Tese do grupo: além de ganhar uma prefeita, mantém um deputado. Se Baldy for eleito para gerir o município, ganha-se um prefeito, mas perde-se um deputado

Ao se encontrar com o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, os deputados federais Célio Silveira (PSDB), Heuler Cruvinel (PSD) e Waldir Soares (PSDB), os deputados estaduais Lissauer Vieira (PSD) e Virmondes Cruvinel (PSD), o secretário das Cidades e Meio Ambiente do governo de Goiás, Vilmar Rocha (PSD), e o prefeito Juraci Martins (PSD), no domingo, 14, em Rio Verde, o deputado federal Alexandre Baldy (PSDB) admitiu, mais uma vez, que pode bancar sua mulher, Luana Baldy (sem partido), para prefeita de Anápolis.

A empresária Luana Baldy, tida como articulada politicamente — tanto que organizou, com eficiência, a campanha de Alexandre Baldy para deputado federal, em Anápolis e cidades próximas —, não é a preferida do PSDB do município (o “delfim” do tucanato é seu marido), mas também não tem qualquer rejeição local dos tucanos.

A ideia por trás da articulação é a seguinte: se for eleita, Luana Baldy fortalece o grupo e pode levar Alexandre Baldy a disputar o governo já em 2018 — e não, como havia previsto, no pleito posterior. Ao mesmo tempo, o grupo, além de ganhar uma prefeita, mantém um deputado. Porém, se Alexandre Baldy for eleito para gerir o município, o grupo ganha um prefeito, mas perde um deputado.

Agora, se Luana Baldy for derrotada, o grupo, na prática, não perde nada — pois não tinha o comando da prefeitura — e mantém um deputado federal.