Crítica de Baldy a Ana Carla foi um tiro no pé e fortaleceu Afrêni para a presidência do PSDB

Alexandre Baldy e Afrêni Gonçalves: os dois nomes fortes para presidir o PSDB de Goiás; o segundo já está na pole position | Fotos: reprodução / Facebook

Alexandre Baldy e Afrêni Gonçalves: os dois nomes fortes para presidir o PSDB de Goiás; o segundo já está na pole position | Fotos: reprodução / Facebook

Um deputado relatou ao Jornal Opção que o deputado federal Alexandre Baldy, depois de “conversa positiva” com a bancada federal, chegou a conquistar apoio para disputar a presidência do PSDB estadual. No entanto, teria cometido um erro, apontado como “grave” pelos aliados do governador Marconi Perillo: atacou, de maneira direta, a política econômica e fiscal estabelecida pela secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão Costa, filha da senadora Lúcia Vânia. Como é o principal articulador do enxugamento da máquina, com a consequente pressão sobre empresários que sonegam impostos — há uma aposta de se colocar o Estado, cada vez mais, a favor da sociedade e menos de grupos empresariais e setores corporativos —, o tucano-chefe não apreciou os petardos do jovem parlamentar. A avaliação é que, entre o governo, além do PSDB, e o empresariado, Baldy fica com este. O que, na visão dos governistas, resultou num tiro no pé.

Logo depois das críticas, um importante auxiliar do governador começou a telefonar para deputados federais, sobretudo, e a dizer que o tucano-chefe “aceita” qualquer postulante, mas que tem candidato e que quem não apoiá-lo estará num campo oposto ao dele. O candidato de Marconi Perillo seria, segundo o emissário, o ex-deputado estadual Afrêni Gonçalves, diretor da Saneago e mencionado como leal e identificado com o projeto do principal líder do PSDB.

Um deputado, exigindo “off absoluto”, disse ao Jornal Opção que gostaria de ver Baldy ou outro deputado federal no comando do PSDB. “O partido teria mais força e visibilidade políticas”, aposta. Os marconistas contra-argumentam: deputado passa a semana em Brasília e não tem o tempo adequado para frequentar todas as cidades do Estado — que é imenso (maior do que Portugal e Cuba juntos) — e dialogar com os prefeitos e candidatos a prefeito em 2016. “O que se precisa é de um gestor presente e participativo, afirma um marconista. “Afrêni, leal e baseado em Goiânia, terá tempo suficiente para articular na capital e no interior.”

Um deputado tucano frisa que “Afrêni é agregador, sabe conciliar grupos divergentes, não cria problemas, não quer complicar e pode ser uma solução para todos os grupos do partido. Sobretudo, tem identidade com o projeto de Marconi Perillo e, por não ter mandato, não vai provocar ciumeira entre deputados. O governador sabe que, em caso de ciumeira, não seria Baldy quem teria de resolver o problema. O tucano-chefe teria de interferir para pacificar os ânimos”. Um auxiliar de Marconi frisa que, como quer ser candidato a prefeito de Anápolis, Baldy terá, daqui pra frente, de se dedicar a montar uma estrutura política no município. “Ele não terá tempo de cuidar dos interesses do partido no Estado”, sublinha.

Entre os apoiadores de Afrêni estão Marconi, o deputado federal Giuseppe Vecci, o secretário Luiz Carlos Bambu, entre vários outros.

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