quarto mandato, Marconi tem como principal objetivo revolucionar a educação pública no Estado. Para tanto, levou o modelo de gestão por Organizações Sociais (OSs) à área, que serão implantados já no ano que vem.

22 escolas estaduais estão ocupadas por secundaristas e alunos. No entanto, é inegável que há, sim, presença de partidos de esquerda — principalmente o PT –, na organização de tais “manifestações”.

Ofensas pessoais ao governador Marconi foram pichadas nas paredes das escolas.

Vale lembrar que o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva é inimigo pessoal de Marconi. Foi o tucano goiano que, à época de seu segundo mandato como governador, denunciou o esquema do mensalão. Inclusive, Marconi foi um dos motivos das várias brigas entre a presidente Dilma e Lula.

 

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