Por Euler de França Belém

[caption id="attachment_131173" align="aligncenter" width="620"] Fotos: Arquivo[/caption]
Não deixa de ser curioso que a campanha eleitoral de 2018 nem começou e os grupos que apoiam Ronaldo Caiado, pré-candidato do DEM a governador, já estão discutindo a formação do secretariado.
Para a Secretaria de Saúde, quatro nomes começam a ser mencionados: Fátima Mrué (aposta de Iris Rezende), Zacharias Calil, Paulo Daher e Silvio Fernandes.
O prefeito de Catalão, Adib Elias, cobiça dois cargos: a presidência da Saneago ou a Secretaria de Segurança Pública.
O deputado José Nelto aposta que será secretário de Governo.
Os jornalistas Eduardo Horácio (aposta de José Nelto), Filemon Pereira e Erika Lettry são lembrados para a Comunicação. Mas nenhum está fazendo articulações.
Anna Vitória Caiado é cotada para a Casa Civil.
Paulinho da EPP é citado como possível chefe de gabinete.
Samuel Belchior, do MDB, é a principal aposta para a Secretaria das Cidades ou para a Agência de Habitação (Agehab).

[caption id="attachment_108827" align="aligncenter" width="620"] Wilder Morais | Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado[/caption]
Comenta-se que, para apoiar o candidato do DEM a governador, Ronaldo Caiado, o senador Wilder Morais só fez um pedido: quer ser secretário da Fazenda.
O “pedido”, se verdadeiro, sugere que Wilder Morais acredita mais — o que é lógico, a se aceitar as pesquisas de intenção de voto — na vitória de Ronaldo Caiado do que na sua.
A Secretaria da Fazenda é a mais poderosa do governo do Estado. Mas Wilder Morais possivelmente não tem noção do quão Ronaldo Caiado é centralizador. Se for eleito, vai indicar secretários, é claro, mas, na prática, será o secretário de todas as pastas. O secretário de Saúde — Fátima Mrué pode ser indicada pelo prefeito de Goiânia, Iris Rezende, embora os nomes do democrata sejam outros: Zacharias Calil, Silvio Fernandes e Paulo Daher — será, no caso de vitória do democrata, o próprio Caiado, que é médico.
Noutras palavras, o tiro de Wilder pode até ser pra cima, mas pode acabar atingindo seu pé.

[caption id="attachment_98252" align="aligncenter" width="620"] Fotos: Câmara dos Deputados[/caption]
Militantes do DEM contam, em tom jocoso, que toda vez que sai uma pesquisa de intenção de voto o senador Wilder Morais, do partido Democratas, suspira forte e diz: “Oh, que saudade de ser suplente do senador Demóstenes Torres”.
“Si non è vero, è ben trovato”, dirão os militantes do partido dos senadores Ronaldo Caiado e Wilder Morais.

O PP de Alexandre Baldy, o PTB de Jovair Arantes e o PSD de Thiago Peixoto estão na luta pela vice

[caption id="attachment_124993" align="aligncenter" width="620"] Foto: Jefferson-Rudy-Agência-Senado[/caption]
Pré-candidato a presidente pelo PSL, o deputado federal Jair Bolsonaro trabalhou, inicialmente, para ter um militar, notadamente um general, na sua vice. Seria um recado de que, com dois militares, seu governo seria mesmo duro. Ao mesmo tempo, se tentarem derrubá-lo — digamos com um impeachment —, a vice estaria garantida para um “político”, no caso militar, da linha dura.
Embora um militar não esteja descartado, políticos experimentados sugerem a Bolsonaro que convide um civil ou uma mulher para sua chapa — para torná-la mais suave ou palatável. No momento, embora seja cotada para disputar mandato de deputada federal — e até de governadora —, por São Paulo, a professora Janaína Paschoal, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, é um dos nomes mais cotados para ser vice do presidenciável do PSL.

[caption id="attachment_124440" align="aligncenter" width="620"] Fotos: Arquivo[/caption]
Criou-se o mito de que os evangélicos marchariam unidos na campanha do pré-candidato a governador pelo DEM, senador Ronaldo Caiado. Na verdade, os evangélicos, como em outras religiões, votam em candidatos de vários partidos.
A Assembleia de Deus esteve fechada 100% com Ronaldo Caiado? Nunca. Na semana passada, dois religiosos da Assembleia de Deus, um vinculado ao Ministério Vila Nova, disseram que, apesar das pressões, vão apoiar o candidato do PSDB a governador, José Eliton. Um deles é peremptório: “Não dá para deixar de bancar o candidato apoiado por Marconi Perillo. Ele foi o governador que mais bem tratou os evangélicos na história de Goiás. O mínimo que se pode dizer é que é respeitoso conosco”. Um dos pastores garante que José Eliton terá um voto silencioso na Assembleia de Deus. “Deve passar de 25%”, afirma. O ex-deputado estadual Daniel Messac (PTB), da Vila Nova, apoia o postulante tucano.
Daniel Vilela, pré-candidato do MDB a governador, conta, dizem pastores evangélicos, com pelo menos 35% do apoio da Assembleia de Deus. Entre seus articuladores estão o pastor Abigail Almeida e seu filho, Samuel Almeida, ex-deputado e ex-secretário da Prefeitura de Goiânia na atual gestão de Iris Rezende.
Ronaldo Caiado deve ter, segundo cálculo de pastores, cerca de 40% dos votos dos integrantes da Assembleia de Deus. É muito, mas bem menos do que o senador esperava inicialmente. Seu principal apoiador é Oídes José do Carmo, bispo respeitado na Assembleia de Deus.

[caption id="attachment_131160" align="aligncenter" width="620"] Fotos: Reprodução[/caption]
O pastor Abigail Almeida, uma das vozes mais autorizadas da Assembleia de Deus em Goiás, e seu filho, Samuel Almeida, vão declarar apoio ao pré-candidato do MDB a governador de Goiás, deputado federal Daniel Vilela, nesta semana.
Samuel Almeida foi presidente da Assembleia Legislativa de Goiás e secretário da atual gestão de Iris Rezende. Ele e o pai são figuras emblemáticas do meio evangélico em Goiás. O candidato do DEM a governador, Ronaldo Caiado, acreditava que levaria o passe da dupla. Mas Daniel Vilela e Iris Rezende articularam rápido e conquistaram o apoio dos dois líderes.

[caption id="attachment_100277" align="aligncenter" width="620"] Deputado federal João Campos (PRB) | Foto: Reprodução / Câmara Federal[/caption]
Nas redes sociais, o presidente do PRB em Goiás, deputado federal João Campos, esperneia e diz que, como principal líder do partido, pode dizer que não está definido apoio para o governador José Eliton, pré-candidato à reeleição pelo PSDB.
Apesar do esperneio, visto como tentativa de agradar o bispo Oídes José do Carmo, uma das figuras mais respeitáveis do meio evangélico em Goiás — o religioso apoia o senador Ronaldo Caiado (DEM) para governador —, João Campos terá de engolir em seco. Porque, ao contrário do que imaginam seus aliados, quem manda no PRB não é a Igreja Assembleia de Deus, e sim a Igreja Universal (leia-se Marcus Pereira, presidente nacional do partido e integrante da Universal).
Corre a informação, sobretudo nas igrejas Assembleia de Deus, de que João Campos vai ser um dos fundadores do partido que a Assembleia de Deus está projetando para representá-lo na política brasileira. O tempo dele no PRB está se esgotando. O pleito de 2018 deve ser o último disputado pelo partido. Quem viver, se quiser, verá... apesar de possíveis e pesarosos desmentidos.

[caption id="attachment_131163" align="alignleft" width="130"] Pastor Bertiê Magalhães [/caption]
Os evangélicos de Anápolis estão divididos. Uma parte fechou com o pré-candidato a governador pelo DEM, Ronaldo Caiado. Mas a maioria fez opção pelo apoio ao governador José Eliton, do PSDB, que postula a reeleição.
Pastores respeitados de Anápolis sinalizam que vão apoiar José Eliton por dois motivos. Eles avaliam que os governos de Marconi Perillo-José Eliton “fizeram muito” para o município e “valorizaram os evangélicos”.
[caption id="attachment_131164" align="alignright" width="99"]
Entre os evangélicos de peso que estão com José Eliton podem ser citados os pastores Bertiê Magalhães, da Assembleia de Deus-Madureira, Clarimundo César, da Assembleia de Deus-Anápolis, Washington Luiz Albuquerque, da Igreja Quadrangular, e Victor Hugo Queiroz, da Igreja Cristo Vida Nova. Eles representam pelo menos 70% do “PIB” evangélico de Anápolis.
[caption id="attachment_131165" align="aligncenter" width="620"]

Emedebistas estão decepcionados com a dupla ex-dinâmica Adib Elias e José Nelto

O articulador do programa de governo do pré-candidato do DEM a governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o economista Mauro Faiad, foi afastado, no início deste ano, da Superintendência de Inovação e Tecnologia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SED). O afastamento decorreu de suspeita de improbidade administrativa. O presidente do DEM vai mantê-lo na sua equipe.

Obra do doutor em História Andrew Traumann dinamita mitos sobre os colombianos (usam menos drogas do que brasileiros e americanos) e o país tem músicos eruditos como Villa-Lobos

Notícia plantada em jornal paulistano, a corte, é replicada por jornal goianiense, a colônia

O partido pode indicar o suplente de Marconi Perillo

Flávio Canedo afirma que em nenhum Magda Mofatto, “que tem estatura local e nacional”, quis ser suplente de Jorge Kajuru