Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados
Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB) causou mais um alvoroço no fim da semana passada ao declarar seu rompimento com o governo Dilma Rousseff (PT).

Na verdade, não foi nenhuma surpresa. Cunha tem se desentendido com a presidente há muito tempo e, após ser envolvido nas investigações da Lava Jato, nada mais “natural” que ele cumprisse sua palavra de dificultar ainda mais a vida do governo.

Porém, alguns parlamentares goianos apontam que a estratégia de Cunha é esvaziar de vez o governo colocando em votação a mudança do sistema político do presidencialismo para o parlamentarismo.

“Assim, quem teria o poder seria o primeiro-ministro e Dilma iria ao Palácio das Esmeraldas apenas para jogar paciência. E quem seria o novo chefe do País? Cunha”, diz um deputado.

Outro, mesmo concordando com a atitude de Cunha, diz que esperar uma mudança tão drástica é pensar em golpe. “Não se muda o sistema político de um País se a população não estiver de acordo. E o povo, neste momento, não está pensando nisso, mas apenas em ver menos escândalos na TV”.