Desincompatibilização dará a Caiado espaços para fortalecer alianças

MDB, Solidariedade e PSC devem ampliar participação no governo do Estado

Algumas reconfigurações no cenário político goiano foram promovidas a partir da confirmação de alianças e também de reaproximações de lideranças. Essas mudanças terão impacto na já aguardada reforma no secretariado do governador Ronaldo Caiado (União Brasil). A oportunidade para realinhar as forças aliadas dentro de sua gestão chega com o momento de desincompatibilização dos auxiliares que também vão participar do pleito de 2022. 

A exemplo de José Vitti, que deixou a Secretaria de Indústria e Comércio, para já trabalhar pela eleição para deputado, outros nomes do governo Caiado também devem pedir exoneração, em breve. Ernesto Roller é um dos nomes mais lembrados pela base caiadista sobre quando se fala dos auxiliares que devem deixar o governo para disputar as eleições. Quem também está na lista é o ex-prefeito de Goianésia Renato de Castro, que já tem previsão para deixar a presidência. Ele também vai entrar na disputa de deputado estadual. 

Engrossam essa lista o presidente da Goinfra,  Pedro Sales, o secretário Geral da Governadoria, Adriano da Rocha Lima, o presidente da Agrodefesa, José Essado Neto(Agrodefesa), o presidente do Detran, Marcos Roberto Silva e o assessor especial da governadoria, Lívio Luciano.

Os mais lembrados, são sempre os do primeiro escalão. Entretanto, há outros nomes que devem deixar o governo para reforçar suas chapas nas disputas para o Legislativo. 

Os espaços que serão abertos darão ao governador Caiado a oportunidade de reforçar as alianças que já vem sendo costuradas para dar suporte tanto para sua candidatura à reeleição, quanto para redirecionar a gestão em seu segundo mandato. 

Entre os partidos que devem ser contemplados com as vagas que serão deixadas pelos auxiliares que estão de saída está o Solidariedade (liderado por Armando Vergílio) e o PSC (que tem em sua presidência Eurípedes do Carmo). Ainda deve favorecer o PP, que em um ato de reaproximação já abocanhou a SIC, que agora tem a frente o Joel Sant’Anna Braga –  mas que a depender das configurações que se encaminham, pode ampliar a participação do governo. E tem o MDB, que por já ter Daniel Vilela na composição da chapa, na função de vice, deve ocupar posições no primeiro escalão do governo. 

A reforma sugere que o governo será mais político do que técnico? Não. Continuará técnico, mas com perfil político mais acentuado. Como se disse, há a intenção de contemplar os partidos.

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