Por Euler de França Belém
O deputado federal Daniel Vilela deve se preocupar com Wesley Garcia, candidato a governador pelo Psol, que a cada debate o fustiga com a acusação de que o candidato do MDB nunca trabalhou nem tem carteira assinada.
Na semana passada, o candidato do PSDB a senador, Marconi Perillo, ouviu as menções de apoio de diversas associações: Associação Comercial de Anápolis, Associação de Hospitais Privados, Associação de Deficientes Físicos e Associação Down. Todos multiplicadores de votos. No caso da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade de Goiás (Ahpaceg), a entidade reúne 21 hospitais, que têm, juntos, 8 mil colaboradores.
Parte do MDB considera equivocada a orientação que o marqueteiro Jorcelino Braga passa a Daniel Vilela de ser agressivo nos debates e atacar principalmente o ex-governador Marconi Perillo de forma gratuita e grosseira. "É um equívoco estratégico, para dizer o mínimo", afirma um político ligado Maguito Vilela.
A atenção que Marconi Perillo sempre deu aos municípios garante apoio sólido entre prefeitos e vereadores à candidatura do ex-governador ao Senado. Em Aparecida de Goiânia, ele computa 21 dos 23 vereadores do município. Em Anápolis, 20 dos 23. E em Rio Verde, 18 dos 21 vereadores.
Justiça seja feita: a segurança pública em Goiás melhorou muito depois que Irapuan Costa Júnior assumiu a pasta. Discreto e eficiente, ele arrumou a casa e dando show de gestão.
Base do deputado federal diz que se trata de um apoio qualitativo
Prefeitos dizem que seu nome deveria ser Eliane Pinheiro dos Prefeitos
Conhecido como jornalista do Tempo Novo, o apresentador de televisão trocou de barco
O senador do DEM não precisa de adversários; seus aliados cumprem bem o papel
A tendência é que apenas um postulante supere a marca dos 170 mil votos. Trata-se de Delegado Waldir Soares
Legalista, José Eliton prefere uma campanha propositiva, sem ataques
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Reprodução[/caption]
O deputado estadual Lívio Luciano (Podemos) diz que, no momento, seu nome deveria ser mudado para Lívio “Viajante”. “Não paro e estou trabalhando cerca de 15 horas por dia”, afirma.
No seu périplo pelo interior, como candidato à reeleição, Lívio Luciano diz que “o cenário é cada vez mais pró-Ronaldo Caiado”. O candidato do DEM a governador, frisa o parlamentar, “está em ascensão, o que as pesquisas não estão conseguindo registrar. O mais fácil é encontrar eleitores de Caiado e o mais difícil é encontrar eleitores de seus adversários”.
Lívio Luciano afirma que “há uma conexão profunda entre os eleitores e Ronaldo Caiado. Há uma verdadeira sinergia. Falam que o clima é parecido com o de 1998, quando Marconi Perillo foi eleito pela primeira vez. Mas percebo que tem mais a ver com 1982, quando Iris Rezende foi eleito governador pela primeira vez”.
Quem viu a pílula aposta que seu efeito deverá ser letal e vai abalar a candidatura oposicionista
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Foto: Arquivo[/caption]
Candidato a senador, Luis Cesar Bueno, do PT, afirma que está trabalhando de 14 a 16 horas por dia. “Nas horas que sobram para dormir, sonho com política”, afirma o deputado estadual.
Suas visitas frequentes ao interior, Luis Cesar diz que percebe um “sentimento de indefinição a respeito da política de Goiás. Há uma ansiedade por mudança, mas é meio difuso, porque não se sabe efetivamente quem é capaz de ser o agente da mudança. Há um número grande de eleitores que vêm se abstendo de votar desde o pleito de 2010”.
Luis Cesar afirma que está notando uma mudança de rota, que é surpreendente. “Aqueles que não votavam estão ressurgindo e dizendo que vão votar em Jair Bolsonaro. A militância do capitão do Exército é fundamentalista e não parece afeita à democracia. Trata-se do grande perigo destas eleições.”
Uma característica do pleito deste ano, na análise de Luis Cesar, “é que o centro virou pó. Geraldo Alckmin, Ciro Gomes, Henrique Meirelles e, até, Marina Silva ‘dançaram’. A polarização se dará, em larga medida, entre Jair Bolsonaro, da direita radical, e Fernando Haddad, do PT”.
Inquirido sobre os motivos de o senador Ronaldo Caiado, candidato a governador pelo DEM, permanecer em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, Luis Cesar sugere que se deve a um maior tempo de exposição. “Caiado rodou mais o Estado, foi candidato a governador e a senador e, apesar de suas ligações anteriores, conseguiu descolar-se tanto do ex-governador Marconi Perillo e do governador José Eliton.”
Luis Cesar postula que o “problema” de José Eliton não é José Eliton. “A pedra no meio de seu caminho são os 20 anos do Tempo Novo que ficou tão ‘velho’ quanto o tempo de Iris Rezende. Não dá para carregar o legado de 20 anos e dizer que se é o agente da renovação”, assinala.
A tese de Luis Cesar é plausível: “Se Caiado não ganhar no segundo turno, pode-se preparar para ficar no Senado. No segundo turno, ele não ganha nem de José Eliton, nem de Daniel Vilela nem de Kátia Maria”. O deputado acredita que uma frente progressista sairá às ruas com o objetivo de derrotá-lo”.
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