Por Euler de França Belém

Encontramos 16261 resultados
Pastor Elismar Veiga será o vice do tucano Carlos Antônio na disputa pela Prefeitura de Anápolis

O postulante do PSDB é o político mais popular do município e Elismar Veiga pertence à respeitada Assembleia de Deus

PSL ganha cargo na prefeitura de Goiânia e pode indicar o vice de Adriana Accorsi

Benitez Calil vai assumir a presidência da Agência Municipal de Trânsito e Lucas Calil é cotado para vice da candidata petista

PP e Sandes Júnior anunciam apoio a Giuseppe Vecci na quinta-feira

A tendência é que o PP indique o vice do candidato do PSDB a prefeito. O nome mais cotado é o de Sandes Júnior

Mabel diz que responsabilidade e governabilidade devem levar PMDB e PSDB a caminharem juntos

O ex-deputado afirma que Henrique Meirelles deve ser ministro da Fazenda e vai indicar o presidente do Banco Central. Aponta Baldy como possível ministro. Sugere que Caiado deve ser o candidato a governador das oposições

O goiano de Anápolis Henrique Meirelles deve ser o czar da economia no governo de Michel Temer

José Serra é o mais cotado para a Educação, Eliseu Padilha para a Casa Civil e Geddel Vieira para a Articulação Política

Peemedebista diz que Júnior Friboi colocou seus aviões à disposição do grupo de Michel Temer

O empresário, segundo o peemedebista, também aposta no impeachment de Dilma Rousseff

Chiquinho Oliveira e José Vitti disputam comando da Assembleia em outubro deste ano

José Vitti largou na frente, com uma equipe em ação. Mas Chiquinho Oliveira articula como poucos políticos

Marconi Perillo lembra-se de jantar com Tônia Carrero e Geraldo Félix, no Rio de Janeiro

O ex-presidente da Saneago é lembrado como um diplomata e técnico de grande capacidade administrativa

Homem mais rico do Brasil visitará Goiás para discutir economia e educação com Marconi Perillo

Jorge Paulo Lemann assistiu palestra do governador goiano e ficou interessado nas suas ideias sobre gestão e educação

Ex-ministro do STF elogia palestra de Marconi Perillo em Harvard

Ayres Britto frisou que o governador de Goiás é jovem e tem “ideias lúcidas, corajosas e claras”

O Globo aponta ajuste do governo de Goiás como exemplo para o país

A crise dos Estados será um dos principais problemas que um possível governo do “presidente” Michel Temer deverá enfrentar

Thiago Peixoto é cotado para assumir um ministério no provável governo de Michel Temer

Com larga experiência administrativa, o economista conta com o apoio tanto do PSD de Gilberto Kassab e Vilma Rocha quanto do governador Marconi Perillo

Não é missão da OAB pedir cassação do deputado Jair Bolsonaro porque elogia ditadura e torturador

A Ordem dos Advogados do Brasil é uma “casa” de todos, não é um “edifício” ideológico das esquerdas [caption id="attachment_64287" align="alignright" width="620"]Jair Bolsonaro e Brilhante Ustra: o deputado revisa a história e defende o coronel do Exército, que é apontado como torturador Jair Bolsonaro e Brilhante Ustra: o deputado revisa a história e defende o coronel do Exército, que é apontado como torturador[/caption] É consenso entre pesquisadores, ideológicos ou não, que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o doutor Tibiriçá, comandou parte dos grupos de tortura na ditadura civil-militar. Independentemente do fato de que esquerdistas — terroristas, no dizer dos militares — não queriam implantar uma democracia no Brasil, pugnavam por outra ditadura, a do proletariado, portanto havia uma guerra entre forças políticas e militares, a tortura é execrável. Há quem diga que, na guerra, vale tudo — menos perder. Os militares, para combater a guerrilha, que queria derrubar o governo, precisavam de informações rápidas — para prender novos militantes da Ação Libertadora Nacional (ALN) e da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), as maiores organizações da luta armada; daí a lógica da tortura. O presidente-general Ernesto Geisel chegou a dizer: “Acho que a tortura, em certos casos, torna-se necessária para obter confissões”. O capitão esquerdista Carlos Lamarca e seus camaradas mataram um militar friamente, a coronhadas, quando poderiam tê-lo deixado amarrado. Em fuga, temiam ser descobertos.

  1. Livros de história, e se está falando dos mais equilibrados, e depoimentos sugerem que muitos presos foram torturados e, vários, mortos quando não tinham mais nada a revelar que pudesse ajudar no combate à guerrilha. A partir de certo momento, a ordem, de cima, era para torturar e matar. Era cortar o “mal” pela raiz. Fala-se em porões da ditadura, locais onde guerrilheiros eram torturados e não raro mortos, quando, na verdade, não eram bem porões, porque a cúpula do governo sabia o que estava acontecendo nas suas dependências. Os porões eram, por assim dizer, extensões das áreas oficiais — eram para-oficiais. A tortura, por si, é grave. Trata-se de um crime, mesmo na guerra. As mortes em combate, com trocas de tiros de ambos os lados, têm sua justificativa. Fala-se, com alguma propriedade, que chumbo trocado não dói. Mas as mortes nas prisões, oficiais ou não, como na Casa da Morte, em Petrópolis, ferem as próprias convenções dos soldados que se combatem. O preso é um ser indefeso e, como tal, deve ser protegido. Quem diz isto é ingênuo? Pode até ser. Mas precisa-se, mesmo em circunstâncias difíceis, de limites. Sem regras de contenção, os homens, militares ou não, tendem à barbárie. O delegado Sérgio Paranhos Fleury, tido como besta-fera dos porões, era uma espécie de James Bond da ditadura civil-militar. Não se pode esquecer de que um dos chefes da ALN, Carlos Eugênio Sarmento Paz, comandou o assassinato de Márcio Toledo única e exclusivamente porque ele queria deixar a guerrilha. É uma morte que clama por lembrança e, até, condenação.
Se a tortura é um crime, na ou fora da guerra, pode-se e deve-se criticá-la. Alinho-me entre seus críticos, embora condene o projeto da esquerda, que, de fato, planejava destronar os ditadores militares para instituir outra ditadura no país, a de partido único. Na Rússia e em Cuba, para citar dois países, as esquerdas inicialmente eram multifacetadas, com vários grupos políticos. Aos poucos, prevaleceu a hegemonia do Partido Comunista, que absorveu ou, quando não foi possível, massacrou as demais correntes — torturando e matando sem nenhuma contemplação. Curiosa ou sintomaticamente, parte da esquerda que desanca Brilhante Ustra defende (ou defendeu) Stálin, o brutal assassino de mais de 20 milhões de soviéticos. Porém, se condeno a tortura, se a considero uma prática anti-humanista, próxima da barbárie, devo propor censura àqueles que defendem a ditadura civil-militar e até torturadores, como Brilhante Ustra? Não estou entre os que propõem que o deputado federal Jair Bolsonaro, do PSC do Rio de Janeiro, deve perder o mandato porque elogia a ditadura e o coronel Brilhante Ustra. Ele que elogie quem quiser. Entendo, inclusive, que a condenação acerba ao coronel-torturador tem o objetivo de uma condenação geral aos militares, a uma espécie de demonização dos que vestem farda. A sociedade democrática permite que uma pessoa, deputado ou não, possa elogiar o quê e quem quiser. O elogio de Jair Bolsonaro à ditadura e a Brilhante Ustra não afeta em nada a democracia — para melhor ou para pior. Portanto, não deixa de ser risível o propósito de a OAB do Rio de Janeiro propor a cassação de seu mandato. A ação da casa representante dos advogados é uma forma de censura, é uma tentativa descabida de interferência na vida de um indivíduo, de um parlamentar. A ação da OAB é tão despropositada que nem parece ter saído do cérebro de um advogado, quer dizer, de um legalista, e sim da mente de um político que, totalitário, quer excluir o pensamento divergente. No caso, o mais adequado é que o debate circunscreva-se à exposição do pensamento de Jair Bolsonaro e à crítica de seus adversários. O debate pode ser agressivo, com palavras candentes e até cusparadas mal educadas — como a dada pelo deputado federal Jean Wyllys em Jair Bolsonaro —, mas morre aí. O jogo democrático é duro, por vezes, e os contendores não precisam acatar e nem mesmo respeitar as ideias de seus adversários. Mas não devem tentar proibi-las. A OAB, ao propor a cassação do parlamentar carioca, está passando ao largo da questão democrática e apresentando uma faceta autoritária. O que é uma pena, porque o legalismo da OAB é importante para a democracia, para a defesa da liberdade dos indivíduos. Jair Bolsonaro seria preocupante para a OAB se, como deputado federal, estivesse propondo leis, ainda que isto seja absurdo, que contribuíssem para a “volta” da ditadura. Não há notícia de que o parlamentar esteja apresentando projetos que contrariem a tenra democracia do país. Não se tem informação de que está organizando milícias paramilitares com o objetivo de “restaurar” a ditadura civil-militar. Suas palavras, por mais que doam em algumas pessoas, sobretudo na sensível pele dos esquerdistas — muitos, por sinal, apaixonados pelo comunismo de Cuba e pelo híbrido capitalismo-socialismo de Estado da China —, e por mais que sejam ofensivas para seus rivais, no e fora do Congresso Nacional, são inofensivas para a democracia. Na sociedade do espetáculo, em que muitos se tornam midiáticos, mesmo quando não querem, Jean Wyllys e Jair Bolsonaro ganham espaço, por causa de palavrões e cusparada, mas têm menos importância do que às vezes imaginamos. A democracia, com ou sem cuspe, com palavras delicadas ou grosseiras, permanece intocada. É o que importa. O resto é filigrana. A OAB, muito mais importante que os dois deputados, não deve se envolver em questiúnculas sem nenhuma importância. A OAB não pode se tornar uma casa ideológica, ou melhor, não deve ser transformada numa célula da esquerda ou de qualquer outra corrente política. A OAB é a casa da liberdade e, como tal, não deve se tornar instrumento ideológico de alguns de seus integrantes.

Jornalismo da Globo apresenta com correção versão do outro lado. Mídia de esquerda não faz o mesmo

Execrado pelo esquerdismo, o Jornal Nacional procura oferecer aos telespectadores uma visão ampla dos problemas. Veículos de esquerda só atacam os “adversários” william-bonner-e-renata-vasconcellos-homenageiam-o-sr-spock-no-jornal-nacional-1425081990463_1920x1080 Petistas dizem que o jornalismo da TV Globo tem sido parcial a respeito das denúncias da Operação Lavajato. Pode ser que, dada a exposição da história do petrolão, quando os vilões estão associados ao PT, tal ideia fique cristalizada. Mas é visível a tentativa de o “Jornal Nacional” divulgar as denúncias e, ao mesmo tempo, procurar expor o outro lado com extremo cuidado. Ocorre que, muitas vezes, o outro lado não quer falar ou apenas emite uma declaração curta, mais protocolar do que esclarecedora, em geral elaborada por advogados. As publicações de esquerda, quando acusam, têm o mesmo cuidado que o “Jornal Nacional”? Em geral, não têm. Há, nas publicações de esquerda, uma mistura de fatos com ideologia e, a partir de certo momento, não se sabe mais o que são fatos e o que é ideologia. Fica-se com a impressão de que a esquerda está certa única e exclusivamente porque é a esquerda. Ouvir o outro lado? Nem pensar. Das publicações ligadas ao petismo, ou ao lulismo — o Lulopetismo —, a “CartaCapital” é uma das poucas que procuram ouvir o outro lado com algum cuidado. Mas, nos últimos meses, a revista está quase toda editorializada, praticamente militante, em defesa do governo da presidente Dilma Rousseff e do “legado” do ex-presidente Lula da Silva. Parece um onipresente cão de guarda do Lulopetismo. Os blogs que apoiam o PT e o governo de Dilma Rousseff criticam o facciosismo dos outros, mas são extremamente facciosos. Alguns chegam a ser fanaticamente petistas, divulgando boatos como se fossem fatos e fazendo uma defesa irracional do petismo. Tudo que é ligado ao PT é “maravilhoso”. Tudo que é ligado ao PSDB é “demoníaco”. A revista “Veja” é a besta-fera do apocalipse. A imparcialidade que cobram da “Veja”, os blogs petistas não exigem de si.

Folha de S. Paulo erra ao apostar que Dilma Rousseff havia contido as forças do impeachment

Ao contrário da “Veja” e dos jornais “O Globo” e de “O Estado de S. Paulo”, que mostraram que o impeachment da presidente Dilma Rousseff seria aprovado, a “Folha de S. Paulo”, na edição de sábado, 16, possivelmente baseada em fontes pouco confiáveis — o que revela que a sucursal de Brasília falhou gravemente —, comprou e publicou a tese, de matiz governista, que, no domingo, revelou-se equivocada: “Governo Dilma contém favoritismo do impeachment a 48 horas da votação”. O impeachment foi aprovado na Câmara dos Deputados por larga maioria, o que deve ter surpreendido os repórteres da “Folha”. Não há a menor dúvida de que o jornalismo político do jornal paulistano está ficando para trás em comparação aos demais jornais, notadamente o “Estadão” e “O Globo”, e revistas, como “Veja” e “Época”.