Por Redação
Segundo relatora do projeto, o Executivo federal regulamentará a área por meio de órgãos e entidades setoriais com competência técnica na área
Autor Wildon Lopes lança livro, que reúne 172 páginas de sensibilidade e reflexão sobre o universo e as emoções das almas humanas
Dizes ser um fingidor, mas não sabe fingir, pois, fingindo embora, trazes à tona a verdade
Estou ficando assustado... não me sinto nada bem. E não parece coisa de gripezinha... é algo maior... mais sério... sim... é Covid... estão me levando para uma sala grande...
Aprovado em 2012, código está sendo modificado por senadores de forma a anistiar construções irregulares erguidas em zonas urbanas
Muitos passageiros do veículo de turismo ficaram presos às ferragens, sendo socorridos pelo Samu, com apoio da PRF e da PM
Maria Cândida o entrevistou em Los Angeles. Ele ficou acariciando sua mão. “Fiquei como uma boba”
O livro contém poemas de Delermando Vieira, Miguel Jorge, Edival Lourenço, Maria Helena Chein, Tarsilla Couto de Brito e Maria Clara Dunck
Alexandre Machafer é o novo affair da atriz Grazi Massafera, estrela da TV Globo há vários anos
Pintou desespero: o mais cearense dos paulistas percebeu que os eleitores estão mais interessados em Lula da Silva e Bolsonaro. Por isso partiu para o ataque
Sou feita de muitas coisas e nenhuma. Sou um misto de “camponesa e estrela do céu”
Motivo de afastamento é a participação, como vereadora, da titular da Secretária de Relações Institucionais na eleição da mesa diretora da Câmara de Aparecida
Com reunião em restaurante da capital, advogados querem trocar ideias sobre a disputa eleitoral da entidade, que ocorre no dia 19 de novembro
No sábado, a mulher chegou a registrar boletim de ocorrência e a realizar exame de corpo de delito
À medida que o filme avançava, a inafastável conclusão de que era para ser ouvido, a narrativa, pelas qualidades vocais do narrador e dos poemas incidentais, de Camões, Pessoa e de Alberto Araújo
Luiz Cláudio Veiga Braga
O embaixador Lauro Moreira, goiano, diplomata de carreira, lusófono, ator e diretor de teatro, intelectual de boa cepa, não se constrange em despertar a inveja, ainda que o faça de forma involuntária, sempre que coloca em exposição as suas múltiplas atividades, inclusive quando transita pela arte cênica, a exemplo da atuação no filme “Vazio Coração”, do cineasta e poeta Alberto Araújo, onde conviveu com elenco estelar, Lima Duarte, Othon Bastos, Bete Mendes, Murilo Rosa.
Em recente vinda a Goiânia, para a outorga do título de cidadania, merecidamente conferido a esse goiano de expressão internacional, exibiu a um seleto grupo de convidados a sua mais recente incursão pela sétima arte, ao protagonizar o filme “Volta à Casa Paterna”, de Alberto Araújo, motivo da minha aventura de saudar o “road movie”, o que faço sem a pretensão de crítico de cinema, pela ausência de qualidades para esse desempenho, a cargo de especialistas, a exemplo do professor Lisandro Nogueira.
A exibição do filme foi precedida da apresentação da equipe técnica e de belo discurso de história da criação da República Portuguesa, passando à projeção da película, cujas primeiras cenas já determinavam a absoluta atenção do assistente, porque inaugurada pela voz forte, clara e doce do ator narrador, descrevendo o seu retorno à “Pátria Mãe”, berço dos seus ancestrais, minudenciando o sentimento que o invadia ainda nas asas de Ícaro, intensificando na contemplação do Tejo.
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Lauro Moreira: diplomata, ator e diretor | Foto: Reprodução[/caption]
À medida que o filme avançava, a inafastável conclusão de que era para ser ouvido, a narrativa, pelas qualidades vocais do narrador e dos poemas incidentais, de Camões, Pessoa e de Alberto Araújo, diretor poeta, as imagens construídas se compatibilizavam com a audição, as belas paisagens de Portugal projetas eram a reafirmação daquilo que mentalmente já se descortinara, no emocionado e emocionante texto que ecoava pela sala de projeção composta por uma plateia embevecida.
O filme toca, emociona e aferra a atenção de quem o ouve e o assiste, pela sensibilidade na sua elaboração, ainda que quase artesanal (“um celular na mão e uma ideia na cabeça”), pelo primor do texto e dos poemas, pela voz inconfundível do protagonista narrador, pelas belas imagens do eterno Portugal, das suas seculares construções, inserindo o assistente nas pequenas e grandes cidades, a partir de Lisboa, permitindo conhecer ou revisitar “A Casa Paterna”.
Luiz Cláudio Veiga Braga é desembargador do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).

