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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) usou o jatinho de Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master, para fazer campanha para o então presidente Jair Bolsonaro (PL) em pelo menos nove estados e no Distrito Federal. O parlamentar teria utilizado a aeronave durante dez dias do segundo turno para deslocar a caravana Juventude pelo Brasil que, além de Nikolas, tem o pastor Guilherme Batista como liderança. As informações são da colunista Malu Gaspar, do Jornal O Globo.
O objetivo era buscar votos em regiões onde Lula saiu na frente no primeiro turno para reverter o cenário na reta final.
Frequentador da Lagoinha, Nikolas aparece em foto nas redes sociais em frente ao Embraer 505 Phenom 300. Também aparecem no registro Batista, a esposa dele, Mariel, e a influenciadora cristã Jey Reis, responsável pela publicação.
“MISSÃO CUMPRIDA!!”, diz Jey na postagem. “ Em cinco dias rodamos todas as capitais do Nordeste com lotação máxima em todos os lugares!!! A oportunidade de viver isso com esse mega time, pregar e mostrar amor pelo nosso país foi inesquecível!!! AMAMOS JESUS E AMAMOS O BRASIL!!”, escreveu a influencer, que publicou ainda outra foto na porta do jatinho com a hashtag #juventudepelobrasil em Recife.
A aeronave tem capacidade para até dez passageiros e voou para todas as capitais do Nordeste, durante a caravana pró-Bolsonaro, e também para Brasília, no Vale do Jequitinhonha e no Triângulo Mineiro entre os dias 20 e 28 de outubro. As datas coincidem com eventos de campanha promovidos por Nikolas e Guilherme nas mesmas localidades.
Questionado pela reportagem, Nikolas confirmou as viagens no Embraer 505 Phenom 300, mas disse desconhecer que no avião pertencia a Daniel Vorcaro. O deputado afirmou ainda que viajou a convite do pasto Guilherme Batista, que não tratou de logística da caravana e que nem buscou saber quem financiava os voos.
Como não eram atos oficiais da campanha de Bolsonaro, o uso dos jatos não precisava ser declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A assessoria do pastor Guilherme Batista não respondeu até o fechamento da reportagem.
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O Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais (MPE-MG) entrou com denúncia contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) por veiculação de vídeo com ataques ao ex-prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, durante as eleições municipais de 2024.
O conteúdo, segundo o MP, divulgava informações falsas sobre um livro escrito por Fuad, caracterizando propaganda eleitoral irregular e difamação. Além de Nikolas, também são alvos da ação o deputado estadual Bruno Engler (PL), a ex-candidata a vice-prefeita Coronel Cláudia (PL) e a deputada estadual Delegada Sheila (PL-MG).
O MPE pede a suspensão dos direitos políticos dos envolvidos e pagamento de indenização por danos morais, a ser destinada a instituições de caridade, conforme desejo da família de Fuad — falecido em março de 2024.
Os denunciados não se manifestaram até o momento. O espaço segue aberto para que possam se posicionar sobre o caso.
Entenda
Durante o período eleitoral, Nikolas publicou um vídeo em que atacava o livro “Cobiça”, escrito por Fuad Noman em 2020. A obra de ficção narra a história de uma mulher que revisita seu passado no interior de Minas Gerais.
Em uma das passagens, há uma descrição fictícia de estupro coletivo de uma criança, o que motivou Nikolas a classificar o livro como "pornográfico". O parlamentar afirmou que “o problema é quando a ficção vira realidade” e sugeriu que o conteúdo da obra refletia a gestão do então prefeito.
Para o Ministério Público, Nikolas conectou de forma “leviana e injusta” uma obra literária a um fato real, disseminando desinformação com o intuito de prejudicar Fuad, que concorria à reeleição. Logo após a publicação do vídeo, a Justiça Eleitoral determinou a remoção imediata do conteúdo, acatando pedido de direito de resposta da campanha de Fuad.
A decisão classificou o vídeo como “descontextualizado, inverídico e prejudicial à imagem do candidato”. Mesmo assim, Nikolas ignorou a ordem judicial e, segundo o MP, publicou um novo vídeo repetindo as acusações e criticando a Justiça Eleitoral.
A atitude foi interpretada como um “ato doloso e persistente na prática delitiva”, reforçando o pedido de punição com a cassação dos direitos políticos.
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