Bayer compra a Monsanto por 66 bilhões de dólares. Juntas, faturaram 23 bilhões de euros em 2015

Trata-se da maior transação do agronegócio nos últimos anos

bayer-cruz-noticias

A venda da multinacional Monsanto, dos Estados Unidos, para a Bayer, da Alemanha, por 66 bilhões de dólares, foi anunciada na quarta-feira, 14. Trata-se da maior transação do agronegócio nos últimos anos. Juntas, as empresas faturaram 23 bilhões de euros em 2015. O negócio é tratado pelos dois grupos como uma fusão.

A Monsanto e a Bayer são gigantes no mercado de sementes e agroquímicos e, se tem concorrentes, não têm rivais à altura. A Bayer anunciou que, para pagar a aquisição da Monsanto, usara capital próprio — 19 bilhões de dólares — e terá à disposição recursos financeiros, 57 bilhões de dólares, do Bank of America Merril Lynch, do Credit Suisse, do Goldman Sachs, do HSBC e do JP Morgan.

bayer-banner-crop-science

A Bayer informou que vai manter os investimentos da Monsanto, uma empresa considerada altamente modesta e dominante na área de sementes sofisticadas.

O CEO da Bayer, Werner Baumann, disse, por meio de comunicado: “A operação representa um grande passo para nossa divisão agrícola e reforça a posição de liderança da Bayer em inovação e em seus principais segmentos, entregando substancial valor de mercado para seus acionistas, clientes, funcionários e sociedade em geral”.

O presidente e CEO da Monsanto, Hugh Grant, informou, em nota: “Acreditamos que a combinação (dos nossos negócios) com a Bayer representa o mais atraente valor para nossos acionistas. O anúncio de hoje é a confirmação de tudo o que temos alcançado e do valor que temos criado para todos os públicos da Monsanto”.

1 Comment threads
0 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
1 Comment authors

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Adalberto De Queiroz

O Wall Street Journal traz duas abordagens sobre este tema que enriquecem a compreensão. Vi um respeitável analista dizendo que “não muda nada”. A fusão muda, sim, muita coisa no cenário da produção agrícola de impacto (quando a necessidade de alimentos para uma população crescente é imperativo de altas pesquisas de produtividade). Muda também o cenário da geopolítica do business agrícola – a firma nova nascida do casamento feito em Washington (?!) pode significar perdas de impostos e taxas hoje pagas in USA e Alemanha (e Índia). É um viés a analisar também p’ra concluir que, novamente: SIM muda muito… Leia mais