Por Euler de França Belém
“Se o PPR não quiser bancar a candidatura do radialista Jorge Kajuru a prefeito de Goiânia, o PPL pode lançá-lo”, afirma José Neto. O presidente do PPL é taxativo: “Nenhum partido que quer se fortalecer pode desprezar um candidato de ampla densidade eleitoral como Jorge Kajuru. Os partidos pequenos têm de perceber que precisam investir em candidatos a prefeito e vereador”.
O livro é organizado pela professora Ana Maria Freitas, do Instituto de Estudos sobre o Modernismo, da Universidade Nova de Lisboa
As crianças sofrem e, ao mesmo tempo, divertem-se com a guerra. Muitas vezes nem entendem direito o que está acontecendo — aliás, como parte dos adultos. Porque algumas guerras não têm lógica e, deste modo, sentido. Louis Malle, com “Adeus, Meninos”, e John Boorman, com “Esperança e Glória”, mostraram, com rara felicidade, como meninos percebem o horror e, também, um certo esplendor da guerra — que tira todos da rotina e do conforto mínimo. Lembrei-me dos cineastas ao ver a fotografia de Adi Hudea (apresentado pela “Folha de S. Paulo” como menino e pelo G1 como menina), de 4 anos. Em 2012, quando o repórter-fotográfico turco Osmar Sagirli levantou a câmera para fotografá-lo, imediatamente a criança levantou os braços — em sinal de rendição —, com os lábios comprimidos e um olhar assustado (os olhos arregalados são perscrutadores e vigilantes), pois acreditava que se tratava de uma arma. Parece que não teve coragem nem mesmo de chorar.
O pai de Adi Hudea havia sido morto na guerra da Síria — entre governo, rebeldes e Estado Islâmico —, que já matou cerca de 250 mil pessoas.
A fotografia é de 2012, mas só agora se tornou “viral”, ao ser postada no Twitter pela repórter-fotográfica Nadia AbuShaban.
O que uma fotografia pode dizer? Sempre muito. Por exemplo, sobre a falta de civilidade entre os homens modernos. Pode dizer que, na luta pelo poder, as principais vítimas são inocentes — como crianças, que muitas vezes perdem a infância, quando não a vida. Por fim, o gesto de Adi Hudea, que confundiu uma máquina fotográfica com uma arma, e sobretudo seu rosto, triste, amedrontado e inocente, parecem dizer ao mundo que é preciso trabalhar pela paz — em todos os lugares. O olhar da criança é, de alguma forma, um clamor “silencioso”, um “grito” sobre a impotência dos que nada podem fazer — exceto temer inclusive uma simples máquina fotográfica.
Trecho de poema de John Donne
“Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti."
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| Montagem e texto de Felipe Moura Brasil |
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| postado por Nando Nasc |
Alexey Dodsworth Magnavita Não, Ion, não há. Faz bem em orientar seu professor. Ele anda precisando.
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Prestem atenção e digam se não está aí insinuada, com clareza bastante, uma fraude editorial: "E' facil ser mais vendido quando o livro ja nasce com a proposta encomendada de ser best seller e e' comprado aos montes pela mesma elite maluca que sustenta o autor." Quem é "essa mesma elite maluca que sustenta o autor" senão o editor que paga a publicação do livro? Meus alunos é que não podem ser. Agora o sujeitinho mente, dizendo que não insinuou fraude editorial nenhuma, e diz que estou ameaçando processá-lo só para não ter de debater com ele. De fato, não fiz ameaça. Justamente ao contrário: pedi que ele limpasse o aspecto criminal da coisa para que pudéssemos, então, debater. Como bom histérico, ele interpreta a oportunidade como uma ameaça, e já me atribui intenções que nunca tive nem poderia ter. Com toda a evidência, o rapaz sofre de "delírio de interpretação". Nunca ameacei processá-lo: disse apenas que, se ele não me apresentasse desculpas formais, não haveria debate. Insisto neste ponto: assine a declaração que lhe passei, ou desista do debate. Não vou me rebaixar ao ponto de aceitar como interlocutor respeitável um caluniador barato.
Alexey Dodsworth Magnavita Opa, eu sou histérico? Você é psicanalista, psiquiatra, pra dizer que eu sou histérico? Cuidado, você está criando um precedente criminal para que eu te processe Numa boa? Vá dormir, Olavo. Já te perturbei demais, você já está até distorcendo o que eu disse. Eu NUNCA disse que você ou seu editor praticaram "fraude editorial", NUNCA sequer citei seu editor. MOSTRE que eu disse isso objetivamente, ou exponha a si mesmo como um distorcedor barato.
Alexey Dodsworth Magnavita Uma pessoa que passa a vida difamando os outros vem aqui posar de "respeitador da lei"? Faz-me rir, Olavo. Tenho textos longuíssimos de você difamando todo o cosmo. Você não é ninguém pra dar lição de moral. Então tá, não vai rolar debate. Au revoir e boa sorte.
Felipe Moura Brasil Se é uma "proposta ENCOMENDADA de ser best seller" da maneira como Alexey fala, também é evidente que há a insinuação do envolvimento do editor e do meu, como organizador. Mas insinuar fraudes e/ou fraudar as palavras alheias e depois posar de vítima parece ser procedimento natural para ele. Reparem no que escreveu: "(...) Capítulo sobre gays: diz o autor que sexo anal causa câncer no ânus e sexo oral causa câncer na garganta. À parte essa distorção científica bizarra, me espanta a preocupação dele com o câncer. (...)" A distorção aí é de Alexey. O que Olavo escreveu no livro foi: "O sexo anal PODE DAR câncer no reto; o oral, câncer na garganta." Olavo escreve PODE DAR (e em seguida fala até de "riscos" etc.). Alexey diz que Olavo escreve CAUSA. Gente como Alexey não cita o Olavo entre aspas porque precisa distorcer suas palavras para acusá-lo em seguida de distorção. É a máxima leninista seguida pela enésima vez: "Xingue-os do que você é; acuse-os do que você faz." Ele deveria pedir desculpas por isso também.
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FIM DO EPISÓDIO MAGNAVITA:
Magnavita: "Uma pessoa que passa a vida difamando os outros vem aqui posar de 'respeitador da lei'? Faz-me rir, Olavo. Tenho textos longuíssimos de você difamando todo o cosmo. Você não é ninguém pra dar lição de moral. Então tá, não vai rolar debate. Au revoir e boa sorte."
Obs.: Em mais de quarenta anos de jornalismo, NUNCA fui processado por difamação. NUNCA. Só no tribunal cerebral desse bostinha é que fui condenado por esse crime. E ele não percebe que, com isso, acaba de cometer um segundo crime. Aproveitando, pula fora do debate e ainda se faz de valente. Magnavita, para mim você acabou. Entrou na privada, puxou a descarga e não ouviremos mais falar de você. Vá puxar o saco do Lula e ver se com isso sobrevive mais um pouco. A merda atrai a merda na razão direta das massas e na razão inversa da vergonha na cara.
33.
Alexey está bloqueado. Não ouviremos mais falar dele. Ele que fique fofocando a meu respeito com outros cocôs no fundo do esgoto e se achando lindo.
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Encerrado o caso Magnavita, volto ao que interessa:
Prezado sr. Renato Janine, repito o convite para que o senhor me proponha um tema filosófico ou político para debate; e, como o senhor parece sentir que num confronto de um contra um eu estou com superioridade numérica, autorizo-o desde já a usar o sr. Magnavita como seu "ghost writer".
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Análise perfeita do Luis Pereira:
"E' facil ser mais vendido quando o livro ja nasce com a proposta encomendada de ser best seller e e' comprado aos montes pela mesma elite maluca que sustenta o autor."
O texto diz que: O livro já nasceu com proposta ENCOMENDADA de ser best seller e que é comprado aos montes por uma elite maluca que sustenta o autor. O que é dito se trata de óbvia difamação... por um motivo simples: Falar que o livro já nasceu com o best seller encomendado e que ele é comprado por uma elite já é difamação, pois de forma ofensiva a imagem do professor diz que em conluio com uma elite qualquer, ele combinou uma forma de se tornar um best seller não pelas vias honestas. Uma elite só pode ser formada por poucos, e poucos comprando um livro para si mesmo não fazem um livro best seller. Ou seja, essa elite teria que comprar milhares de livros para torna-lo best seller. A segunda difamação é falar que o Professor é sustentado por uma Elite, o que é ofensivo por si só, já que o professor é sustentado pelo seu próprio trabalho como professor, escritor e jornalista e não por dinheiro dado por elite alguma.
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Nota do Org.: Garanta já 'O mínimo que você precisa saber para não ser um Caetano Veloso, nem um Renato Janine Ribeiro, nem um Alexey Dodsworth Magnavita, nem um Paulo Ghiraldelli'. E lembre-se: se for levar cem exemplares, faça a caridade de dar-lhes alguns.
[Do Mídia Sem Máscara, de 2013]O governo de Goiás publicou oito páginas pagas na edição da revista “IstoÉ” desta semana. O título do material é “A revolução de Goiás”. “Índices educacionais invejáveis e foco na qualificação profissional aceleram crescimento econômico do Estado que virou sinônimo de desenvolvimento”, afirma o texto.
O professor de Direito Penal da USP diz que José Eduardo Cardozo, rei do lugar comum, age mais como advogado de defesa do que como ministro
A jornalista e escritora Beatriz Thielmann, da TV Globo, morreu no domingo, 29, aos 63 anos. Ela, que tinha câncer, era uma das repórteres mais experimentadas da televisão brasileira. Deixa dois filhos.
Em 1987, entrevistou Fidel Castro, com grande repercussão. Havia sido a primeira entrevista concedida pelo ditador cubano à Globo. Ele estava no auge de seu carisma, embora o socialismo já estivesse começando a ruir pelo mundo.
Beatriz Thielmann fez reportagens para vários programa jornalísticos da Globo, como “Jornal Nacional”, “Jornal da Globo”, “Bom Dia Brasil”, “Globo Repórter” e Globo News. Era conhecida pela precisão e contenção ao expor os fatos.
O livro “De Mulheres Para Mulheres”, de Beatriz Thielmann e da médica Odilza Vidal, saiu em 2003. A obra mostra os avanços da medicina para as mulheres que têm mais de 40 anos.
A jornalista dirigiu e fez os roteiros dos documentários “O Bicho Dá. O Bicho Toma” (2005) e “Vento Bravo” (2007).
José Nelto é peremptório: “Mudo meu nome para Winston Churchill se Júnior Friboi não for expulso do PMDB entre abril e maio”. Friboi estaria se “escondendo” para não ser notificado pela Comissão de Ética do PMDB. “Nós vamos citá-lo por AR. É mais fácil achar uma agulha num palheiro do que Friboi.” Mas Friboi não teria maioria na Executiva do PMDB? “Não tem, não. Na reunião do partido na segunda-feira, 23, com a presença de Iris Rezende, do prefeito Maguito Vilela, de Sandro Mabel, de deputados e vereadores, o nome do empresário nem foi citado.” “Há um consenso, mesmo entre seus aliados, de que Friboi não tem mais condições de ficar no PMDB. Ele quer ser presidente do partido, mas eu digo: não vai ser nem filiado”, sublinha José Nelto.
Vanderlan Cardoso, provável candidato do PSB a prefeito de Goiânia, gostaria de ter o presidente da Agetop, Jayme Rincón, como seu vice. Mas que ninguém fique surpreso se marchar para a disputa com um vice do PPS do deputado Marcos Abrão.
Sem aliança em Goiânia entre PMDB e PT, dificilmente o PT de Rio Verde fechará aliança com o peemedebista Paulo do Vale, possível candidato a prefeito. Paulo do Vale, se estabelecer aliança com os petistas Karlos Cabral, ex-deputado estadual, as vereadores Náudia Faedo e Lúcia Batista e o produtor rural Flávio Faedo, além de Leonardo Veloso, do PRTB, se tornará um candidato temível para o favorito, Heuler Cruvinel, do PSD. Se Karlos Cabral for candidato, dividindo os votos das oposições, a peleja poderá ficar mais fácil para Heuler Cruvinel. Experts em política de Rio Verde sustentam que, por falta de estrutura partidária e financeira, Karlos Cabral não tem condições de enfrentar pesos pesados como Heuler Cruvinel e Paulo de Vale. “Agora, se quiser ajudar, ainda que indiretamente, o candidato do PSD, deve se lançar candidato. O fato é que Karlos não tem chance de ganhar, mas pode ser fundamental para a vitória de Paulo do Vale”, afirma um peemedebista.
Reluto ao escrever que “Birdman” (ganhou o Oscar!) ficou em cartaz alguns dias em Goiânia. Porque é mais apropriado dizer que esconderam o filme de Alejandro González Iñárritu. Os horários — apenas dois — eram inadequados para cinéfilos ocupados. Por que o boicote nada sutil? Porque “Birdman” é um filme adulto e, se é dramático, não é melô. É possível rir e chorar vendo “Birdman”? É. Porém, dada certa contenção, não é possível “gritar” e “descabelar-se”. Há fios de Woody Allen atados, milimetricamente, por Ingmar Bergman. O que “Birdman” é? Claro, é um filme, e cinema, como sabem os franceses, desde François Truffaut, ao menos, é entretenimento de primeira linha. Mas o filme de Iñárritu — quase atribuo o “insucesso” (de público, vá lá) a este nome estranhíssimo — vai um pouco além de entretenimento. E, curiosamente, seu realismo, de rara crueldade, é imbrincado, aqui e ali, por vieses surrealistas. “Birdman” é cinema e teatro. Há um forte imbricamento de vida e teatro, um iluminando o outro, mas permitindo, à Henry James, o entendimento de que a vida contém partes ensombrecidas e ambíguas. O bardo britânico William Shakespeare, criador de “Hamlet” e “Rei Lear” (o protagonista de Iñárritu, Deus que nome!, é uma espécie de Rei Lear não muito velho), por certo aprovaria “Birdman” e, se pudesse (infelizmente, espíritos são “pacíficos”), tiraria o cinto para dar uma lição nos programadores de cinema de Goiânia. Ah, sim, o subtítulo, se subtítulo é, do filme é: “ou A Inesperada Virtude da Ignorância”. Pois é. Pois é. Pois é.
O jornalismo brasileiro quase sempre foi a favor. Carlos Lacerda, com sua “Tribuna da Imprensa”, é uma das exceções, sob Getúlio Vargas e João Goulart.
Às vezes fica-se com a impressão de que o jornalismo é o bobo da corte da era moderna e republicana.
A revista “Veja”, possivelmente garantida por seus anunciantes privados — claro que sem descuidar de anúncios públicos, pois ninguém é de ferro —, faz um jornalismo agressivo, duramente crítico, de matiz liberal (tanto que escreve “estado” com inicial minúscula), o que incomoda muitos leitores, sobretudo aqueles que pertencem à esquerda petista ou ao menos têm simpatia pelo petismo.
Ouço até intelectuais respeitáveis dizendo que a revista é “nojenta” — o que não é. Tão-somente pensa diferente deles. Quando o adversário intelectual expressa suas ideias e divergências com tamanha clareza, longe de ser ruim, é muito positivo. Clareza quase sempre reflete honestidade intelectual e retidão pessoal. “Veja” é honesta — até quando excede.
Mas a capa e a reportagem incensando o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), que, de vilão, se tornou herói para a revista, ficará na história como um mau passo da “Veja”.
Para criticar o governo da presidente Dilma Rousseff — e o que chamam de Lulopetismo, espécie de peronismo patropi —, a publicação “aderiu” ao peemedebista, que, de repente, se tornou um defensor emérito da democracia e das instituições.
Eduardo Cunha é um deputado do segundo time. Está sobressaindo, não por ter qualidades revigorantes e louváveis, e sim porque a “atual” legislatura é uma das piores da história.
É provável que, no tempo de Bilac Pinto, Carlos Lacerda, Milton Campos, Aliomar Baleeiro, Petrônio Portella, Ulysses Guimarães e Tancredo Neves, o agora elogiado Eduardo Cunha não serviria para carregar a pasta executiva de nenhum deles.
Mas triste mesmo é ver a “Veja” se comportar como office-boy de luxo de Eduardo Cunha. É a vitória da mediocracia.
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Reprodução: Facebook[/caption]
O jornalista Jackson Abrão, ex-diretor de Jornalismo da TV Anhanguera, foi assaltado no Setor Bueno, em Goiânia, há pouco mais de uma semana. Ladrões agressivos tomaram-lhe seu Hyundai.
Fiel ao estilo discreto dos jornalistas do Grupo Jaime Câmara, Jackson Abrão, comentarista do “Bom Dia Goiás”, não noticiou o fato.
Os jornalistas Jorge Kajuru e Luiz Carlos Bordoni vão lançar a Rádio K do Brasil e a TV Kajuru em abril. “Teremos Alexandre Garcia e Ricardo Boechat como colaboradores”, afiram Bordoni. A pretensão de Kajuru e Bordoni é fazer “jornalismo quente, investigativo, analítico responsável, independente e não alinhado. Não vamos retaliar nem atacar gratuitamente — exceto se formos atacados”, frisa Bordoni.
Diz-se que James Joyce é um autor difícil e que precisa ser estudado, inclusive com o apoio de biografias, como as de Richard Ellmann e Edna O’Brien (talvez tenha escrito a melhor biografia curta, mas de amplo fôlego), para que suas obras, notadamente “Ulysses” e “Finnegans Wake, sejam (mais bem) compreendidas.
O americano Thomas Pynchon, embora sua prosa seja menos enviesada do que a do Homero irlandês, é complicado, de difícil apreensão, sobretudo devido às múltiplas referências, que exigem conhecimento da vida cotidiana dos Estados Unidos, ao menos em determinados períodos.
Nunca pensei que Pynchon pudesse ser adaptado para o cinema, dadas as dificuldades de se condensar uma literatura tão caudalosa — percebo em Guillermo Cabrera Infante um par, embora este não tenha o mesmo interesse por ciência quanto o americano, mas as referências culturais, detalhadas, são equivalentes —, mas leio texto de Elaine Guerini, no “Valor Econômico”, informando que Paul Thomas Anderson ousou adaptar o romance “Vício Inerente” (Companhia das Letras, 464 páginas, com excelente tradução de Caetano Galindo), em cartaz no Brasil.
“O processo de adaptação foi mais complicado pela densidade da obra de Pynchon, com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo e tantos personagens entrando e saindo da história”, disse Paul Anderson ao “Valor”. Estou curiosíssimo para ver com uma obra tão difícil — mas plástica e, sim, visual — chegou ao cinema.
A sorte, se se pode dizer assim, de Paul Anderson é que “Vício Inerente” não é o romance mais “difícil” de Pynchon. É provável que seja o mais, digamos, adaptável — dada a história “policial”. De qualquer maneira, um trabalho de Hercules.








