Foto: Fernando Leite/Jornal Opção
Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O delegado-deputado federal Waldir Soares é aquilo que, na falta de palavras mais adequadas, se pode chamar de “Homem-Partido”. Em 2014, com sua votação gigante, contribuiu tanto para aumentar a bancada governista na Câmara dos Deputados quanto para derrotar Iris Araújo. Entretanto, analistas e pesquisadores experimentados garantem que, se o leitor o banca para o Parlamento, pode não elegê-lo para prefeito de Goiânia, por desconfiar de sua competência como gestor.

Ao mesmo tempo, tais analistas e pesquisadores sugerem que, se Waldir Soares não for candidato, Iris Rezende se torna ainda mais favorito. No momento, se o nome do delegado for retirado do páreo, o peemedebista-chefe tende não apenas a crescer, como a descolar dos demais candidatos. Vanderlan Cardoso, do PSB, e Jayme Rincón, do PSDB, se o raciocínio estiver certo, precisam que o deputado seja candidato.

Waldir Soares, segundo as pesquisas, está retirando votos “de” Iris Rezende na periferia e, com isso, impede que cresça e descole. Ao dividir os votos “do” peemedebista, o delegado pode ser responsável por dois fenômenos. Primeiro, pode crescer e superá-lo, ganhando a eleição. Segundo, pode contribuir para que Vanderlan Cardoso — ou Jayme Rincón — cresça e vá para o segundo turno contra Iris, ganhando ou não.

A partir do que dizem os especialistas, Waldir Soares é o político-risco. Se retirado do páreo, pode fortalecer ainda mais Iris Rezende, impedindo o crescimento de Vanderlan Cardoso ou Jayme Rincón. Se mantido, pode ir para o segundo turno contra Iris, impedindo a ascensão do socialista e do tucano. É a história de que, se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come.