6 pontos sugerem que José Eliton pode ser reeleito governador de Goiás

Entre os fatores positivos está o número de candidatos consistentes a deputado estadual e federal

Foto: Divulgação

Cientistas políticos, marqueteiros, pesquisadores e políticos (de vários partidos) apostam que o quadro eleitoral de Goiás está inteiramente aberto. Não se pode tomar o quadro apresentado pelas pesquisas atuais como definitivo. Eles sugerem que as movimentações dos pré-candidatos, começando a se apresentar e expondo suas ideias, vão, aos poucos, “reatualizando” as pesquisas. O Jornal Opção fez uma pergunta aos entrevistados: “O segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, o governador de Goiás, José Eliton (PSDB), tem condições de ser reeleito?” As respostas são sintetizadas a seguir.

1 — Mesmo se houver um afastamento, por exemplo do deputado federal João Campos, a base política que sobrar para José Eliton é dez maior do que a de todos os adversários somados.

2 — As adversidades de José Eliton — como não ser conhecido e a corrida contra o tempo — são mais contornáveis do que as do pré-candidato do DEM, senador Ronaldo Caiado. O governador está se tornando conhecido e uma campanha mais curta não significa que o eleitor não terá tempo para avaliá-lo com precisão. Já o presidente do Democratas tem uma rejeição que parece intransponível e o fato de aparecer em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto pode resultar mais do fato de ser conhecido do que de liderança cristalizada.

3 — José Eliton é ficha limpíssima, não há nem denúncias contra o governador. Se o eleitor estiver procurando renovação, sobretudo um político sem mácula, um deles pode ser o tucano.

4 — Embora bem mais jovem do que Ronaldo Caiado, o governador é apontado como tendo mais experiência administrativa e formação cultural mais ampla. José Eliton é visto, entre os candidatos, como o que mais conhece os bastidores do Estado. “Caiado tem o conhecimento de Goiás do ponto de vista de quem critica, José Eliton do ponto de vista de quem realiza”, afirma um marqueteiro.

5 — A pré-campanha (e, possivelmente, a campanha) de Ronaldo Caiado é amparada por nanopartidos, que, a rigor, existem de maneira quase ficcional no Estado. Seus líderes aparecem, aqui e ali, em redes sociais, eventualmente em jornais, mas não têm contato com as redes políticas municipais. José Eliton, pelo contrário, tem o apoio de partidos consolidados em praticamente todo o Estado — como PSDB, PTB, PP, PSD, PR, PSB e PPS. A estrutura partidária, que significa apoio e, portanto, gente trabalhando, pode robustecer a campanha de José Eliton e elevar sua expectativa de poder.

6 — As chapas de candidatos a deputado estadual e federal que apoiam José Eliton superam — em estrutura político-eleitoral — as de Ronaldo Caiado e as do pré-candidato a governador pelo MDB, Daniel Vilela. São os candidatos a deputado que mais impulsionam as campanhas. São eles que levam as mensagens dos candidatos. São os principais responsáveis por fixá-las no imaginário coletivo.

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