Por Euler de França Belém

Encontramos 16202 resultados
A face ignorada da delação premiada

Daniel Zaclis Era inevitável. Por mais contundentes que fossem as críticas relativas à natureza moral da delação premiada, parecia ser apenas questão de tempo até que esse meio de prova se tornasse o grande protagonista das investigações criminais de maior complexidade. Afinal, nada mais valioso – e, certamente, menos trabalhoso – do que a colaboração de quem “esteve lá” e se mostra disposto a dizer tudo que sabe em troca de uma redução ou perdão de sua pena final. É preciso, no entanto, ter cautela. Em meio ao atual frenesi de sucessivos escândalos, com notícias diárias de novos investigados dispostos a entregar antigos comparsas, algumas reflexões se mostram necessárias. Como primeiro ponto, cumpre destacar as hipóteses, cada vez mais frequentes, de acordos de delação que utilizam a liberdade do indivíduo como genuína moeda de troca. De modo simplificado: se o delator decidir contribuir, a prisão cautelar (aquelas impostas sem pena definitiva) é revogada; se não auxiliar nas investigações, permanecerá encarcerado. Trata-se de prática manifestamente ilegal e as razões são inúmeras. Talvez a mais óbvia resida no fato de que a prisão cautelar, a não ser que queiramos retornar a épocas nada saudosas, jamais pode servir de instrumento para obtenção de confissões ou informações. Como medida excepcionalíssima, ou bem estão presentes os requisitos para manter a custódia antes de encerrado o processo, ou então que se coloque o indivíduo em liberdade. Uma pessoa não está mais ou menos apta a responder um processo em liberdade apenas porque decidiu delatar. A própria voluntariedade (exigida por lei) do delator pode ser questionada nesses casos. Como bem descreve Dostoiévski, em "Memórias do Subsolo", na cabeça de um homem preso há somente um pensamento: “Quantos milhares de dias iguais a este tenho pela frente, imutáveis”. Na esperança de diminuir alguns desses imutáveis dias, o indivíduo se torna absolutamente vulnerável, sendo que o acordo de colaboração, nessas circunstâncias, é fruto muito mais de uma atuação coativa do Estado do que um desejo próprio do delator. De forma semelhante, discutíveis também são os acordos cujos termos exigem do delator a renúncia a determinadas garantias fundamentais. Nesse cenário, o instrumento de colaboração somente teria validade na medida em que o delator abrisse mão de questionar eventuais arbitrariedades cometidas ao longo da persecução penal. A hipótese, uma vez mais, demonstra claro abuso no uso do instituto da delação. Quando o indivíduo aceita tornar-se um colaborador, parece razoável sustentar que abdicará necessariamente de um só direito constitucional: o de permanecer em silêncio. As demais garantias permanecem intocadas. Ressalte-se que, nesses casos, de nada importa o aspecto consensual do acordo. Determinados direitos, por maior que seja a vontade de alguns, são irrenunciáveis. Até porque, amanhã ou depois nos depararíamos com acordos em que o delator, em troca de uma redução de pena, deseja abrir mão da sua sagrada garantia de não ser torturado, aceitando ser açoitado em praça pública. Ora, diriam alguns, se for consensual... Não menos problemática tem sido a divulgação reiterada do conteúdo das delações premiadas. Já nos acostumamos a ligarmos a televisão e nos deparamos com filmagens de sala de audiências em que delatores, sem sinais de enrubescimento (como se eles próprios não tivessem sua parcela de culpa), descrevem detalhadamente as peripécias de terceiros. E ansiosamente aguardamos o dia seguinte, torcendo para que mais uma empresa seja citada, mais um político seja incluído no “rolo”, enfim, que possamos ver saciados nossos mais primitivos desejos de ver a “Justiça” sendo feita. Esquecemo-nos, contudo, que o delator é um sujeito com interesse. É movido por uma possibilidade de decréscimo de sua pena, sendo que somente alcançará esse objetivo se fornecer informações eficazes para identificação dos coautores da empreitada criminosa. Ao depor, pode se restringir ao que sabe. Porém, pode também, como qualquer pessoa interessada, falar menos do que sabe; falar mais do que sabe; incluir supostos inimigos ou mesmo proteger amigos. Nessas circunstâncias, parece temerário não assegurar o devido sigilo, para pessoas que não guardam relação com o processo, do depoimento de delatores enquanto não advier uma sentença sobre o mérito da causa. Por fim, reitere: a delação premiada pode, sim, ser meio de prova de extrema utilidade para apuração de delitos. Imprescindível, contudo, evitar que ela se torne, ainda que a pretexto de combater a impunidade, em mero instrumento arbitrário à disposição do Estado. Certamente haverá quem diga que essas “formalidades” apontadas acima são desimportantes. Tais vozes normalmente bradam que, em nome de um “bem” maior - a tal da “verdade” -, há de se relevar certas coisas. Parafraseando Agostinho Marques Neto, pergunto normalmente a essas pessoas: e quem nos salvará da bondade dos bons? Daniel Zaclis é sócio do escritório Costa, Coelho Araújo e Zaclis Advogados e mestrando em Direito Processual Penal na Faculdade de Direito da USP.

Jornalista pede demissão de afiliada da TV Globo e planta bananeira dentro do estúdio

A felicidade às vezes está em pedir demissão — diria, quem sabe, um manual de autoajuda. A jornalista Gabriela Bordasch, apresentadora da RBS TV/repórter do tempo, afiliada de TV Globo no Rio Grande do Sul, pediu demissão e, para comemorar, decidiu plantar bananeira dentro do estúdio e, não satisfeita, postou a cena no Facebook. “Em um belo dia resolvi virar minha vida de cabeça para baixo”, disse. Literalmente, por sinal. Veja o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=5xodQvuMiX8

E um belo dia resolvi virar minha vida de cabeça para baixo... :)Depois de pouco mais de quatro anos deixei a RBS. Embora tenha escrito o título acima, não foi de uma hora para outra, não. A decisão foi tomada após meses amadurecendo essa ideia. Resolvi que precisava ir adiante. Sou muito grata à empresa que, além de ter me ensinado grandes lições sobre jornalismo, me presenteou com amigos pra vida inteira e ainda um marido (haha). Nada é por acaso mesmo! Mas agora é hora de dar vida às ideias que sempre me acompanharam até mesmo antes de entrar na faculdade. De tocar projetos que eu realmente acredito.Penso que, para sermos felizes, temos de estar constantemente sentindo frio na barriga. E, definitivamente, quem não arrisca não petisca.Obrigada a todos que acreditaram e torceram por mim até agora. Prometo não decepcionar. Pelo menos a mim mesma. Grande beijo a todos Posted by Gabriella Bordasch on Segunda, 6 de abril de 2015
Na RBS TV há quatro anos, Gabriela Bordasch contou que planejava pedir demissão há algum tempo. “Resolvi que precisava ir adiante. Sou muito grata à empresa que, além de ter me ensinado grandes lições sobre jornalismo, me presenteou com amigos pra vida inteira e ainda um marido”, sublinhou. Ela é casada com o jornalista Daniel Scola. “Agora é hora de dar vida às ideias que sempre me acompanharam até mesmo antes de entrar na faculdade. De tocar projetos que eu realmente acredito”, disse Gabriela Bordasch. A jovem é respeitada pelos colegas como uma profissional “competente e séria”. [Texto baseado em informação do Portal Imprensa]

O jornalismo precisa ser reinventado

["Leitura", de José Ferraz de Almeida Júnior, 1850-1899] Viviânia Araújo Medeiros Hoje [7 de abril], no Dia do Jornalista, tive a honra e a grata surpresa de ser lembrada pela Jacqueline Patrocínio para escrever sobre o tema. E esse convite veio mesmo a calhar, pois há menos de dois dias, falava exatamente sobre isso com o editor de um jornal da nossa cidade, o Jornal Opção, jornalista Euler Fagundes de França Belém, num de seus sempre muito bons posts no Facebook. E o assunto foi suscitado justamente no momento em que o principal jornal diário de nossa cidade, O Popular, tinha acabado de demitir, de uma só vez, seus quatro principais editores de fechamento. Já vinham acontecendo demissões ao longo dos dois últimos anos. Foram desligados diversos jornalistas. Porém, a novidade é que, desta vez, o corte tinha sido mais profundo, na carne. E eu me recordei de uma afirmação de um jornalista muito brilhante a respeito do futuro do jornalismo impresso, Raju Narisetti, há cerca de dois anos atrás, extraída de uma palestra que ele fez a alunos da faculdade de jornalismo da Universidade de West Virgínia, onde ele apontava nove desafios do jornalismo nos próximos anos e afirmava, no primeiro item que “o jornalismo impresso não estava desaparecendo e que, apesar de enxugamentos e cortes nos jornais mais importantes, o jornalismo impresso ainda continuava a oferecer aos anunciantes a maneira mais eficaz de atingir o público em muitos mercados”. Eu, hoje, fiz questão de reler esse artigo e não tenho como não discordar dessa afirmação. Ela é totalmente inócua e equivocada nos dias atuais. E veja que estamos falando de uma opinião que foi manifestada há apenas dois anos atrás. ["Menina lendo", de Vladimir Ezhokov, Rússia, 1975] O fato é que jornais no mundo inteiro estão sendo fechados. E eles são a maior expressão do jornalismo impresso. De fato, durante centenas de anos, eles foram a forma mais segura de retorno para o investimento dos anunciantes e, em muitos casos, a principal fonte de informação dos leitores. Nos dias atuais, não mais. A seção de classificados, por exemplo, foi reduzida praticamente a pó depois da entrada dos novos aplicativos e dos classificados online. Por que se limitar ao jornal impresso do dia tal para anunciar, se posso manter meu anúncio 24 horas no ar? E mais uma grande fonte de arrecadação dos jornais caiu por terra. Na internet, os classificados são online e o melhor, gratuito. Para começar, temos uma crise de identidade e uma crise das línguas faladas, lidas e escritas. A realidade nua e crua do analfabetismo nos países de terceiro mundo, cada vez mais populosos e com desigualdades sociais extremas, e o analfabetismo funcional dos ditos países de primeiro mundo estão impactando diretamente na morte dos jornais. O crescimento populacional experimentado pelas diversas sociedades não foi acompanhado também do crescimento equânime do público leitor. Isso simplesmente não aconteceu. Aliado ao fato de que, num mundo digital, onde tudo é retransmitido praticamente em tempo real, como comprar “notícias velhas”? Ou melhor, por que comprá-las? Alguns jornais estão sobrevivendo por força da tradição e ainda assim com receitas ínfimas. Enquanto isso, os tigres asiáticos foram criando cada vez mais novas tecnologias em hardwares e softwares de comunicação e as pessoas foram se encantando por esse novo mundo que, para atraí-las, investiu pesado em entretenimento pessoal, em especial em jogos e aplicativos cada vez mais interativos. Em relação ao novo continente, às Américas, é quase um segundo novo descobrimento. Talvez mesmo um redescobrimento. A diferença, desta vez, é que a nova descoberta se inseriu numa mudança que atingiu todo o globo terrestre. Com os novos meios de comunicação, temos cada vez mais acessibilidade, o que é ótimo em termos de acesso à informação, porém péssimo a partir do momento que as pessoas passaram a ler cada vez menos e a escrever de forma mais e mais pobre. O vocabulário de um leitor mediano, que já não era lá muito rico, foi sendo cada vez mais minimizado, a ponto de se reduzir a símbolos que pouco ou quase nada significam. Em vez de as populações procurarem melhorar, aperfeiçoar seus idiomas, aconteceu justamente um movimento contrário, a banalização do mesmo. Nem se tratam mais de gírias. Esse foi um primeiro momento. Trata-se de nem sequer mais pensar para escrever. Poucos se preocupam em escrever frases com sentido completo. E muitos até contradizem a necessidade de uma língua culta, bem escrita e bem falada. Vivemos num mundo em tempo real, onde os acontecimentos são compartilhados em questão de segundos. Onde os meios de comunicação de massa perdem espaço dia a dia. A informação produzida pelos grandes grupos de comunicação está sendo questionada o tempo todo pelos atuais internautas e membros das redes sociais, que se multiplicam pelo planeta quase que na velocidade da luz. E com muita justiça. Durante anos a fio, eles foram vítimas de manipulações da imprensa, que detinha todo o poder. A comunicação de massa, durante centenas de anos, constituiu-se num grande e poderoso instrumento de poder utilizado para a manutenção de grupos políticos e interesses de toda ordem. Hoje, com todas as novas tecnologias, a internet e as redes sociais, ficou cada vez mais difícil controlar o público, que não aceita mais assistir a um fato e, depois, ver nos meios de comunicação de massa o mesmo fato, horas depois, interpretado de forma diferente e às vezes até caricata da verdade dos fatos. E não fica só nisso. O próprio público corrige e restabelece a versão correta da informação nas redes sociais, graças aos dispositivos móveis, que revolucionaram a comunicação. Antes, o indivíduo ficava preso a aparelhos fixos, como rádio ou TV, ou dependiam diretamente de veículos impressos para consumir a informação. E até mesmo dependiam dos computadores pessoais. Hoje, esses dispositivos móveis estão cada vez mais potentes e transformam seus proprietários em repórteres em potencial. Imagine essa nova realidade: com apenas um celular, tablet, laptop, iphone, smartphone, qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo pode produzir notícias e viralizá-las em questão de segundos pelas redes sociais. O jornalista não detém mais a produção da notícia. Essa produção agora está compartilhada. A informação está se transformando em commodity e é um processo que não volta mais. A grande pergunta é se os jornalistas estão preparados para enfrentar e conviver com essa nova realidade e a resposta vem na mesma velocidade: não. E não mesmo. Jornalismo já foi símbolo de poder, de status. Hoje, a influência dos meios de comunicação tradicionais na vida do cidadão comum caiu drasticamente. O rádio, que era o meio mais popular e a TV, que o sucedeu, ambos estão passando maus bocados, sofrendo a concorrência direta do conteúdo produzido e disponibilizado ampla e gratuitamente pela internet e redes sociais. Onde poderíamos sonhar, cinco anos atrás, que até mesmo o peão do sítio mais distante, no interior mais longínquo do país, teria acesso a celular, internet? Hoje, cada vez mais, as pessoas buscam conteúdos na internet e não é à toa que as ações do Google não param de crescer. É quase automática a busca por qualquer tipo de assunto nesse provedor, que tem se reinventado dia a dia e se adaptado aos novos tempos. Mas o jornalismo não morreu. O jornalismo tradicional esse, sim, é um senhor moribundo, que está com seus dias contados e o profissional de jornalismo que não se integrar às novas tecnologias, também está ficando morto para o mercado. Daí a necessidade de nos reinventarmos. Assim, como a comunicação, com as novas tecnologias, foi reinventada. O papel do jornalista, de produtor da informação, mudou para analista da informação. O desafio é bem maior, exige muito mais do profissional. Só vão sobreviver aqueles veículos, digitais ou impressos, e profissionais que apresentarem uma análise melhor dessa informação, com argumentos e novas informações. Porém, para isso, é preciso pesquisa, um conhecimento geral maior e um domínio da língua escrita, falada e lida. Mas, e quanto aos jornais impressos, se continuarem trabalhando apenas com foco em notícia? Eles vão nascer todos os dias já mortos. Eles serão sempre notícias velhas e ninguém, nem anunciantes, nem público leitor, quer saber de algo que foi propagado e repercutido exaustivamente no dia anterior. A tendência é que se rendam ao formato eletrônico, e funcionem praticamente no mesmo formato das agências de notícias, com uma equipe mais enxuta, cujo foco deixaria de ser produzir, mas, sim, repercutir as notícias, com uma nova leitura, mostrando outras versões do mesmo fato e acrescentando novas informações. E em relação às revistas impressas, qual a diferença básica delas para os jornais impressos? Isso, sim, é algo curioso. Justamente por não se limitarem às novidades somente, ao imediatismo, as revistas acabaram encontrando um caminho mais estável nessa corrida pelo público leitor. Passaram a produzir conteúdos não perecíveis e foram se adaptando de uma forma muito interessante às novas tecnologias, buscando se integrar a elas, mantendo sites e criando páginas nas redes sociais, onde o assunto continua e onde passaram a publicar outros conteúdos complementares e até inovadores. As redes sociais e a internet são uma extensão das revistas, que souberam se integrar à vida das pessoas, de uma forma bastante inteligente. Então, observamos dois movimentos contrários acontecendo, enquanto os jornais impressos vão morrendo, vemos na mesma velocidade, as revistas tomando um novo fôlego e se reinventando.  Concomitantemente com isso, constatamos uma migração dos anunciantes tradicionais de jornais para as revistas e uma migração ainda mais expressiva para as mídias sociais, inclusive modernizando e diversificando a forma de se colocarem diante do público, com uma grande tendência para formatos mais interativos, com um poder maior de envolvimento e fidelização de marcas. Para continuar na profissão, o jornalista tem à sua frente um grande desafio: não só se adaptar aos novos tempos e às novas tecnologias, como também se reinventar. Felizmente, não existe mais zona de conforto na área de comunicação. Antes pelo contrário. O incômodo e a inovação constante são as nossas únicas certezas e, ao mesmo tempo, nossos novos instrumentos de trabalho. Claro, para quem quiser continuar na profissão. Viviânia Araújo Medeiros, jornalista profissional há 20 anos, é editora da Revista GO&AZ em Goiânia. O artigo foi publicado no site Comunique-se (www.comunique-se.com.br) e republicado no site do Jornal Opção com autorização da autora.

O empresário Osvaldo Zilli pode ser candidato a prefeito de Aparecida de Goiânia pelo PSDB

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (Aciag), Osvaldo Zilli [foto], não é filiado a nenhum partido político, mas é o objeto de desejo de várias legendas atuantes no município. A única sigla que não o cobiça é o PT. Apontado como possível vice do provável candidato do PMDB a prefeito, Euler Morais, Osvaldo Zilli pode ser candidato a prefeito de Aparecida pelo PSDB. Tido como maior empresário de Aparecida, do ramo de logística, Osvaldo Zilli é discreto, diplomático e articula bem. Não tem arestas com nenhum setor da política local. Ele não põe a faca no pescoço de ninguém para ser candidato, porém, se o cavalo passar arreado na sua porta, pode, sim, disputar a prefeitura. Não é sua prioridade, claro, mas, se convocado — digamos pelo governador Marconi Perillo ou então pelo prefeito Maguito Vilela, políticos que respeita —, pode ser candidato. Aliás, Osvaldo Zilli é a única pessoa do município que, até por não ser político profissional, pode unir o PSDB do tucano-chefe e o PMDB do peemedebista-chefe. As relações pessoais e administrativas entre Marconi Perillo e Maguito Vilela são as melhores possíveis.

Estadão demite Wilson Baldini Jr., o jornalista que mais entende de boxe do país

Qual o jornalista que mais entende de boxe no Brasil: Wilson Baldini Jr. [foto] ou Eduardo Ohata? Difícil, talvez impossível, responder. Os dois entendem tudo sobre a verdadeira sétima arte. Há pouco tempo, Eduardo Ohata foi afastado da “Folha de S. Paulo”. Agora, o “Estadão” demitiu Wilson Baldini. Os fãs do boxe terão de se contentar com Eduardo Ohata (não sei se ainda está no ar) e Wilson Baldini comentando lutas de boxe na televisão.

O Popular copiou, colou e errou. “Reportagem” sobre aprovação do diploma obrigatório para jornalistas é velha

Luiz Cláudio Hum #‎Relato hoje os famosos CTRL+C e o CTRL+V fizeram uma vista a redação do jornal O Popular. E não poderia ter sido pior, na minha opinião, é claro. O site do jornal O Popular veicula HOJE que: Senado aprova diploma obrigatório para jornalistas... não "péra"... isso foi em 07/08/2012... mas como assim? Requentando matérias, Cileide Alves? Ou foi castigo por terem demitido grandes figuras do jornalismo impresso? Isso mesmo, o jornal O Popular veicula matéria sem se atentar para ‪#‎InformaçõesBásicas e ‪#‎Credibilidade da sua fonte. Apenas copiou e colou... deu no que deu... errou... Hoje estávamos lutando pela aprovação na Câmara dos Deputados. A informação do Senado é velha... bem antiga... lá no "patrásmente"... E o melhor foi ver colegas sendo induzidos ao erro de compartilhar a notícia velha como se fosse atual. ‪#‎SóAchoQue por ser uma redação que tem jornalistas, deveriam estar mais atentos para as lutas de nossa classe. Hoje estávamos lutando NA CÂMARA FEDERAL para a APROVAÇÃO da PEC do Diploma. Qual é mesmo o slogan do Jornal O Popular? Se o jornalista tivesse procurado a fonte mais confiável que é a entidade que o representa não teria cometido este erro: http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=4298 Luiz Cláudio Hum é jornalista profissional. [O texto foi transcrito do Facebook do jornalista. O título é de responsabilidade do Jornal Opção.]

Historiador Norman Finkelstein denuncia a indústria do Holocausto

Tachado de opositor ideológico de Israel, Norman Finkelstein sustenta que o Holocausto nazista foi “recriado” para defender Estado judeu e enriquecer instituições judaicas

Ex-jogador do Goiás é eleito deputado no Rio Grande Sul, mas, com depressão, desaparece

Deputado Jardel demite gabinete e se afasta da Assembleia por depressão Reprodução/Zero Hora O ex-centroavante Jardel, que fez sucesso no Grêmio e nenhum sucesso no Goiás, onde chegou em decadência, foi eleito deputado estadual no Rio Grande do Sul, pelo PSD (o partido de Gilberto Kassab e Vilmar Rocha). Segundo o jornal “Zero Hora”, Mário Jardel “exonerou seu gabinete na Assembleia e se afastou temporariamente do parlamento sob justificativa de uma depressão”. “Jardel, único deputado estadual da sigla, estaria incomodado com ações praticadas por servidores de seu próprio gabinete — por razões como tomarem decisões sem consultá-lo e o que chamou de ‘má administração”, escreve Marcelo Gonzatto, do “Zero Hora”. O problema é que, além da depressão, Jardel reclama da ingerência do PSD na escolha de sua equipe. Há informações de que pretende abandonar a política. Mas seu chefe de gabinete, Cristian Lima, contesta: “Ele continua na política”. O vice-presidente do PSD no Rio Grande do Sul, o ex-goleiro do Grêmio Danrlei de Deus, rompeu com Jardel — “política e pessoalmente”.

Estadão demite Jotabê Medeiros, Roldão Arruda, Lourival Sant’Anna e vai afastar 125 funcionários

O Portal Imprensa diz que “O Estado de S. Paulo” deve demitir 125 funcionários. O Portal dos Jornalistas menciona um número bem maior — 200 pessoas deverão ser cortadas nas redações do jornal em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Entre os demitidos estão estrelas da redação, como Lourival Sant’Anna, repórter especial com experiência internacional, e Jotabê Medeiros [foto acima], experimentado repórter e crítico de música do “Caderno 2”. Roldão Arruda e Fábio Brandt (da sucursal de Brasília), da cobertura política, foram afastados. Saíram também: Sílvio Barsetti, de “Esporte” (sucursal do Rio de Janeiro), Gabriel Perline, do caderno “Divirta-se”, Caio do Valle, de “Metrópole”, e Andrea Pahim, editora de arte. Três repórteres juniores da seção “Guia” do “Caderno 2” estão na lista do passaralho. [Roldão Arruda: um dos mais experientes repórteres do jornal] O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo disse ao Portal Imprensa que os cortes isolados são uma “tentativa de ‘mascarar’ um processo de demissão em massa”. O diretor do "Estadão", Ricardo Gandour", não se pronunciou sobre as demissões. Mas comenta-se entre os demitidos que o Grupo Estado quer trabalhar com equipes mais compactas e mais baratas. Para o público externo, deve-se alegar a crise do país, daí a necessidade de redução de custos.

Estadão demite Lourival Sant’Anna, um dos mais importantes repórteres do país

O “Estadão” demitiu na segunda-feira, 6, um dos mais respeitados repórteres da imprensa brasileira, Lourival Sant’Anna. Formado pela Universidade Federal de Goiás, Lourival Sant’Anna passou uma temporada na Inglaterra e, em seguida, se tornou repórter, editor-executivo e, atualmente, repórter especial de “O Estado de S. Paulo”. Lourival Sant’Anna é brilhante por vários motivos. Dois deles: sua seriedade como repórter é exemplar e escreve muito bem (com livro publicado). Sem a pretensão de fazer jornalismo literário, suas reportagens são geralmente mais densas, aprofundadas e, sem pieguice ou melodrama, “humanas”. No “Estadão”, com mais liberdade (e mais espaço) para escrever, desenvolveu seu imenso talento de contador de histórias, de olhar amplamente perceptivo, avesso a clichês. Notabilizado por suas coberturas internacionais, por exemplo no Oriente Médio, dificilmente Lourival Sant’Anna ficará fora do mercado por muito tempo. O repórter é irmão da ex-deputada Marina Sant’Anna, do PT. Curiosamente, nos últimos tempos, Lourival Sant’Anna se tornou mais crítico do PT.

A lista dos 20 publicitários mais influentes do Brasil. Segundo a revista GQ

A “GQ” listou os 20 publicitários supostamente “mais influentes” do Brasil. Para elaborá-la, a revista consultou executivos das 30 principais agências que atuam no Brasil. A reportagem é de Marili Ribeiro

O rei do basquete Oscar Mão Santa busca apoio espiritual de João de Deus, em Abadiânia

Quando a medicina não é suficiente, recorre-se ao mundo dos espíritos — no fundo, o da esperança, de fato, a última que morre, quando morre. Oscar “Mão Santa” Schmidt, o maior jogador de basquete do país em todos os tempos, trava uma batalha renhida contra um adversário implacável: um glioma, câncer no cérebro. Desde 2011. Na edição de 29 de março do “Estadão”, em entrevista ao repórter Gonçalo Junior, conta que, paralelo ao tratamento oncológico, “consulta” os médiuns Paulo Neto, de Minas Gerais, e João de Deus, de Abadiânia, Goiás. “Já fui no João de Deus (foto acima, com Marisa e Lula no porta-retrato) e no Paulo Neto. Sempre aparece alguma coisa e acabo indo. A gente não pode ficar em casa fazendo só o que os médicos mandam. Também não posso deixar de tomar o Temodal. Aí, eu morro mesmo”, relata Oscar. Como quase todos os brasileiros, Oscar mantém um pé na ciência e o outro na igreja ou no “terreiro”. Perguntado pelo repórter se “acredita nos médiuns”, Oscar diz que é católico e que não vai deixar de ser. “Mas esses lugares [os centros espíritas] têm uma energia muito boa. É de graça. Tem 1300 pessoas que vão lá. Vou e levo uma garrafa de água para ele [o médium] energizar. Vou em quantos aparecerem na minha frente. Sei que tenho a doença, mas se ficar sentado dentro de casa vou morrer. Eu preciso me mexer. Quem cura é você. É a cabeça que cura.” Oscar diz que não se incomoda em falar sobre sua doença. “Todo mundo vai morrer. Minha vida foi linda e cheia de desafios. Esse é mais um. Faço um monte de piadas comigo mesmo, mas ultimamente diminuí porque minha mulher e minha filha não gostam. Elas sofrem mais do que eu.” Além dos medicamentos tradicionais, como Temodal, Oscar usa, no seu jogo mais difícil, remédios naturais, como o mundo espiritual e o humor. “Vou morrer, mas vou atirando. Não vou ficar sentado em casa. O que aparecer de tratamento eu vou fazer. Quem cura é a cabeça”, afirma. O tratamento não impede que Oscar jogue futebol. “Faço até gols de cabeça.”

“Valor” adota linguagem do Jornal Opção e chama Ana Carla Abrão de Levy de Goiás e Mãos de Tesoura

A coluna Bastidores, do Jornal Opção, chamou a secretária da Fazenda do governo de Goiás, Ana Carla Abrão Costa, de “Joaquim Levy de Goiás” e “Ana Carla Mãos de Tesoura” — referente ao rigoroso ajuste nas contas do Estado — e o mais importante jornal de economia do país, o “Valor Econômico”, também denominou-a assim na reportagem “Ana Carla Abrão, a ‘Levy de Goiás’, comanda choque de gestão fiscal”. A reportagem de Leandra Peres saiu na edição de sábado, domingo e segunda-feira. Na terça-feira, 7, a coluna “Giro”, do “Pop”, citou o “Valor”, porém esqueceu de mencionar que as criações são do Jornal Opção.

Rodrigo Maia convoca Eduardo Machado e presidentes de outros partidos pra discutir reforma política

O presidente da comissão especial que avalia a proposta de reforma política, deputado federal Rodrigo Maia, convidou o presidente nacional o PHS, o goiano Eduardo Machado (foto), para uma audiência pública na terça-feira, 7, às 10h, na Câmara dos Deputados. Será discutida a PEC 182/2007 do Senado. Ela muda os artigos 17, 465 e 55 da Constituição, assegurando que os partidos são os donos dos mandatos de seus integrantes. Aqueles políticos que deixarem os partidos pelos quais forem eleitos perdem o mandato. A audiência também vai discutir os “sistemas eleitorais” e a questão do “financiamento de campanha” (se continua como está ou se será público). Eduardo Machado, que acompanha a discussão com olhos de lince, frisa que é necessário que se tenha cautela com alguns aspectos do projeto da reforma. “O Brasil clama por mudanças, a sociedade quer uma solução para os reiterados escândalos que assolam a nação, mas temo que alguns queiram, na verdade, apenas criar uma ‘cortina de fumaça’, buscando ofuscar e confundir a atenção da sociedade para os verdadeiros problemas que massacram o bom senso”, sublinha o presidente do PHS. Os presidentes dos demais partidos também foram convocados.

Livro resgata história de Aracy de Almeida, cantora admirada por Mário de Andrade e Paulinho da Viola

ARACY DE ALMEIDA - NÃO TEM TRADUÇAO Aracy de Almeida (1914-1988) ficou na história da música como uma espécie de viúva artística de Noel Rosa, um dos maiores compositores do Brasil. Porém, a cantora também gravou músicas de Ary Barroso, Wilson Batista, Ismael Silva, Antônio Maria, Assis Valente, Lamartine Babo, Ataulfo Alves, Orestes Barbosa, Caetano Veloso, entre outros. Araca gravou mais de 300 músicas. Não há uma grande biografia da artista. Depois de “Araca — Arquiduquesa do Encantado, um Perfil de Aracy de Almeida” (Edições Folha Seca), de Hermínio Bello de Carvalho, sai “Aracy de Almeida — Não Tem Tradução” (Veneta, 214 páginas), de Eduardo Logullo. Não são textos ruins, mas não são biografias exaustivas. A de Logullo nem se pretende biografia, e sim recortes sobre a vida e a música da “noelista”. Respeitada pelo escritor Mário de Andrade, estudioso da música brasileira, pelo compositor, músico e cantor Paulinho da Viola, Aracy de Almeida tornou Noel Rosa mais popular e abriu as portas para novas cantoras, em geral tributárias de suas primeiras “adaptações”. O livro de Logullo discute se Aracy de Almeida era homossexual — usa-se a palavra “sapatona”. Mas nada conclui, optando por citar Hermínio Bello de Carvalho, que a vê como “pan-sexual”. A cantora foi casada com o José Fontoura, goleiro do Vasco, mas o deixou. “... O homem dos meus sonhos nasceu morto”. Era boêmia, num tempo em que isto, para uma mulher, não era bem-visto. Os mais jovens, quando conhecem, lembram-se de Aracy de Almeida como jurada de programa de calouros, notadamente de Silvio Santos, dono do SBT. A cantora foi jurada dos programas de Pagano Sobrinho, Aérton Perlingueiro, Bolinha, Chacrinha e Silvio Santos. Ela morreu, em 1988, aos 73 anos. Os trechos abaixo estão no livro de Logullo. Paulinho da Viola ressalta afinação de Ary de Almeida “Isso é uma coisa muito comum, a pessoa está acostumada com determinado timbre. Então, quando ouve uma coisa diferente... Tem aquela coisa de já rejeitar um pouco assim, né? Se sentir mal, não gostar de tudo. É um passo para dizer que não gosta. Todos podem desafinar ao cantar. Aracy, nunca.” “Entre tantas coisas do Noel que ela gravou, quase todos eram sambas de complexidade harmônica. Noel tinha muitos sambas que não eram para qualquer um, não.” “Emocionante ver Aracy cantando. E o que mais me toca é a afinação nessa região tão aguda e com timbre tão bonito, não é? Tão afinada, tão diferente de tudo. É muito emocionante.” [Depoimentos de Paulinho da Viola em “Mosaicos: a arte de Aracy de Almeida”, documentário dirigido por Nico Prado, com coordenação musical de Fernando Faro e produção de Fernando Abdo. TV Cultura, São Paulo, 2009.] Aracy de Almeida por Mário de Andrade O escritor Mário de Andrade, numa conferência de 1943, elogiou “os nasais e a pronúncia vocálica da cantora”: “Mais vagos, ao nosso ver como regionalismo de caráter vocal, ainda surgem numerosos cantores brasileiros, bem constantemente nasais. É, por exemplo, o sr. Mota da Mota (“Vou Girá”, Victor, 33380), embora exagere um pouco a maneira rural de entoar. É o nasal admirável do sr. Raul Torres nesse dolente e brasileiríssimo ‘É a morte de um cantadô’ (Odeon, 11238, https://www.youtube.com/watch?v=nwq32LUYkFE). É o sr. Gastão Formente que no ‘Foi boto, Sinhá’ (Victor, 33807, https://www.youtube.com/watch?v=R6ZI51QHlCY), apesar de sua voz bastante ingrata, adquire uma cor nasal perfeitamente nossa. É também a sra. Aracy de Almeida (‘Triste Cuíca’, Victor, 33927, https://www.youtube.com/watch?v=o3UgmSIZQck), com ótima cor de vogais e menos feliz prolação de consoantes. Neste disco, se apresenta um bom exemplo de variabilidade de pronúncia do ‘não’, bem claramente ‘nãum” quando mais vigoroso, e na outra face do disco, escurecendo-se na dicção mais rápida, até que, num quase presto, chega a soar quase exclusivamente ‘num’. As variantes melhores estão no fim da música (“Tenho uma rival”), após refrão instrumental.” [Trecho da palestra de extraído de “Aspectos da Música Brasileira”, de Mário de Andrade, Nova Fronteira, 2012.]