Por Euler de França Belém

Encontramos 16236 resultados
Ronaldo Caiado apoia Iris Rezende para prefeito de Goiânia, mas não apoia Vanderlan Cardoso

Se Iris Rezende, do PMDB, e Vanderlan Cardoso, do PSB, forem candidatos a prefeito de Goiânia, em 2016, Ronaldo Caiado apoiará o primeiro. É o que dizem peemedebistas. Ronaldo Caiado quer o apoio de Iris Rezende para a disputa do governo do Estado de Goiás em 2018.

Em 2018 tende a ser eleito o candidato que se apresentar como continuidade de Marconi Perillo

Tese de peemedebistas, caiadistas e petistas: em 2018, sem Marconi Perillo na disputa pelo governo do Estado, todos os candidatos “são japonseses”. Tende a ganhar o que candidato que se apresentar como continuador do processo de modernização. Aquele se apresentar como agente da ruptura tende a ser derrotado. Marconi é como Lula da Silva no país. Um mito, ou quase um mito.

Prefeito Paulo Garcia pode trocar o PT pelo PMDB antes de setembro de 2015

Há quem aposte que, em setembro de 2015, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, pode trocar o PT pelo PMDB de Iris Rezende. Acredita-se que Paulo Garcia só não deixa o PT se Iris Rezende confirmar que não vai disputar a Prefeitura de Goiânia em 2016.

Agenor Mariano pode ser o candidato de Iris Rezende a prefeito de Goiânia

Iris Rezende pode surpreender e apoiar Agenor Mariano (PMDB) para prefeito de Goiânia. Agenor Mariano é vice de Paulo Garcia e, segundo aliados, tem mais tino administrativo, até por ser empresário. Ele foi secretário de Administração na gestão de Iris Rezende. Era considerado “eficiente” e “decidido”. Não fica só fazendo reuniões.

Marconi Perillo presenteia a presidente Dilma Rousseff com um quadro de Siron Franco

O hobby da presidente Dilma Rousseff é estudar sobre pintura. Sabe quase tudo sobre pintores internacionais e nacionais. Segundo um petista, o governador Marconi Perillo deu-lhe de presente um quadro de Siron Franco. A petista-chefe teria ficado extremamente contente e agradecida.

Paulo Garcia pode convocar Francisco Gedda para seu secretariado

O deputado estadual Francisco Gedda, derrotado na disputa da reeleição, é cotado para um assumir um cargo na Prefeitura de Goiânia ou na Prefeitura de Jataí. O prefeito da capital, Paulo Garcia, tem apreço por Francisco Gedda e por seu partido, o PTN.

Paulo Garcia pode convocar Francisco Gedda para seu secretariado

Há quem aposte que, em setembro de 2015, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, pode trocar o PT pelo PMDB de Iris Rezende. Acredita-se que Paulo Garcia só não deixa o PT se Iris Rezende confirmar que não vai disputar a Prefeitura de Goiânia em 2016.

Iris Rezende odeia o governador Marconi Perillo e peemedebistas odeiam Iris Araújo

De um peemedebista heterodoxo: “Iris Rezende odeia o governador Marconi Perillo e o PMDB odeia Iris Araújo”. Peemedebistas, embora avaliem que Iris Rezende está superado e que esta é a principal causa de sua derrota para governador — não seria ter poucos recursos financeiros, como sempre conclui, condescendente consigo mesmo, o peemedebista-chefe —, o respeitam. Mas não toleram nem conversar dois minutos com Iris Rezende. Há um ódio represado contra Iris Araújo que só agora está vindo à tona. Maguito Vilela, Humberto Machado, Marcelo Melo e Pedro Chaves querem ver o diabo, mas não querem cinco minutos de prosa com a deputada federal.

Escritor diz que Iris Rezende agora terá tempo para ler “O Pequeno Príncipe” e “Poliana Moça”

De um integrante da Academia Goiana de Letras: “Iris Rezende, aposentado e aos 81, finalmente terá tempo para ler ‘O Pequeno Príncipe’, ‘Poliana Moça’ e ‘Meu Pé de Laranja Lima’”. O escritor sugere, com a ironia, que Iris Rezende não é dado a leituras. Relatórios com mais de duas páginas o cansam. O peemedebista-chefe, segundo o escritor, cultiva a ignorância cultural. Talvez seja um excesso crítico do membro da AGL.

Joaquim Liminha diz que Vanderlan Cardoso deve ser candidato a prefeito de Goiânia e não teme Iris

O presidente do PSC, Joaquim Liminha, aposta que Vanderlan Cardoso deve ser candidato a prefeito de Goiânia. “E vai ganhar”, aposta. “Vanderlan não tem de dar satisfações a Iris Rezende sobre sua possível candidatura a prefeito de Goiânia.” Joaquim Liminha frisa que Goiânia “não é feudo de Iris Rezende. A capital não tem dono e Vanderlan Cardoso tem alto índice de aprovação entre seus eleitores”.

Jornal falseia realidade ao dizer que Iris Rezende está feliz depois de ser derrotado pela quarta vez

“O Popular” plantou uma nota, a pedido de iristas, garantindo que Iris Rezende estava “tranquilo” e, até, “feliz”. A informação é falsa. (A nota não deve ter sido feita por Jarbas Rodrigues Júnior, que sabe das coisas.) Parentes dizem que Iris Rezende, embora resignado, está “tristíssimo”. Frequentemente, pergunta-se porque foi “castigado quatro vezes seguidas por Deus”. Depois, menos exaltado, deixa de “culpar” Deus e passa a dizer que sua campanha não tinha recursos financeiros suficientes. Em nenhum momento Iris Rezende faz a autocrítica correta, assumindo que nada tem a ver com o eleitorado moderno de Goiás.

Iris Rezende não ganha eleições estaduais desde 1998

Iris Rezende não ganha eleições em disputas estaduais desde 1998. O peemedebista-chefe perdeu três eleições para governador — para Marconi Perillo — e uma eleição para senador. Conseguiu ser eleito prefeito de Goiânia duas vezes — e só.

Leonardo Fonseca trabalha para derrubar secretário da Saúde da Prefeitura de Rio Verde

O fogo amigo está cada vez mais cerrado na Secretaria da Saúde da Prefeitura de Rio Verde. O alvo é o secretário Francisco Barreto Filho. O atirador de elite seria, por vias indiretas, o secretário de Habitação, Leonardo Fonseca (PSD), vereador licenciado. Curiosamente, o pai de Leonardo Fonseca, Osvaldo Fonseca, é chefe de gabinete do deputado federal Heuler Cruvinel (PSD), mui amigo do prefeito Juraci Martins (PSD).

Regulação da mídia é nome pomposo da tentativa de o Estado controlar a liberdade de imprensa

Na “Carta a Edward War­rington”, de 16 de janeiro de 1787, o presidente Thomas Jefferson (1743-1826), escreveu: “Se dependesse de decisão minha termos um governo sem jornais ou jornais sem um governo, não hesitaria um momento em preferir a segunda alternativa”. Franklin Martins e Rui Falcão, mais petistas do que jornalistas, divergem de Jefferson, avaliado, quem sabe, como démodé. A dupla e seus aliados, usando como pretexto uma reportagem da “Veja” — que revela, baseada em depoimento do doleiro Alberto Youssef, que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula da Silva sabiam dos malfeitos no Petrobrás —, querem regular a mídia. Um parêntese: só o mais néscio dos nefelibatas pode acreditar que uma presidente da República, que recebe informações da Polícia Federal, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e de fontes variadas, não sabe, às vezes não detalhadamente, o que ocorre numa multinacional estatal gigante como a Petrobrás. Quem leu a matéria atenta e cautelosamente deve ter percebido que não é excessiva e, se diz que os petistas-chefes sabiam dos esquemas corruptos, não acrescenta que estavam ou estão envolvidos. Não há indícios de que Dilma Rousseff e Lula da Silva estejam envolvidos em falcatruas. Ao concentrar fogo na “Veja”, a militância petista escondeu que o jornal “Folha de S. Paulo” confirmou que, de fato, o doleiro havia dito que os dois petistas sabiam das práticas de bas-fond na Petrobrás. A “deixa” da “Veja” serviu para azeitar o projeto-vingança contra a imprensa que rejeita a tutela petista. Dilma Rousseff — que tende a ser mais moderada — rejeitava, na maior parte do primeiro mandato, e com isso contrariava os reds petistas, a regulação da mídia. Agora, irritada com a “Veja” e, na verdade, com a imprensa em geral — que, efetivamente, torceu pela vitória de Aécio Neves —, a presidente disse que vai mandar para o Congresso Nacional um projeto de regulação econômica da mídia. “Eu não vou regulamentar a mídia no sentido de interferir na liberdade de expressão. Eu vivi sob a ditadura e, por viver sob a ditadura, eu sei o imenso valor da liberdade de imprensa”, desconversou a presidente. Em tese, o projeto não visa censurar jornais e revistas e controlar sua linha editorial. Em tese. O petismo e a presidente sugerem que estão “preocupados” com oligopólios e monopólios, tipo Grupo Globo e, em Goiás, o Grupo Jaime Câmara. Na mesma cidade, os grupos não poderiam ter televisão, rádio e jornal, além de produtos jornalísticos na internet. Parece uma boa ideia e os pacóvios das províncias parecem aprová-la. Porém, do grego Aristóteles ao italiano Nicolau Maquiavel e ao britânico Thomas Hobbes, sabe-se que ideias que parecem positivas costumam às vezes esconder ou embutir ideias negativas. Grandes grupos de comunicação, monopolistas ou não, conseguiram descolar-se do controle do Estado e isto não agrada aqueles que avaliam que o Estado não é uma coisa pública, mas sim praticamente privada, de um partido político. Como conquistaram uma certa independência, por ter vínculos comerciais fortes com o mercado — quanto mais anúncios particulares na “Veja”, na “Época”, na “Folha”, no “Estadão”, em “O Globo”, e em quaisquer outros veículos, mais autonomia —, algumas publicações deixaram, há algum tempo, de ser o sorriso do poder e se tornaram, às vezes não vagamente, o sorriso da sociedade. Aos “controladores” do Estado, que o privatizaram politicamente, tal liberdade não agrada. O combate aos ditos “monopólios”, que agrada alguns veículos de comunicação dos Estados menos aquinhoados com recursos federais — fala-se numa atraente e ilusória regionalização da distribuição das verbas do governo de Dilma Rousseff —, além de acadêmicos das escolas de Comunicação do País, esconde, na verdade, um combate frontal àqueles veículos e empresas que escaparam aos tentáculos de polvo gigante do poder.

Editora Rocco vai relançar três obras do Nobel de Literatura Patrick Modiano em dezembro

Layout 1 A Editora Rocco publicou no Brasil os livros de Patrick Modiano “Ronda da Noite” (tradução de Herbert Daniel, 111 páginas) “Dora Bruder” (tradução de Márcia Cavalcanti Ribas Vieira, 113 páginas), “Do Mais Longe do Esquecimento” (tradução de Maria Helena Franco Martins, 118 páginas), “Uma Rua de Roma”, “Vila Triste” (tradução de Angela Melim, 145 páginas) e “Meninos Valentes” (tradução de Angela Melim, 157 páginas) e a Cosac Naify lançou “Filomena Firmeza” (Flávia Varella, 95 páginas). A Rocco vai relançar, em dezembro, “Ronda da Noite” (uma pesada história sobre colaboracionismo, delação e corrupção dos franceses durante a ocupação nazista na França), “Uma Rua de Roma” (deve ser “Na Rua das Lojas Escuras”, que li numa tradução de Ana Luísa Faria e Miguel Serras Pereira; a edição é da Relógio d’Água. É a história de um homem que tenta recuperar sua memória e reconstruir sua história. É um romance belíssimo) e “Dora Bruder” (romance belo e doloroso sobre uma vítima do nazismo na França; como há escassos dados sobre sua história, exceto que era jovem e rebelde, o narrador imagina, mas não de maneira esclarecedora, e sim elíptica, uma vida para a judia Dora Bruder). “Uma Rua de Roma” ganhou o prêmio Goncourt em 1978. Merecidamente. A Rocco revela, em seu site, que os livros vão ganhar novo projeto gráfico. O anterior é acanhado. Desde que Patrick Modiano ganhou o Nobel de Literatura, seus livros (esgotados na Rocco e livrarias) desapareceram dos sebos. Gastei 152 reais para comprar sete obras. Hoje, quando “Filomina Firmeza” é o único fácil de encontrar, não se acha nenhum volume por menos de 150 reais. Antes, adquiri pelo menos dois exemplares por 4 e 4,5 reais. O valor do frete foi maior. Horace Engdahl, da Academia Sueca, afirma que Patrick Modiano é “um Proust de nosso tempo”. Talvez seja um Proust minimalista e mais próximo do autor de “Em Busca do Tempo Perdido” devido à sua obsessão com a memória. Seus romances são pequenos, com pouco mais de 100 páginas. Sua prosa é rápida, feita de parágrafos curtos e sem concessões ao leitor, que, para absorvê-la da melhor maneira possível — e não se sabe se a percepção é completa —, precisa ler com atenção redobrada, como se fosse um leitor-participante. As lacunas — a literatura de Patrick Modiano é pródiga em lacunas — têm de ser preenchidas pela imaginação do leitor. Fica-se com a impressão de que se está andando ao lado das personagens (os narradores são as figuras centrais), numa espécie de ziguezague permanente. De algum modo, ficamos tão confusos com certa falsa de lógica da vida, no momento em que está ocorrendo ou sendo contada, quanto as personagens. O narrador de “Do Mais Longe do Esquecimento” anda com Jacqueline por Paris e Londres, parece apaixonado pela bela mulher, porém mal sabe quem ela é. Jacqueline, personagem moderna (é uma mulher livre) e enigmática, desaparece-e-aparece-e-desaparece. Sua obsessão? Ir para Maiorca, na Espanha. O motivo? Seria alguma segurança? Nem o narrador sabe direito. Portanto, há um quê de Henry James (quiçá a ambiguidade) e de Marcel Proust (a memória como vital para recuperar a essência e, também, as filigranas da vida, da história), mas a forma de relatar a história, até como se o autor (ou o narrador) não estivesse contando nada de muito interessante e como se nada estivesse acontecendo, é diferente da dos autores de “As Asas da Pomba” e de “Em Busca do Tempo Perdido”. Enquanto James e Proust são adeptos de uma prosa mais arrastada, Patrick Modiano prefere uma prosa veloz e sintética. A literatura de Patrick Modiano é de alta qualidade e a Academia Sueca acertou ao conceder-lhe o Prêmio Nobel de Literatura de 2014.