Por Euler de França Belém

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Governo de Goiás publica anúncio de oito páginas na revista IstoÉ

O governo de Goiás publicou oito páginas pagas na edição da revista “IstoÉ” desta semana. O título do material é “A revolução de Goiás”. “Índices educacionais invejáveis e foco na qualificação profissional aceleram crescimento econômico do Estado que virou sinônimo de desenvolvimento”, afirma o texto.

Jurista Miguel Reale diz que a presidente Dilma Rousseff “pode ser afastada por crime comum”

O professor de Direito Penal da USP diz que José Eduardo Cardozo, rei do lugar comum, age mais como advogado de defesa do que como ministro

Morre a jornalista e escritora Beatriz Thielmann, da TV Globo. Tinha câncer

A jornalista e escritora Beatriz Thielmann, da TV Globo, morreu no domingo, 29, aos 63 anos. Ela, que tinha câncer, era uma das repórteres mais experimentadas da televisão brasileira. Deixa dois filhos. Em 1987, entrevistou Fidel Castro, com grande repercussão. Havia sido a primeira entrevista concedida pelo ditador cubano à Globo. Ele estava no auge de seu carisma, embora o socialismo já estivesse começando a ruir pelo mundo. Beatriz Thielmann fez reportagens para vários programa jornalísticos da Globo, como “Jornal Nacional”, “Jornal da Globo”, “Bom Dia Brasil”, “Globo Repórter” e Globo News. Era conhecida pela precisão e contenção ao expor os fatos. O livro “De Mulheres Para Mulheres”, de Beatriz Thielmann e da médica Odilza Vidal, saiu em 2003. A obra mostra os avanços da medicina para as mulheres que têm mais de 40 anos. A jornalista dirigiu e fez os roteiros dos documentários “O Bicho Dá. O Bicho Toma” (2005) e “Vento Bravo” (2007).

Zé Nelto muda o nome para Churchill se Júnior Friboi não for expulso do PMDB

José Nelto é peremptório: “Mudo meu nome para Winston Churchill se Júnior Friboi não for expulso do PMDB entre abril e maio”. Friboi estaria se “escondendo” para não ser notificado pela Comissão de Ética do PMDB. “Nós vamos citá-lo por AR. É mais fácil achar uma agulha num palheiro do que Friboi.” Mas Friboi não teria maioria na Executiva do PMDB? “Não tem, não. Na reunião do partido na segunda-feira, 23, com a presença de Iris Rezende, do prefeito Maguito Vilela, de Sandro Mabel, de deputados e vereadores, o nome do empresário nem foi citado.” “Há um consenso, mesmo entre seus aliados, de que Friboi não tem mais condições de ficar no PMDB. Ele quer ser presidente do partido, mas eu digo: não vai ser nem filiado”, sublinha José Nelto.

Vanderlan Cardoso quer Jayme Rincón como vice em Goiânia. Mas pode caminhar com PPS de Marcos Abrão

Vanderlan Cardoso, provável candidato do PSB a prefeito de Goiânia, gostaria de ter o presidente da Agetop, Jayme Rincón, como seu vice. Mas que ninguém fique surpreso se marchar para a disputa com um vice do PPS do deputado Marcos Abrão.

Se Karlos Cabral partir para o confronto com Paulo do Vale vai “eleger” Heuler Cruvinel

Sem aliança em Goiânia entre PMDB e PT, dificilmente o PT de Rio Verde fechará aliança com o peemedebista Paulo do Vale, possível candidato a prefeito. Paulo do Vale, se estabelecer aliança com os petistas Karlos Cabral, ex-deputado estadual, as vereadores Náudia Faedo e Lúcia Batista e o produtor rural Flávio Faedo, além de Leonardo Veloso, do PRTB, se tornará um candidato temível para o favorito, Heuler Cruvinel, do PSD. Se Karlos Cabral for candidato, dividindo os votos das oposições, a peleja poderá ficar mais fácil para Heuler Cruvinel. Experts em política de Rio Verde sustentam que, por falta de estrutura partidária e financeira, Karlos Cabral não tem condições de enfrentar pesos pesados como Heuler Cruvinel e Paulo de Vale. “Agora, se quiser ajudar, ainda que indiretamente, o candidato do PSD, deve se lançar candidato. O fato é que Karlos não tem chance de ganhar, mas pode ser fundamental para a vitória de Paulo do Vale”, afirma um peemedebista.

Cinemas de Goiânia boicotaram o filme “Birdman”. Falta de público e de senso artístico?

Reluto ao escrever que “Birdman” (ganhou o Oscar!) ficou em cartaz alguns dias em Goiânia. Porque é mais apropriado dizer que esconderam o filme de Alejandro González Iñárritu. Os horários — apenas dois — eram inadequados para cinéfilos ocupados. Por que o boicote nada sutil? Porque “Birdman” é um filme adulto e, se é dramático, não é melô. É possível rir e chorar vendo “Birdman”? É. Porém, dada certa contenção, não é possível “gritar” e “descabelar-se”. Há fios de Woody Allen atados, milimetricamente, por Ingmar Bergman. O que “Birdman” é? Claro, é um filme, e cinema, como sabem os franceses, desde François Truffaut, ao menos, é entretenimento de primeira linha. Mas o filme de Iñárritu — quase atribuo o “insucesso” (de público, vá lá) a este nome estranhíssimo — vai um pouco além de entretenimento. E, curiosamente, seu realismo, de rara crueldade, é imbrincado, aqui e ali, por vieses surrealistas. “Birdman” é cinema e teatro. Há um forte imbricamento de vida e teatro, um iluminando o outro, mas permitindo, à Henry James, o entendimento de que a vida contém partes ensombrecidas e ambíguas. O bardo britânico William Shakespeare, criador de “Hamlet” e “Rei Lear” (o protagonista de Iñárritu, Deus que nome!, é uma espécie de Rei Lear não muito velho), por certo aprovaria “Birdman” e, se pudesse (infelizmente, espíritos são “pacíficos”), tiraria o cinto para dar uma lição nos programadores de cinema de Goiânia. Ah, sim, o subtítulo, se subtítulo é, do filme é: “ou A Inesperada Virtude da Ignorância”. Pois é. Pois é. Pois é.

Veja se comporta como office-boy de Eduardo Cunha. É um mau passo de uma grande revista

vejaO jornalismo brasileiro quase sempre foi a favor. Carlos Lacerda, com sua “Tribuna da Imprensa”, é uma das exceções, sob Getúlio Vargas e João Goulart. Às vezes fica-se com a impressão de que o jornalismo é o bobo da corte da era moderna e republicana. A revista “Veja”, possivelmente garantida por seus anunciantes privados — claro que sem descuidar de anúncios públicos, pois ninguém é de ferro —, faz um jornalismo agressivo, duramente crítico, de matiz liberal (tanto que escreve “estado” com inicial minúscula), o que incomoda muitos leitores, sobretudo aqueles que pertencem à esquerda petista ou ao menos têm simpatia pelo petismo. Ouço até intelectuais respeitáveis dizendo que a revista é “nojenta” — o que não é. Tão-somente pensa diferente deles. Quando o adversário intelectual expressa suas ideias e divergências com tamanha clareza, longe de ser ruim, é muito positivo. Clareza quase sempre reflete honestidade intelectual e retidão pessoal. “Veja” é honesta — até quando excede. Mas a capa e a reportagem incensando o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), que, de vilão, se tornou herói para a revista, ficará na história como um mau passo da “Veja”. Para criticar o governo da presidente Dilma Rousseff — e o que chamam de Lulopetismo, espécie de peronismo patropi —, a publicação “aderiu” ao peemedebista, que, de repente, se tornou um defensor emérito da democracia e das instituições. Eduardo Cunha é um deputado do segundo time. Está sobressaindo, não por ter qualidades revigorantes e louváveis, e sim porque a “atual” legislatura é uma das piores da história. É provável que, no tempo de Bilac Pinto, Carlos Lacerda, Milton Campos, Aliomar Baleeiro, Petrônio Portella, Ulysses Guimarães e Tancredo Neves, o agora elogiado Eduardo Cunha não serviria para carregar a pasta executiva de nenhum deles. Mas triste mesmo é ver a “Veja” se comportar como office-boy de luxo de Eduardo Cunha. É a vitória da mediocracia.

Jackson Abrão é assaltado, tomaram-lhe o automóvel, mas decide não divulgar a notícia

[caption id="attachment_31813" align="alignright" width="620"]Reprodução: Facebook Reprodução: Facebook[/caption] O jornalista Jackson Abrão, ex-diretor de Jornalismo da TV Anhanguera, foi assaltado no Setor Bueno, em Goiânia, há pouco mais de uma semana. Ladrões agressivos tomaram-lhe seu Hyundai. Fiel ao estilo discreto dos jornalistas do Grupo Jaime Câmara, Jackson Abrão, comentarista do “Bom Dia Goiás”, não noticiou o fato.

Kajuru e Bordoni vão relançar a Rádio K do Brasil na internet

Os jornalistas Jorge Kajuru e Luiz Carlos Bordoni vão lançar a Rádio K do Brasil e a TV Kajuru em abril. “Teremos Alexandre Garcia e Ricardo Boechat como colaboradores”, afiram Bordoni. A pretensão de Kajuru e Bordoni é fazer “jornalismo quente, investigativo, analítico responsável, independente e não alinhado. Não vamos retaliar nem atacar gratuitamente — exceto se formos atacados”, frisa Bordoni.

Paul Anderson ousa e adapta romance complexo do americano Thomas Pynchon

12873_gDiz-se que James Joyce é um autor difícil e que precisa ser estudado, inclusive com o apoio de biografias, como as de Richard Ellmann e Edna O’Brien (talvez tenha escrito a melhor biografia curta, mas de amplo fôlego), para que suas obras, notadamente “Ulysses” e “Finnegans Wake, sejam (mais bem) compreendidas. O americano Thomas Pynchon, embora sua prosa seja menos enviesada do que a do Homero irlandês, é complicado, de difícil apreensão, sobretudo devido às múltiplas referências, que exigem conhecimento da vida cotidiana dos Estados Unidos, ao menos em determinados períodos. Nunca pensei que Pynchon pudesse ser adaptado para o cinema, dadas as dificuldades de se condensar uma literatura tão caudalosa — percebo em Guillermo Cabrera Infante um par, embora este não tenha o mesmo interesse por ciência quanto o americano, mas as referências culturais, detalhadas, são equivalentes —, mas leio texto de Elaine Guerini, no “Valor Econômico”, informando que Paul Thomas Anderson ousou adaptar o romance “Vício Inerente” (Companhia das Letras, 464 páginas, com excelente tradução de Caetano Galindo), em cartaz no Brasil. “O processo de adaptação foi mais complicado pela densidade da obra de Pynchon, com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo e tantos personagens entrando e saindo da história”, disse Paul Anderson ao “Valor”. Estou curiosíssimo para ver com uma obra tão difícil — mas plástica e, sim, visual — chegou ao cinema. A sorte, se se pode dizer assim, de Paul Anderson é que “Vício Inerente” não é o romance mais “difícil” de Pynchon. É provável que seja o mais, digamos, adaptável — dada a história “policial”. De qualquer maneira, um trabalho de Hercules.

Grupo de Adib Elias teria perdido o direito de usar a Rádio Liberdade, de Catalão

O deputado federal Adib Elias (PMDB) teria liderado um grupo de aliados e amigos para comprar a Rádio Liberdade, em Catalão. Mas o negócio teria sido desfeito, por falta de pagamento da primeira prestação. Como é que uma rádio com o nome de Liberdade pode ser colocada a serviço de um partido político, o PMDB, e de um político, Adib Elias? O peemedebista, eleito deputado estadual em 2014, já está contando os dias para disputar a Prefeitura de Catalão. Resta saber se terá condições legais de disputar o pleito. Se tiver, é fortíssimo candidato e quem subestimá-lo não entende nada de política. O velho trator, uma força da natureza, é profundamente intuitivo. Puro instinto.

Pesquisa do Dados mostra Marcelo Melo superando Cristóvão Tormin na disputa pela prefeitura de Luziânia

[caption id="attachment_31795" align="alignright" width="620"]Marcelo Melo e Cristóvão Tormin devem travar o principal duelo na disputa de 2016 | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção Marcelo Melo e Cristóvão Tormin devem travar o principal duelo na disputa de 2016 | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Pesquisa do instituto Dados Pesquisa e Consultoria revela que, se as eleições para prefeito de Luziânia fossem realizadas agora, o peemedebista Marcelo Melo seria eleito. Pesquisadores, marqueteiros e cientistas políticos admitem que, a 18 meses do pleito do início de outubro de 2016, é cedo para falar em definições, por isso os levantamentos são preliminares, meramente indicativos. São importantes sobretudo para formulação ou correção de rumos. O instituto ouviu 930 pessoas entre 21 e 23 de março deste ano. Na pesquisa espontânea, Marcelo Melo aparece em primeiro, com 8,16%. O segundo colocado é o Dr. Célio, com 5,91%. Ana Lúcia é citada em 3º lugar, com 2,79%. Télio, em quarto, é mencionado por 1,93%. Didi Viana, o quinto, tem o apoio de 1,50%. Marcos Cunha e o prefeito Cristovão Tormin, dividindo o sexto lugar, aparecem com 1,40%. A pesquisa estimulada mostra Marcelo Melo em primeiro — com 20,52%. Didi Viana, do PT, é o segundo, com 10,42%. Cristóvão Tormin (PSD) é o terceiro, com 9,13%. O vereador Télio Rodrigues, quarto, tem 7,20%. Nenhum (24,81%) e não sabe (27,93%) somam 52,74%. Um número alto. O instituto Dados fez duas simulações. Na primeira simulação, Marcelo Melo aparece com 25,13%, Didi Viana com 10,96%, Cristóvão Tormin com 9,56%, nenhum com 27,39% e não sabe com 26,96%. Na segunda simulação, o número de Marcelo Melo, com a retirada do nome de Didi Viana, sobe para 28,14%. Cristóvão Tormin sobe para 10,53%. Nenhum: 29,54%. Não sabe: 31,79. A tendência é que, apesar dos índices positivos de Didi Viana, a disputa seja mesmo entre o ex-deputado federal Marcelo Melo e o prefeito Cristóvão Tormin. O primeiro, por sua popularidade e pela história política no município e, até, no Estado. O segundo, pelas estruturas partidária — aliança ampla — e financeira. A rigor, os dados indicam um franco favoritismo de Marcelo Melo. A pesquisa foi encomendada pela Angus Comunicação e pela Rádio Luziânia FM.

PSB, PSD e PPS planejam lançar o governador Marconi Perillo para presidente da República

[caption id="attachment_31856" align="aligncenter" width="620"]Marconi Perillo: governador tem consciência de que fundamental mesmo é viabilizar sua gestão; senão, adeus projeto nacional | Foto: Lailson Damásio Marconi Perillo: governador tem consciência de que fundamental
mesmo é viabilizar sua gestão; senão, adeus projeto nacional | Foto: Lailson Damásio[/caption] O objetivo número um do governador Marconi Perillo, do PSDB, é viabilizar seu governo — no momento, com um déficit mensal de quase 150 milhões de reais. É isto que explica a tentativa de reaproximar-se da presidente Dilma Rousseff. No governo anterior, contava com a costura política do então senador Gim Argello — que é íntimo da petista-chefe (faziam caminhadas juntos quase todos os dias), embora não tenham sido namorados. Com a derrota do líder do PTB, o tucano-chefe goiano ficou órfão em Brasília. As esperanças estão depositadas no ministro das Cidades, Gilberto Kassab — presidente nacional do PSD —, apontado como o novo “delfim” da principal gestora pública do país. Porém, ainda que preocupado em viabilizar seu governo, ao mesmo tempo que termina e inaugura obras — como rodovias —, Marconi Perillo não deixa de fazer política. Porque, na acepção de Max Weber, se trata de um político por vocação, quer dizer, um político profissional. Ele pretende sair do PSDB? Não. Trata-se de um não, diria o ex-ministro Antônio Rogério Magri, “imexível”? Não. Mas mudar de partido para quê? Diz-se: para disputar a Pre­sidência da República, em 2018. Ora, as eleições vão ser disputadas daqui a quase quatro anos e Marconi Perillo, se quiser sair do PSDB, não precisa se filiar a outro partido até setembro de 2015. Pode deixá-lo em 2017. Ah, dirão: é preciso fortalecer o nome, nacionalmente, para se tornar mais conhecido até 2018. Mesmo no PSDB, se fizer um governo consistente, com obras relevantes (revolução na educação e implantação do programa de recuperação de dependentes químicos) e contas ajustadas, pode consagrar-se. Mas há a outra ponta da questão: vários partidos estão disputando o passe de Marconi Perillo? Por quê? Porque, com um estrondoso vazio de líderes em termos nacionais — note-se que Fernando Henrique Cardoso, de quase 84 anos, ainda é a referência do tucanato nacional —, é um político emergente, governador de Goiás pela quarta vez, e com apenas 52 anos. A cúpula do PSB vai perder Marina Silva para a Rede Sus­tentabilidade, assim que esta conquistar seu registro partidário, e não há outro político nacional para substitui-la. O que fazer? Os luas pretas do partido estão à procura de outro presidenciável. Inicialmente, o “ataque” se deu noutro flanco — o partido planeja filiar a senadora tucana Lúcia Vânia, de Goiás, entre abril e maio — mas o olho gordo mira mesmo é Marconi Perillo. Este seria seu presidenciável em 2018. O olho gordo ainda é magro o suficiente para não ter chegado às páginas dos jornais. O olho que está mesmo gordíssimo é o do PSD do ministro Gilberto Kassab. O ex-prefeito de São Paulo planeja duas tacadas. Primeiro, levar Marconi para a base da presidente da Dilma Rousseff — com o apoio do secretário das Cidades do governo de Goiás, Vilmar Rocha, espécie de conselheiro político do jovem tucano. Segundo, se der, apresentá-lo como candidato a presidente da República em 2018. O olho do PPS dos deputados federais Roberto Freire e Marcos Abrão está quase gordo, percebendo Marconi Perillo como a alternativa para a disputa da Presidência em 2018. Uma coisa é certa: é muito difícil, o que não quer dizer impossível, Marconi Perillo disputar a Presidência do país pelo PSDB. A “fila” tucana é, a um só tempo, enorme e congestionada por políticos que se consideram praticamente donos do partido. Aécio Neves, de Minas Gerais, e Geraldo Alckmin, de São Paulo — a quase eterna política do café com leite —, estão a postos para a disputa de 2018. Aécio Neves avalia que, como foi bem votado em 2014, está cacifado para a disputa de 2018. Porém, como Minas se considera uma espécie de país — até mais do que São Paulo — e o mineiro se considera um “povo” à parte, como o gaúcho, há quem, no tucanato da terra de Carlos Drummond de Andrade, avalie, de maneira racional, que Aécio Neves deve trocar a política nacional pela regional. Por quê? Acredita-se que deve disputar o governo de Minas, porque seria o único capaz de arrancar o governador Fernando Pimentel (PT) do poder. Há outros atrativos: em 2018, duas vagas para o Senado estarão em disputa. Aécio Neves, na análise de luas azuis, estaria com a faca e o pão queijo nas mãos, mas em Minas. Se disputar a Presidência pela segunda vez, e for derrotado, ficará sem mandato executivo e legislativo pelo menos por quatro anos. Mineiros não apreciam isto. Se Aécio Neves voltar a pôr seu retrato nas paredes de Minas — uma Itabira macro —, o PSDB fica relativamente aberto para Marconi Perillo e, sobretudo, para Geraldo Alckmin. O governador paulista pode disputar mandato de senador, pois não é, em definitivo, um político de matiz nacional. Se disputar com um candidato como Lula da Silva, sobretudo por ser um político meio da estirpe de Gandhi, pode pendurar as chuteiras. Contra o petista-chefe, o que se precisa é de um político do estilo de Marconi Perillo, mais firme e agressivo. O tucano paulista terá 66 anos em 2018 e o tucano goiano terá 55 anos — 11 anos a menos. Isto conta. O Brasil, ao menos alguns partidos, está de olho em Marconi Perillo. Extremamente focado, o tucano-chefe está de olho mais em Goiás, porque sabe que o sucesso eleitoral no país dependerá, em larga medida, do sucesso administrativo no Estado. Se for mal localmente, adeus presença bem-sucedida no plano nacional.

Petistas dizem que sabem que, por 2016, o PMDB irista planeja romper com o prefeito Paulo Garcia

[caption id="attachment_31799" align="alignright" width="620"]Iris Rezende e Paulo Garcia: daqui pra frente, o primeiro vai trabalhar para dissociar sua imagem da do segundo. Porém há apreço pessoal | Foto: Divulgação Iris Rezende e Paulo Garcia: daqui pra frente, o primeiro vai trabalhar para dissociar sua imagem da do segundo. Porém há apreço pessoal | Foto: Divulgação[/caption] Peemedebistas não querem compor com o PT em Goiânia. É definitivo. Na semana passada, Iris Rezende costurava uma aliança para a capital que excluía o PT do prefeito Paulo Garcia. Dilema de Iris: tem um carinho especial por Paulo Garcia, o menciona como leal, mas não o avalia positivamente como prefeito. Dada a ligação pessoal, quase como se fossem pai e filho, o peemedebista-chefe não diz, frente a frente, o que pensa sobre sua gestão. Aos mais íntimos, Iris tem dito mais ou menos o seguinte: tudo, até aliança com Jorge Kajuru (PRP), menos com o PT. Chega-se a dizer que o PT deve bancar candidato, como Adri­ana Accorsi, para que possa defender o prefeito, e, com isso, deixar Iris livre para apresentar suas propostas e não ficar na defensiva. Há quem diga, mesmo no PMDB, que não se rompeu com o PT devido aos cargos. É parcial mas não inteiramente verdadeiro. O rompimento não se deu, ainda, porque Iris pediu para esperar mais — em respeito ao amigo e aliado Paulo Garcia. Desvencilhar-se do prefeito petista não será fácil para o peemedebista — e acrescente-se que o próprio Paulo Garcia não quer o rompimento e insiste, nos bastidores, que Adriana Accorsi, sua pupila, deveria ser candidata a vice de Iris. Cu­riosamente, o decano peemedebista “aprova” a deputada, mas não a quer como vice porque ela leva Paulo Garcia para seu palanque. Na semana passada, o Jornal Opção conversou, em off, com seis petistas, de proa e retaguarda. O repórter surpreendeu-se com o realismo repentino dos reds. Todos disseram que sabem que Iris não quer manter a aliança com o PT e que deve rompê-la entre maio e junho de 2016. Admi­tiram que estão “fingindo” que não sabem que o PMDB planeja romper com eles, no momento que julgarem oportuno. O que os petistas não querem fazer, sobretudo a tendência de Paulo Garcia, é dar o primeiro passo. Eles vão esperar, até a undécima hora, o PMDB romper. Até porque, sem o PMDB, o prefeito não consegue governar. Ele é a presidente Dilma Rousseff de Goiás.