Por Euler de França Belém
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Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O ex-deputado federal José Gomes da Rocha, do PTB, é um fenômeno político em Itumbiara. É o político mais popular e comentado da cidade — para o bem e para o mal. O prefeito Chico Balla, do PTB, pode disputar a reeleição e tem chance de vencer. Mas pode pegar um páreo duro pela frente — o deputado estadual Álvaro Guimarães. O único nome hors concours da cidade é Zé Gomes. Se ele disputar, tendem a sair do páreo tanto Álvaro Guimarães, do PR, quanto o ex-vereador Gugu Nader.
Na terça-feira, 19, o Jornal Opção conversou com Zé Gomes. No momento do diálogo, o deputado federal Jovair Arantes, do PTB, estava na redação. Com seu estilo brincalhão de sempre, após saber que Jovair Arantes havia dito que se trata de um grande político e candidato forte, Zé Gomes disse: “Se o ‘Jovadeus’ [novo nome de Jovair em Brasília — até Michel Temer e Eduardo Cunha o chamam assim] exigir que eu tome Furadan, com ou sem gelo, eu tomo na hora. É um companheiro leal, de estatura política inegável”.
Como estava “escorregando” sempre que perguntado se seria candidato a prefeito, o repórter insistiu: “É ou não é candidato a prefeito de Itumbiara?” Jovair Arantes interrompeu e disse: “O Zé, se quiser, pode ser candidato. Não há empecilho judicial algum”. Com seu jeito tancrediano, de sugerir uma coisa quando está dizendo outra, Zé Gomes demonstrou cautela: “Eu ainda não decidi sobre meu projeto político, que só pode ser firmado depois de longas conversas com os companheiros”.
De novo, o repórter insistiu: “O leitor, ao ler esta nota, vai querer saber: o sr. é ou não é candidato a prefeito?” Zé Gomes avançou um passo: “Posso ser candidato”. Em seguida, recuou um passo: “Hoje, não sou candidato”. Acrescentando: “O Gugu Nader é um bom rapaz. O Álvaro [Guimarães] trabalha para ser candidato. Gugu, se eu for candidato, não será candidato. É o que me disse”. Gugu, por sinal, é cotado para ser vice de Zé Gomes.
Adiante, na conversa mineira, Zé Gomes sublinhou: “Vou esperar um pouco mais”. A fala seguinte indica que será candidato: “Estou disposto a conversar com a sociedade de Itumbiara para tratar de uma possível candidatura”.
Um petebista disse ao Jornal Opção: “Em Itumbiara há dois tipos de eleitor: os que acham que Zé Gomes será candidato a prefeito e os que perguntam se o seu terno de posse será cinza ou preto”.
Há quem aposte que o chefão do PDT nacional, Carlos Lupi, fala em expulsar parlamentares pró-impeachment com o objetivo de atrair o “presidente” Michel Temer para uma conversa pré-republicana. O que se diz é que, acertado um acordo com o temerismo, Carlos Lupi vai parar de falar em expulsar parlamentares. Aliás, se expulsar os deputados que votaram pelo impeachment, o PDT vai se tornar um partido da Nanicolândia.
A deputada Flávia Morais decidiu votar pelo impeachment depois de uma longa conversa com seu marido, o médico e ex-prefeito de Trindade George Morais. A decisão foi tomada 15 dias antes da votação. Flávia Morais comunicou sua decisão a poucas pessoas, entre elas o governador de Goiás, Marconi Perillo. Poucos dias antes da votação do impedimento de Dilma Rousseff, pressionada por Carlos Lupi, o chefão do PDT nacional, Flávia Morais “balançou”. Líderes nacionais da articulação pró-impeachment procuraram Marconi Perillo. O tucano-chefe goiano conversou demoradamente com Flávia Morais, apresentou suas ponderações. A deputada ouviu atentamente suas palavras. Depois, Marconi Perillo tranquilizou os aliados mais próximos do “presidente” Michel Temer. Mesmo sob risco de ser expulsa do PDT, Flávia Morais havia decidido: não iria recuar. De fato, manteve o que disse ao líder tucano e votou pelo impeachment.
Conta-se que eleitores queriam presentear o deputado estadual Ernesto Roller, pré-candidato a prefeito de Formosa pelo PMDB, com um terno para a posse, em 1º de janeiro de 2017. Mesmo apontado como favoritíssimo, até pelo arqui-inimigo Tião Caroço Monteiro, Ernesto Roller teria pensado bem e dito: “Ninguém ganha eleição por antecipação. Assim, vamos deixar esse negócio de terno da posse para depois das eleições”. Atitude inteligente e perspicaz.
As oposições goianas são as primeiras a chegarem atrasadas com críticas que são “vitaminas” fortificantes para o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Estridentes, disseram que as estradas goianas estavam esburacadas. Algumas, de fato, estavam. Outras, de responsabilidade do governo federal, permanecem abandonadas. No lugar de ficar rebatendo críticas das oposições, aderindo à política rasteira e improdutiva da picuinha, Marconi Perillo aplicou 34 milhões de reais na recuperação emergencial de mil quilômetros de rodovias destruídas pelas chuvas e pelo uso intensivo de veículos pesados. A Agetop informa que as estradas estarão em boas condições em 60 dias.
O governador de Goiás, Marconi Perillo, fez questão de ligar para cumprimentar Bruno Araújo, do PSDB de Pernambuco. O deputado federal deu o voto decisivo do impeachment. Os tucanos são amigos.
Joãozinho Balestra deve ser candidato a deputado federal em 2018. Depois de oito mandatos, Roberto Balestra tende a se aposentar.
Esperto, parece que esperando alguma reação, o deputado Jair Bolsonaro, do PSC do Rio de Janeiro, escondeu-se atrás de alguns deputados e recebeu apenas 30% da cusparada de Jean Wyllys, do PSOL do Rio de Janeiro. Um deputado do Sul do país e um parlamentar goiano, evangélico, dividiram o restante da cusparada. Irritado, o parlamentar do Cerrado chegou a passar álcool nos locais atingidos pela “incontinência” de Jean Wyllys.
Um deputado federal goiano garante que Jair Bolsonaro e Jean Wyllys se odeiam e, ao mesmo tempo, se amam. “Eles nunca saem de perto um do outro. Fica-se com a impressão de que se trata de um casal brigão, mas ligado por uma teia invisível de dependência psicológica”, afirma o parlamentar do Cerrado.
Parte da oposição, com o senador Ronaldo Caiado na linha de frente, tentou identificar o governador de Goiás, Marconi Perillo, com ações anti-impeachment. Não deu certo. A bancada marconista votou em pelo impedimento da presidente Dilma Rousseff. Dos 17 deputados federais de Goiás, apenas um, Rubens Otoni, votou contra o impeachment.
Não se sabe se por brincadeira, mas Alexandre Baldy teria dito para um colega deputado que seu nome, a partir de agora, é Alexandre “Caiado” Baldy. O presidente do PTN em Goiás chegou a postar um vídeo no Facebook em que conversa animadamente com o senador Ronaldo Caiado, do DEM, sobre o impeachment. Um irmão de Alexandre Baldy, Joel Santana Braga, é filiado ao DEM e ligado a Ronaldo Caiado. Em Anápolis, trabalha pela candidatura de Pedro Canedo, do DEM.
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