Por Euler de França Belém
A pesquisa foi feita com 48 eleitores qualificados pela Contato Comunicação
PREFEITO MAIS INFLUENTE DE CIDADE COM MAIS DE CEM MIL HABITANTES
1º) Maguito Vilela (Aparecida de Goiânia) - 50%
2º) Jânio Darrot (Trindade) - 11.9%
3º) Antônio Gomide (Anápolis) - 9.52%
Alguns outros lembrados
Evandro Magal, Hildo Candango, Juraci Martins, Misael Oliveira, Nivaldo Melo, Paulo Garcia
LISTA DOS 48 VOTANTES
Adriana Do Valle Ferreira - Assessora De Comunicação E Imprensa - Assembleia Legislativa Do Estado De Goiás
Adriana Rosa Alves - Assessora Legislativa - Congresso Nacional
Alessandra Camara De Melo - Diretora - Palavra Comunicação
Alexandre Alfaix De Assis - assessor de imprensa - Tribunal De Contas Do Estado De Goiás
Aline Borges Santos Fonseca - Sócia Proprietária - Aline Santos Arquitetos Associados
Antônio Ramos Lessa Junior - Diretor De Jornalismo - Jornal Da Imprensa
Antunisa De Araújo Arantes - Assistente Cultural - SECULT/GO
Carla Jorge Monteiro - Diretora - Carla Monteiro Gestão Da Comunicação
Carlos Willian Leite - Editor - Revista Bula
Denise Barboza Ribeiro De Castro - Assessora De Comunicação - Prefeitura De Goiânia
Donizete Oliveira Dos Santos - Diretor - Porta Voz
Edleydson De Sousa Medrado - Presidente - Associação dos Profissionais de Propaganda (APP Goiás)
Euvaldo Pereira Luz - Administrador - Editora Visão
Flávia Rezende Calil - Assessoria Política
Garibaldi Rizzo De Castro Junior - Arquiteto Presidente - Sindicato Dos Arquitetos
Germano Roriz Neto - Proprietário - Germano Roriz
Jacqueline Santana Teixeira De Freitas - Diretora Administrativa - Centro Clínico Francisco De Assis
Janete Ferreira - Assessora Da Presidência - OAB Goiás
João Camargo Neto - Jornalista Jurídico - João Camargo Neto Relacionamento Com A Imprensa
Karine Pinheiro Dos Santos - Âncora - RBC
Lênia Soares Santana - Jornalista - Sindicato dos Empregados do Comércio de Goiás
Leopoldo Veiga Jardim - CEO - 3A Worldwide
Lourival De Moraes Fonseca Júnior - Sócio Diretor da Fonseca, Mauro, Monteiro E Advogados Associados
Luiz De Aquino Alves Neto - Membro Efetivo da Academia Goiana De Letras
Marcelo Baiocchi Carneiro - Diretor - Marcelo Baiocchi Imóveis E Secovi Goiás e Vice-Presidente Federação do Comércio de Goiás
Mário Rodrigues Filho - Diretor - Grupom Consultoria E Pesquisas
Miguel J. Novaes Filho - Presidente - SINDICOM - Sindicato Dos Trabalhadores Em Comunicação
Nadia Lippi Vieira Abadio De Almeida - Apresentadora - Programa Goiás Adentro
Nara Luiza De Oliveira - Ex-Presidente Do Conselho Regional De Farmácia
Nicola Limongi Neto - Corretor De Imóveis - Adão Imóveis
Pablo Kossa Galli Vieira - Articulista - Rádio Interativa E Jornal A Redação
Paulo Alexandre Faria Campos - Diretor De Planejamento De Marketing Politico - Casa Brasil BTBon
Pedro Machado Da Silveira Junior - Diretor - Produtora Bicho Folha Filmes
Ricardo Antônio De Resende Souza - Diretor Executivo - BR Eventos
Rogerio Lucas - Jornalista
Rogerio Oliveira Da Cruz - Vereador - Camara Municipal De Goiania
Roni Cavalcante - Diretor - Smart7 Comunicação
Rosa Irlene Maria Serafim - Coordenação - Núcleo De Proteção Aos Queimados
Rubens Pereira Salomão - Apresentador/Colunista - Rádio 730/Jornal O Hoje
Samuel Albernaz - Presidente - Associação Goiana de Administração, Sindicato dos Administradores de Goiânia e Conselho Regional de Administração
Sandra Méndez - Sócia - M2 Do Brasil
Valéria Carvalho E Silva - Diretoria De Comunicação - Abrajet E Goiás Com
Vassil Oliveira - Diretor De Jornalismo - Rádio 730
Virmondes Borges Cruvinel Filho - Deputado Estadual - Assembleia Legislativa
Viviânia Araújo Medeiros - Jornalista - Home Work
Welliton Carlos Da Silva - Editor - Diário Da Manhã
Wolney Unes - Diretor - Jornal A Redação
O levantamento é da Contato Comunicação.
O resultado do 5º + Influentes da Política em Goiás saiu na quinta-feira, 5. Trata-se de um levantamento feito pela Contato Comunicação, com o apoio de 48 eleitores. No total foram 723 votos. A votação ocorreu entre os dias 27 de janeiro e 5 de fevereiro de 2015.
O senador Wilder Morais (DEM-GO) tem um projeto de lei tramitando no Senado voltado ao aproveitamento da água de chuva em novos prédios a serem construídos pelo governo federal. O parlamentar vai alterar seu projeto visando atingir também prédios estaduais e municipais que sejam construídos em parceria com União, desde que o volume maior de recursos venham desta. Segundo Wilder, "outra ação urgente a se fazer diante dessa crise hídrica a afetar alguns Estados é a prática de reutilização de água, o que resultaria em menos demanda sobre os mananciais”. Wilder observa que a sociedade precisa mudar sua relação com a água, pois ela é "recurso finito" e que este "não acompanha o aumento da população." Danos econômicos "Sem água, muitos setores econômicos são afetados, tanto no uso de água para produção de alimentos e outros fins como também no seu uso para geração de energia elétrica", aponta Wilder, que salienta que "essa crise hídrica é um alerta para que o governo acorde e trate de promover urgentemente uma ação eficiente na busca de energia vindas de fontes renováveis como luz solar e vento”.
A “Folha de S. Paulo”, na reportagem “Pivô da crise entre Renan e tucanos deixa o PSDB”, disse que a senadora Lúcia Vânia, uma das políticas do partido mais respeitadas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, anunciou que vai deixar o partido. “Magoada por ter sido forçada a desistir de um cargo na Mesa Diretora do Senado pela cúpula tucana, Lúcia Vânia disse que cansou de enfrentar sucessivas dificuldades dentro do PSDB”, publicou a “Folha”. “A mágoa é em relação a esse processo. A disputa é normal para quem é político. O que não é normal é deixar um companheiro ser massacrado. Pelo menos, o partido vai aprender que tem que ter mais delicadeza ao lidar com questões complexas.” O senador Aécio Neves teria trabalhado para boicotá-la. Comenta-se que, convidada pelo ex-deputado federal Roberto Freire, ela estaria articulando sua filiação ao PPS. Na verdade, pela competência e seriedade da senadora, vários partidos vão tentar filiá-la.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), havia indicado Lúcia Vânia para a primeira-secretaria do Senado. Porém, o PSDB decidiu não bancá-la. Aécio Neves e outros próceres optaram pela indicação de Paulo Bauer, do PSDB de Santa Catarina. Nem Lúcia Vânia nem Renan Calheiros aprovaram a articulação de Aécio Neves.
Lúcia Vânia esclareceu que, por lealdade ao PSDB, não votou em Renan Calheiros para presidente do Senado, e sim em Luiz Henrique que, embora também do PMDB, era apoiado pelo tucanato. “A imagem que se passou é que eu traí o PSDB. Eu me comportei da forma mais ética possível. Comuniquei ao presidente Renan que não poderia votar nele por circunstâncias que exigiam que eu seguisse a determinação do meu partido.”
A tucana frisa que tem sido maltratada pela cúpula do PSDB há vários meses, segundo o relato publicado pela “Folha”.
“O Sol É Para Todos” (José Olympio, 364 páginas), da americana Harper Lee, de 89 anos em abril, não é um romance do primeiro time, porém é mais emblemático do que alguns romances do primeiro time. É uma denúncia clamorosa e de grande impacto contra o racismo nos Estados Unidos; um negro é acusado, injustamente, de violar uma mulher branca. Publicado em 1960, tendo ganhado o Pulitzer de 1961, o livro, que vendeu mais de 40 milhões de exemplares, foi levado ao cinema pelo cineasta Robert Mulligan, em 1962. O filme, com Gregory Peck, ganhou o Oscar. Depois do sucesso, Harper Lee parou de escrever ou de publicar. Agora, em 14 de julho deste ano, as editoras Harper Collins e Penguin Random vão lançar seu segundo romance, que estava desaparecido.
“Go Set a Watchman” (304 páginas), o novo romance, na verdade foi escrito em 1950, portanto é anterior a “O Sol É Para Todos”. Mas a história, com os mesmos personagens, Atticus Finch e Scout Finch, ocorre posteriormente. É uma sequência. A obra estava desaparecida.
Harper Lee (foto acima) acreditava que os originais haviam sido perdidos e não se preocupava mais com o romance. Porém, no ano passado, foi reencontrado. “Não sabia que o romance havia sobrevivido. Fique surpresa e encantada quando minha querida amiga e advogada Tonja Carter o descobriu. Depois de muito pensar e hesitar, mostrei-o para algumas pessoas em quem confio e fiquei contente por elas acharem que era digno de ser publicado”, diz a escritora. A obra, na opinião de Harper Lee, é um trabalho literário “muito decente”.
Enil Henrique, atual tesoureiro, foi eleito nesta quarta-feira, 4, para a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção de Goiás. Ele obteve 44 votos. O segundo colocado, Sebastião Macalé, recebeu 25 votos. Alexandre Caiado conquistou quatro votos.
Com seu estilo diplomático, porém aguerrido, o jovem Rodrigo Zani trabalhou de maneira intensa na campanha do governador Marconi Perillo, em 2014. Ele foi um dos principais agregadores, articuladores e mobilizadores da imensa força jovem que hipotecou apoio ao tucano-chefe. Na terça-feira, 3, Zani foi nomeado para a chefia de gabinete da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg).
Zani é ligado tanto a Marconi Perillo quanto ao deputado federal Giuseppe Vecci (PSDB). Na eleição passada, ele seria candidato a deputado estadual, mas refluiu para trabalhar na organização da campanha do governador e de Vecci.
O Grupo Jaime Câmara demitiu o jornalista Marcello Rosa (foto acima, de seu Facebook), apresentador da “Jornal Anhanguera”, edição do almoço.
O GJC teria alegado que é incompatível ser apresentador e manter negócios com o governo do Estado.
“Eduardo e Mônica”, espécie de música de formação, mostra a juventude e o amadurecimento de um casal, com seus conflitos, ambiguidades e convergências
Envolvido com Noel Rosa, Ataulfo Alves, Mário Reis, Dolares Duran, o divertido “antropólogo” Adoniran Barbosa, demorei a me aproximar da magnífica música de Renato Russo. Quando comecei a “bebê-lo” não parei mais — tornei-me russólatra. Devo ter ouvido “Faroeste Caboclo”, uma espécie de ópera popular sobre o cangaço urbano, umas duzentas vezes, cada vez apreciando-a mais. Renato Russo é músico e, ao mesmo tempo, é um narrador de primeira, preciso, contido aqui e ali, de repente palavroso, até altissonante. Há quê de Geraldo Vandré misturado com Taiguara — uma espécie de cancioneiro, de menestrel —, mas não é, individualmente, nem um nem outro. Aparentemente, se eu não estiver exagerando, cavou um espaço entre Chico Buarque e Caetano Veloso, e um pouco acima de Cazuza, porque certamente mais refinado e, quem sabe, mais distanciado em relação aos fatos narrados. Sim, Renato Russo, como compositor, músico e cantor, é um narrador — daí suas músicas contarem-cantarem uma história, como se fosse um pouco mais do que um microconto. René Sampaio, de 41 anos, filmou “Faroeste Caboclo” — o filme não é ruim, mas como competir com uma música tão poderosa? — e agora vai filmar outra música do artista, “Eduardo e Mônica”.
“Eduardo e Mônica” é uma bela história — o registro das ambiguidades e vieses na vida de um casal. Há o romance de formação e talvez seja possível sugerir que “Eduardo e Mônica” é uma música de formação, com os personagens exibidos jovens e amadurecendo, com o registro das mudanças de perspectivas e expectativas. É, também, uma narrativa sobre diferenças às vezes convergentes. O ouvinte simpatiza com Mônica, dada sua modernidade, ao fato de ser avançada, mas não antipatiza (com) Eduardo, uma espécie de Leopold Bloom, o “homem comum enfim”, diriam, se pudessem, o irlandês James Joyce e o inglês Anthony Burgess.
Acredito que “Eduardo e Mônica” dará um belo filme, se não cair no sentimentalismo ou no papo cult, perdendo a naturalidade expositiva da música. René Sampaio pretende fazer um “filme de época”, sobre Brasília em 1986, e pretende começar as filmagens em setembro deste ano. O filme está previsto para estrear no fim de 2016. Luiz Bolognesi será o roteirista.
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Helê Parrode Bernardes (ao centro), com a sobrinha-neta Sofia e a irmã Antônia Parrode, no final de 2014[/caption]
Helê Parrode Bernardes — viúva de Juarez Bernardes, um dos mais atuantes deputados federais de Goiás nos tempos da ditadura, e mãe do advogado e político Rogério Bernardes, funcionário da Celg, e de Juarez Júnior e Ricardo Bernardes — faleceu na segunda-feira, 2, em Goiânia, de câncer.
O velório será realizado na terça-feira, 3, no Cemitério Jardim das Palmeiras e o corpo vai ser cremado no final da tarde.
Se não for em Goiânia, a IndyCar pode retirar a Fórmula Indy do Brasil, pelo menos neste ano. Relação dos americanos com a TV Bandeirantes não é boa
A imprensa de Goiás estranhamente não se interessou pelo assunto, mas o portal Grande Prêmio publicou reportagem no sábado, 31, a respeito da possibilidade de a Fórmula Indy não ser mais realizada em Brasília, e sim em Goiânia.
Os organizadores da Fórmula Indy, ante o cancelamento da prova no autódromo de Brasília a menos de 40 dias de sua realização, estiveram por conta própria em Goiânia, em contato com a equipe do governador Marconi Perillo. Eles verificam a possibilidade de a corrida ser realizada na capital goiana, por isso inspecionaram o autódromo local. E nem convidaram a Bandeirantes para participar da inspeção.
Segundo o portal Grande Prêmio, “a comitiva continha dois diretores do campeonato com base em Indianápolis e esteve na tarde de sexta-feira, 30, na pista da capital de Goiás, a única no Brasil que tem condições de receber uma etapa do porte da Indy. Recém-reformada, tornou-se centro das atenções e referência do sofredor automobilismo nacional. É lá, por exemplo, que a Stock Car passou a realizar sua Corrida do Milhão. Outro ponto favorável é a distância para Brasília, pouco mais de 200 km, o que minimizaria o problema com toda a logística da operação”.
A IndyCar ainda não decidiu se o Autódromo Internacional de Goiânia é inteiramente viável, se tem estrutura ampla para receber uma prova de tal porte. Não se trata apenas da pista, mas da estrutura em geral. Porque se trata de uma prova internacional, que atrai pessoas de vários países.
A IndyCar e Bandeirantes não estão em bons termos. “Os americanos não confiam mais nos executivos da TV, que pela segunda vez não honram o acordo para fazer a corrida acontecer. No ano passado, a emissora não fez a etapa no Anhembi por problemas financeiros e chegou a ser processada pela categoria na Corte de Indiana no fim de 2013. A Band dobrou os caras lá fora se comprometendo com a prova deste ano no DF”, afirma Grande Prêmio.
Vitor Meira, ex-piloto da Indy, está acompanhando o desenrolar da história, e esteve em Indianópolis “depois que o Ministério Público expôs os erros no contrato da corrida”. Band e Meira acreditam que a corrida ainda pode ser realizada em Brasília. “Mas”, segundo Grande Prêmio, “o governo do Distrito Federal e o Ministério Público vão bater o pé até o fim nem que para isso se utilizem de todas as esferas judiciais. De lá, não sai nenhum centavo, e a investigação quer entender como os acordos da Bandeirantes com a Terracap e o ex-governador Agnelo Queiroz puderam ter sido mal ajambrados, com erros primitivos em assinatura e timbre, cláusulas de contrato inválidas, descrições de serviços duplicados, sobrepreço de quase R$ 35 milhões, além de uma sequência de erros no processo de licitação que mais do que triplicaram o preço das obras”.
O MP, investigada a fraude nos contratos, decidiu entrar “com uma ação civil pública e de improbidade administrativa”. Segundo o portal, “o governo de Agnelo chegou a pagar à Bandeirantes R$ 17,5 milhões pela prova que não vai ocorrer em Brasília”. Segundo Grande Prêmio, a Federação Goiana de Automobilismo (Faugo) também está sendo investigada pelo MP “por suspeita de desvio de dinheiro dos recursos do autódromo”.
A organização da Indy disse ao portal que não vai se manifestar, por enquanto, sobre o assunto. Um dos representantes da IndyCar no Brasil, Carlos Gancia, falou ao portal. “De início, Gancia contestou a informação de que a Band esteja alijada de funcionários da categoria a Goiânia. ‘Eu mandei ontem um representante, Brian Hughes, que é responsável pelas pistas, para que verificasse as condições do autódromo. Foi uma iniciativa em sintonia com a Band’. Questionado se alguém da emissora esteve lá, Gancia respondeu que não.” Sobre o autódromo de Goiânia, Gancia ressaltou que “há muito trabalho a fazer”. “‘Os boxes são muito pequenos e apertados’ para receber os carros da Indy.”
Gancia afirma que “as notícias que têm sido publicadas na imprensa estão longe da realidade. O MP não tem o poder para determinar o cancelamento da prova. Há um contrato que foi assinado e que foi rompido sem prévio aviso”. Ele frisa que o cancelamento da prova cria uma “insegurança jurídica muito grande”. Ele insiste que a prova será realizada no dia 8 de março. “A programação mundial da TV já está feita e não tem espaço no calendário. Além disso, já tem 40 contêineres no mar trazendo os pneus e a gasolina que é misturada no etanol”, assegura Gancia. Os contêineres chegam “entre os dias 6 e 8 de fevereiro”.
O assunto mereceu repercussão nacional, mas não na imprensa de Goiás.
Iúri Rincón Godinho Segue o mantra: a velhice é um tormento. Tem dias bons e muitos ruins. Isso se a pessoa tiver saúde. Quando a perde, a terceira idade — um nome e eufemismo ao mesmo tempo — é um massacre, como resumiu Philip Roth (vide “Homem Comum”). Que o diga o jornalista José Carlos Gomes, biografado por sua filha Luciana, em “A Imagem que o Cigarro lhe Deu”. Antes de morrer de trombose aos 64 anos em 2000 — novo para os padrões do século XXI —, amputou duas pernas, sofria de enfisema pulmonar e depressão. Todos os males foram atribuídos ao hábito de fumar desde os 11 anos. Ganhou o apelido de Zé Fumaça e chegava a mandar para os pulmões 80 cigarros por dia. Tanto que o então ministro da Saúde, José Serra, o convidou para uma campanha anti-tabagismo às vésperas de sua morte. José Carlos viveu em um mundo diferente, onde fumar era sinal de status e masculinidade e quando denominar afrodescendentes de “negão” era normal — Renato Aragão, em Os Trapalhões, chamava Mussum assim. Nas redações dos jornais onde trabalhava, nuvem de fumaça fazia parte da decoração. O jornalista goiano Armando Accioli, que começou a cerreira nos anos 50, tragava duas carteiras por dia. Azar de quem estava perto. O colunista social João Guimarães foi diagnosticado com um aumento nos pulmões graças ao hábito de fumar. Só que ele nunca colocou um cigarro na boca nos seus mais de 80 anos de vida. Entretanto, o livro dá pistas de que não apenas o cigarro, mas também o álcool minaram a saúde de José Carlos. Colunista social do jornal “Correio da Manhã”, viveu um período de glamour, de festas, fumaça e uísque. Combinação que passa longe de beneficiar o corpo. O também jornalista José Guilherme Schwam, do programa Pelos Bares da Vida, sabe bem disso. Com até cinco compromissos por noite, ele só bebe Coca-Cola light e não fuma. Caso contrário, diz, não suportaria a rotina de badalações. Mesmo com uma história de sofrimento, “A Imagem que o Cigarro Lhe Deu” não é um livro de revolta, mas um relato jornalístico bem-escrito e bem-editado, daqueles de se ler em uma sentada. A força da internet reduziu a obra a um libelo contra o fumo e agravantes da saúde como depressão e álcool foram deixados de lado. Tanto que José Carlos hoje virou uma espécie de bicho-papão para os fumantes, com textos até no prestigiado Instituto de Combate ao Câncer, o Inca. Serve de alerta, com certeza, mas a vida é a consequência do tempo e dos hábitos. Não apenas do cigarro. Iúri Rincón Godinho é publisher da Contato Comunicação.
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Foto: Livro explica quem é o marqueteiro que ajudou a eleger Lula da Silva uma vez e Dilma Rousseff duas vezes para presidente da República do Brasil / Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O marqueteiro de Lula da Silva e Dilma Rousseff, João Santana Filho, ex-repórter das revistas “Veja” e “IstoÉ”, é uma espécie de petelólogo — especialista em campanhas para o PT e para esquerdistas de outros países. Ajudou a ganhar sete eleições para presidente da República, no Brasil e no exterior: três para o PT (Lula e Dilma Rousseff duas vezes), em El Salvador (Mauricio Funes), na República Dominicana (Danilo Medina), Angola (José Eduardo dos Santos) e Venezuela (Hugo Chávez/Nicolás Maduro). Gostando ou não de seus métodos, é mesmo um fenômeno.
Na campanha de Dilma Rousseff em 2014, na qual teria se comportado como “ministro da Propaganda” — insinuação de que seria o Joseph Goebbels baiano, o que, claro, não é —, João Santana, com as empresas Polis Propaganda e Marketing e a Digital Polis Propaganda e Marketing, faturou 60,5 milhões de reais. Nas últimas eleições, entre 2006 e 2014, o marqueteiro recebeu 158 milhões de reais do PT. Em Angola, faturou 65 milhões de dólares. Ele é dono de empresas de marketing na Argentina, Panamá, El Salvador e República Dominicana. Estima-se que, em aplicações e imóveis, João Santana tem 50 milhões de dólares. “Para mais”, disse o escritor e marqueteiro baiano Marcelo Simões, amigo do xodó de Lula e Dilma, ao jornalista Luiz Maklouf Carvalho, autor do recém-lançado “João Santana — Um Marqueteiro no Poder” (Record, 251 páginas). Trata-se de um perfil biográfico.
O marqueteiro mais vitorioso dos últimos anos é, segundo sua mulher, Mônica Moura, “completamente inepto para coisas práticas. Se não prestar atenção, sai com uma meia de cada cor”. O publicitário Nizan Guanaes sintetiza-o: “O João Santana é um cara que sabe se colocar. Paixões à parte, o João cumpriu o papel dele. Se as pessoas acham que a campanha foi pesada (e ela foi) e que ela foi bruta (e ela foi), tem que ver os filmes negativos das campanhas americanas. Marketing político é UFC. O marqueteiro tem que ter estômago e os candidatos também. Eu não tenho. João Santana tem, e gosta. Por isso ele é o Anderson Silva”.
O historiador Marco Antônio Villa, autor do livro “Um País Partido — 2014: A Eleição Mais Suja da História” (Leya, 224 páginas), sustenta que o embate eleitoral entre a petista Dilma Rousseff e o tucano Aécio Neves, foi o menos limpo da política brasileira. A eleição em que o paulista Júlio Prestes e o gaúcho Getúlio Vargas se enfrentaram talvez tenha sido uma das mais sujas, se não a mais suja, do País. Tanto que, rejeitando o resultado do pleito — as fraudes eleitorais ocorreram dos dois lados —, o Rio Grande do Sul, com Vargas, e Minas Gerais, com Antônio Carlos de Andrada, articularam, com o apoio dos tenentes, a Revolução de 30. Vale lembrar que, além de amplamente suja, a disputa provocou mortes, como a de João Pessoa, na Paraíba.
A eleição de 2014 foi de fato suja, com os marqueteiros contribuindo para a “poluição” geral do ambiente, ao apimentar denúncias mais requentadas do que quentes. Nas e fora das redes sociais, Aécio Neves, Dilma Rousseff e, em menor escala, Marina Silva não fizeram uma campanha limpa. Os ataques foram quase sempre abaixo da linha de cintura. Fala-se, mas sem provas, que o ex-guerrilheiro Franklin Martins comandou os ataques mais virulentos a Aécio Neves. A se aceitar esta tese, João Santana, pelo menos na guerrilha mais contundente nas redes sociais, estaria subordinado a Franklin Martins. Um publicitário contrapõe: “Joãozinho Malvadeza, capaz das maiores doçuras e das maiores maldades, não se submete ao Franklin e nem a qualquer outro lua vermelha do PT. Para que seu candidato seja eleito, é capaz de tudo. Franklin é ‘frango de granja’ perto do marqueteiro baiano”.
Além do perfil biográfico, lacunar porque em construção, Maklouf publica uma entrevista de Santana, na qual ele bate duro, às vezes, como um boxeador mexicano, colocando gesso endurecido nas luvas. O marqueteiro chama os tucanos e aliados de “derrotados fanfarrões”. A campanha de Aécio Neves é apontada como tendo “feito uso amador da mediocridade. O marketing de Aécio fez uma das campanhas presidenciais mais medíocres, do ponto de vista criativo e estratégico, que o Brasil já viu”. Paulo Vasconcelos, o marqueteiro do tucano mineiro, é apresentado como migrando da segunda para a terceira divisão.
Santana é dado à filosofice, mas sem deixar de ser um pragmático absoluto, apesar de certo misticismo — acredita que tem alguma ligação espiritual com o físico desaparecido Ettore Majorana (maluquice ou idiossincrasia). Ele acredita que tanto Aécio Neves quanto Marina Silva parecem acreditar “em uma falsa teoria implantada no marketing político brasileiro de que ‘quem bate, perde’. Perde quem não sabe atacar. Como também perde quem não sabe se defender”. Seguindo sua ideia, o tucano e a candidata do PSB “não souberam bater certo nem se defender de maneira correta”.
Tucanos dizem que a campanha de Dilma Rousseff foi “sórdida”, com ataques de baixo nível, sempre de maneira agressiva. Santana discorda: “as pesquisas do final do segundo turno” mostraram “que a maioria das pessoas achava que era Aécio quem estava fazendo a campanha mais agressiva”.
Para Santana, “em determinados momentos de uma campanha, é mais tático você influenciar os adversários do que influenciar o eleitor”.
Santana admite que, como outros marqueteiros, também “manipula”. “Não pode é dizer que o PT é mestre da manipulação. Todos manipulam, todos persuadem. Existe um fio muito débil que separa a persuasão da manipulação”, filosofa o marqueteiro do petismo. Curiosamente, ele diz uma coisa que, agora, faz parte do ideário de Dilma Rousseff, ao bancar o economista ortodoxo Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda: “Se nós dizíamos, com convicção, que uma política econômica de forte ortodoxia poderia causar retração no emprego e na renda das pessoas, por que Marina [Silva] não disse exatamente o contrário?”
Políticos e parte da intelligentsia patropis “não entendem o papel do marketing”, acredita Santana, que parece um oráculo. “Ou demonizam ou se embasbacam com ele. O maior equívoco é querer separar, como fazem alguns, o marketing, ou a comunicação, da política. O marketing e a publicidade são linguagens da política. Ela e eles são umbilicalmente ligados”, postula o marqueteiro. Eugênio Bucci e Carlos Mello, citados por Maklouf, talvez sejam o contraponto adequado para a fala acima: “O João fez um deslocamento do ideário em favor do marketing. Antes, o bom governo era aquele que fazia. Agora, é aquele que tem a imagem do que faz. Fazer a imagem ficou mais importante do que fazer”.
Paulo Henrique Amorim foi condenado à pena de um mês e dez dias de prisão. Mas o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que, no lugar de ficar encarcerado, o jornalista deve pagar 30 salários mínimos para a parte ofendida, Merval Pereira, de “O Globo”, que foi chamado de “jornalista bandido”.
A crítica de Paulo Henrique Amorim foi feita num texto publicado no blog Conversa Afiada, em 2012, com o título de “CPI da Veja. Dias a Merval: vale-tudo não vale nada”.
O jornalista pode recorrer, mas, depois de perder em duas instâncias, dificilmente ganhará nos tribunais superiores. Até porque a ofensa é grave e, sobretudo, não há evidência algum de que Merval Pereira seja bandido.
Devido à quantidade de processos, Paulo Henrique Amorim moderou sua linguagem. Mas possivelmente será processado por outros de seus textos contundentes.

