O presidente do PSD é cotado para ocupar um ministério num possível governo do tucano Aécio Neves

Exibindo goianesia01.jpg

[Deputado federal Vilmar Rocha com o prefeito de Goianésia, o tucano Jalles Fontoura]

O presidente do PSD em Goiás, deputado federal Vilmar Rocha, afirma que encerra um ciclo de sua vida política. Nesta semana, em reuniões com lideranças de Niquelândia, sua cidade natal, e Goianésia, seu principal reduto eleitoral, o parlamentar afirmou que, quando terminar seu mandato, no fim de janeiro de 2015, irá encerrar sua fase de representação na Câmara dos Deputados. “Minha primeira eleição para deputado federal foi em 1990, portanto, há 24 anos. Sou muito grato a todos que me ajudaram, me apoiaram e caminharam comigo ao longo desses anos, mas agora esse ciclo está encerrado. Não pretendo mais disputar eleição para deputado federal”, afirmou. Este ano, com uma votação apontada como extraordinária — teve mais votos do que o candidato do PMDB a governador, Iris Rezende, —, Vilmar Rocha concorreu a uma vaga ao Senado. Ele obteve mais de 1 milhão de votos. As pesquisas sugeriam que teria menos de 20% dos votos, mas as urnas provaram que conquistou quase 40% dos votos.

Nesses 24 anos, Vilmar Rocha exerceu cinco mandatos como deputado federal. Perdeu apenas uma eleição, em 2006, mesmo tendo sido mais bem votado do que cinco deputados eleitos. Naquele ano o DEM, partido do qual ele fazia parte, ficou sozinho nas eleições (lançando o procurador de justiça Demóstenes Torres para o governo) e não teve legenda para fazer dois deputados federais. Ronaldo Caiado foi o único eleito. Vilmar teve mais de 70 mil votos e ficou de fora.

“Encerro essa fase na minha trajetória, mas isso não significa que vou deixar a política. Estou apenas dizendo que não pretendo mais disputar eleição para deputado federal”, explicou Vilmar Rocha. “Vou continuar fazendo política, mesmo sem mandato. Vou ajudar o governador Marconi Perillo, caso seja reeleito. Vou influenciar e opinar no próximo governo dele. Até porque defendo um conceito de que quem ajuda a eleger ajuda a governar”, completou, acrescentando também que não sabe se irá ocupar cargo num próximo governo de Marconi Perillo. Embora não goste de discutir o assunto, sugerindo que vital mesmo é debater a campanha, o político goiano é cotado para o ministério de um possível governo de Aécio Neves.

Com o fim desse ciclo, o deputado federal passa o bastão, pelo menos em Goianésia, para o deputado reeleito Thiago Peixoto, também do PSD. “Sempre fui o representante de Goianésia na Câmara Federal. Em todas as eleições que disputei fui o mais bem votado aqui. Mas agora passo o bastão para o Thiago Peixoto. Ele foi o mais bem votado este ano e será o representante de vocês”, disse Vilmar em reunião com o prefeito Jalles Fontoura (PSDB), vereadores e lideranças políticas e comunitárias do município, na terça-feira, 21. “Mas continuarei ajudando Goianésia como puder, inclusive influenciando o governo, que hoje investe mais de R$ 300 milhões na cidade, com a construção do Ambulatório Médico Especializado (AME), do Credeq e na pavimentação de rodovias.”

Em relação ao futuro, Vilmar disse que ainda não definiu seus planos. “Mas vou continuar na política”, garantiu. “Quem tem mais de 1 milhão de votos não pode ir pra casa, em respeito a todos esses goianos que acreditaram em mim”, completou.

Ao afirmar que não irá mais disputar eleição para deputado e que continuará na política, Vilmar deixa claro que seu objetivo é disputar uma nova eleição majoritária. Senado em 2018, quando serão duas vagas? Prefeitura de Goiânia em 2016? Governo, já que ele demonstrou potencial eleitoral e sempre se manteve fiel ao governador e ao projeto da base aliada? “Ainda não sei. Vou avaliar e decidir depois que encerrar meu mandato como deputado federal”, respondeu. “A luta continua com um novo ciclo. Este primeiro foi muito bom, mas tenho certeza que o próximo será muito melhor.”