Por Euler de França Belém
O vereador Anselmo Pereira anda dizendo a aliados que “não” vai tolerar “pitis” de Jorge Kajuru na Câmara Municipal de Goiânia. “Pitis”, revela um vereador, “Anselmo só tolera os seus”.
Clécio Alves e Wellington Peixoto, considerando que Andrey Azeredo é inexperiente, avaliam que o prefeito eleito terá de engolir um deles
O presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, é cotado para assumir um cargo no governo do Estado. Tanto pode ser na área do Gabinete Civil quanto na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, onde está alojada a Superintendência de Agricultura.
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Foto: Alexandre Cerqueira[/caption]
O prefeito eleito de Goiânia, Iris Rezende, está tentando convencer o senador Ronaldo Caiado (DEM) a se filiar ao PMDB, com o objetivo de ser o candidato do partido a governador em 2018. O peemedebista sinaliza que, se não for possível, não terá como apoiá-lo. Porque não irá atropelar um postulante do partido.
Se se filiar ao PMDB, Ronaldo Caiado terá de abrir mão do controle do DEM, que possivelmente será dirigido por José Mário Schreiner (PSD), terceiro suplente de deputado federal por Goiás, atrás de Sandes Júnior (PP) e de Eurípedes Júnior (PROS).
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Deputados Chiquinho Oliveira e Talles Barreto | Arquivo[/caption]
O deputado Talles Barreto é apontado como favorito para assumir a liderança do governo na Assembleia Legislativa. Mas Chiquinho Oliveira aposta que pode virar o jogo. Os dois são filiados ao PSDB.
Ex-prefeitos, deputados e ex-deputados goianos, sobretudo os envolvidos no caso das pastinhas, estão com a pulga e, até, o carrapato atrás das orelhas. É que a Polícia Federal prendeu o maior doleiro do país, Fayed Antoine Traboulsi, que promete falar tudo o que sabe. Ele sabe muito.
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Arquivo[/caption]
Não há com negar que a maioria dos deputados federais avalia que o deputado federal e economista Giuseppe Vecci, do PSDB, recebeu apoio maciço do governador de Goiás, Marconi Perillo, na disputa eleitoral de 2014.
Pois agora os deputados federais prenunciam o nascimento daquele que chamam de “Veccinho da Igreja Católica”. Eles dizem que a presença de Tayrone di Martino na Secretaria do Governo, sabendo-se que será candidato a deputado federal em 2018, produz uma situação de desigualdade entre os candidatos ao mesmo cargo.
Acrescente-se que Tayrone di Martino, político competente, tem o apoio de duas pessoas poderosas: o prefeito de Trindade, Jânio Darrot (PMDB), recém-eleito, e o padre Robson.
A irritação mais acentuada é pelo fato de Tayrone di Martino ser o responsável pelos convênios com os prefeitos.
O senador Ronaldo Caiado e o deputado federal Daniel Vilela estão numa guerra de secessão aberta.
Os dois andam, metaforicamente, com granadas nas mãos. Ao lado do peemedebista sempre aparece o deputado José Nelto, com artilharia pesada contra o senador do DEM. Caiado manda “bala” como se fosse uma artilharia inteira.
A batalha quase campal entre o senador Ronaldo Caiado (DEM) e o deputado federal Daniel Vilela (PMDB) abre espaço para Maguito Vilela, um político moderado, ampliar o diálogo com o governador de Goiás, Marconi Perillo. Que ninguém duvide: uma acordo entre o tucano e o peemedebista é possível, desde que o objetivo seja isolar o senador do Democratas.
Um repórter perguntou a vários deputados federais: “Quais são os políticos goianos mais influentes junto ao presidente Michel Temer?” Todos disseram a mesma coisa: os mais fortes, em termos de relações com o Palácio do Planalto, são, pela ordem, Marconi Perillo, do PSDB, Jovair Arantes, do PTB, Alexandre Baldy, do PTN, Sandro Mabel (sem mandato), do PMDB, Daniel Vilela, do PMDB, e Wilder Morais, do PP.
Jovair Arantes é apontado hoje como um líder nacional e presença fortíssima na Câmara dos Deputados. Extrapola, até, sua força no PTB.
O deputado federal Alexandre Baldy está se revelando um dos políticos mais articulados. Ao contrário de outros políticos, mudou-se de verdade para a capital federal, articula encontros com vários líderes em sua casa e tem portas abertas no Palácio do Planalto.
Sandro Mabel, de todos, é o mais íntimo de Temer. Não tem mandato, mas é auxiliar do presidente. Um aliado eminentemente político, praticamente um ministro sem pasta.
Daniel Vilela, presidente do PMDB de Goiás, é um interlocutor frequente de Temer. O fato de serem do mesmo partido os aproxima.
O governador Marconi Perillo é consideradíssimo no Planalto. Temer dialoga com ele sobre assuntos administrativos e, também, políticos. Porque o tucano-chefe é um player político nacional.
A surpresa tem a ver com o senador Wilder Morais, que fala com frequência com o presidente Michel Temer. Os dois já mantiveram oito audiências e Temer sempre liga para o presidente do PP em Goiás.
O prefeito eleito de São Paulo, João Dória, tem confidenciado que um de seus mais produtivos interlocutores é o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). O tucano paulista afirma que o tucano goiano é o que mais lhe apresenta ideias para enxugar a máquina e torná-la mais eficiente.
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A gestão econômica do PT no governo federal ganha quase uma “biografia” no livro “Anatomia de um Desastre — Os Bastidores da Crise Econômica que Mergulhou o País na Pior Recessão da História” (Portifólio-Penguin, 264 páginas), dos jornalistas Claudia Safatle, do “Valor Econômico”, João Borges, editor de Economia da Globo News, e Ribamar Oliveira, repórter do “Valor”.
Numa crítica do livro para o jornal “Valor Econômico”, o economista Eduardo Giannetti pergunta se o Brasil está condenado “ao que Mario Henrique Simonsen chamou, em outro contexto, de nossa irrefreável vocação para o princípio da contraindução, segundo o qual ‘uma experiência que dá errado inúmeras vezes deve ser repetida até que dê certo?’”
Eduardo Giannetti frisa que “contas públicas equilibradas, inflação na meta e contas externas ajustadas deveriam ser tidos e tratados não como opções ideológicas, direita versus esquerda, mas como valores suprapartidários e patrimônio de todos os brasileiros”.
Leyla Perrone-Moisés é uma das mais brilhantes ensaístas brasileiras. No seu último livro “Mutações da Literatura no Século XXI” (Companhia das Letras, 295 páginas), enfrenta e explica muito bem obras dos principais escritores contemporâneos (não menciona Joyce Carol Oates). Ela examina, com leituras originais, Mario Vargas Llosa, Orhan Pamuk, J. M. Coetzee, W. G. Sebald, Bernardo Carvalho, Milan Kundera, Ricardo Lísias, Jonathan Franzen, Javier Marías, Wallace Foster, Gárcia Márquez, Ian McEwan, David Lodge, Evando Nascimento, Octavio Paz, Claude Simon, Colm Tóibín, Jeffrey Eugenides, Enrique Vila-Matas, entre outros. Analisa inclusive a crítica literária de alguns dos escritores, como Vargas Llosa, Pamuk e Kundera. Tem sempre o que dizer, embora se possa discordar de algumas análises. A crítica literária do peruano e do turco talvez seja menos ingênua do que a professora sugere.

