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Um vazamento de água danificou centenas de livros no departamento de antiguidades egípcias do Museu do Louvre, em Paris. O incidente aconteceu no último dia 27 de novembro e afetou, ainda, os escritórios do departamento, que foram interditados.
De acordo com o site "Le Tribune de l'Art", que é especializado em artes, cerca de 400 obras raras foram afetadas devido às tubulações deterioradas. A reportagem ainda aponta que o setor tenta há anos obter recursos para proteger o acervo, sem sucesso. A situação expõe mais problemas na infraestrutura do local, que passou por um roubo milionário de joias no último dia 19 de outubro, após falhas de segurança.
O vice-presidente do Louvre, Francis Steinbock, disse ao canais de notícia francês BFM TV que o vazamento atingiu uma das três salas da biblioteca, danificando entre três a quatro centenas de livros, mas que a apuração correta da quantidade ainda está em andamento.
Ele afirmou que não se tratam de exemplares considerados preciosos, mas, sim, obras que são consultadas com certa frequência por egiptólogos. Steinbock reconheceu que o problema se arrasta há certo tempo e que os reparos estão previstos apenas para o terceiro trimestre de 2026.
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Esqueça os clichês de romances eróticos com protagonistas que parecem saídos de uma propaganda de perfume e cenas que soam como receitas instantâneas. A literatura sensual pode, e deve, ser provocadora, filosófica e emocionalmente complexa. Em 2025, a leitura quente não precisa ser rasa. Pensando nisso, selecionamos cinco obras que misturam erotismo com densidade literária, explorando temas como poder, identidade, submissão e liberdade. São livros que fazem o leitor suar e pensar: às vezes ao mesmo tempo.
Prepare a taça de vinho, coloque aquela playlist de jazz com R&B e mergulhe em histórias que vão muito além da tensão sexual. São narrativas que desafiam convenções, exploram os limites do desejo e deixam marcas profundas na mente e no corpo.
Esses cinco títulos provam que literatura erótica pode ser muito mais do que cenas explícitas. São obras que desafiam o leitor a refletir sobre os limites do corpo, da mente e das emoções. Em 2025, vale a pena trocar os romances rasos por narrativas que provocam, instigam e deixam marcas duradouras. E se alguém perguntar o que você está lendo, diga que é pela trama. A gente finge que acredita.
1. A História de O (1954), de Pauline Réage
Publicado sob pseudônimo, este clássico francês causou furor ao retratar a jornada de uma mulher que se entrega voluntariamente à submissão sexual. A protagonista, conhecida apenas como “O”, é levada a um castelo onde passa por rituais de dominação física e psicológica. O livro, que inspirou debates sobre feminismo, liberdade e identidade, foi escrito por Dominique Aury — uma intelectual francesa que revelou sua autoria apenas décadas depois.
- Tema central: submissão voluntária, amor e identidade
- Curiosidade: inspirou o documentário Écrivain d’O, que revela a história por trás da autora
- Onde ler: edição brasileira disponível na Amazon

2. O Amante (1984), de Marguerite Duras
Vencedor do Prêmio Goncourt, este romance autobiográfico narra o envolvimento entre uma adolescente francesa e um rico comerciante chinês na Indochina colonial. Com uma prosa fragmentada e poética, Duras explora o desejo, a desigualdade social e os conflitos familiares. A autora revisita suas memórias com melancolia e intensidade, transformando o erotismo em uma experiência existencial.
- Tema central: desejo proibido, memória e desigualdade
- Adaptação: virou filme em 1992, dirigido por Jean-Jacques Annaud
- Onde ler: edição atual disponível na Amazon

3. A Vênus das Peles (1870), de Leopold von Sacher-Masoch
Inspirado por experiências pessoais, este romance é considerado a origem do termo “masoquismo”. A história entre Severin e Wanda revela uma relação marcada pela dominação feminina e submissão masculina, explorando os limites entre prazer e dor. A obra é rica em referências clássicas e filosóficas, tornando-se um marco da literatura erótica europeia.
- Tema central: dominação, desejo e identidade
- Impacto: influenciou estudos sobre sexualidade e psicologia
- Onde ler: versão digital disponível na Amazon

4. Me Chame Pelo Seu Nome (2007), de André Aciman
Ambientado na Itália dos anos 1980, o romance acompanha o despertar sexual e emocional de Elio, um adolescente que se apaixona por um visitante americano. A narrativa é delicada, sensual e profundamente introspectiva, explorando o desejo homoafetivo com lirismo e honestidade. A obra inspirou o filme homônimo indicado ao Oscar, dirigido por Luca Guadagnino.
- Tema central: descoberta sexual, identidade e perda
- Destaque: considerado um dos romances LGBTQ+ mais sensíveis da literatura contemporânea
- Onde ler: edição brasileira pela Intrínseca

5. Paixão Simples (1992), de Annie Ernaux
Com apenas 64 páginas, Ernaux entrega uma narrativa crua e intensa sobre um caso com um homem casado. A autora, vencedora do Nobel de Literatura em 2022, disseca a obsessão amorosa com precisão cirúrgica, revelando como o desejo pode consumir a rotina, a razão e até a identidade.
- Tema central: obsessão, desejo e tempo
- Estilo: conciso, direto e profundamente emocional
- Onde ler: edição brasileira pela Fósforo

6. Pornô Chic (2014) – Hilda Hilst
A obra reúne os quatro títulos, totalmente ilustrados, e o inédito “Fragmento Pornográfico Rurale Fortuna Crítica" que aborda a polêmica fase erótica de Hilst. A leitura de Pornô Chic revela o quanto Hilst pode ser irônica, debochada e divertida sem perder o refinamento. Aos 60 anos, a autora expressou surpresa diante das críticas moralistas à suas "Adoráveis Bandalheiras".
A edição física pode ser encontrada na Amazon
- Tema central: sexualidade: pode ser adorável, perversa ou divertida
- Destaque: sexualidade tratada de forma irônica, debochada e divertida
- Onde ler: edição física pode ser encontrada na Amazon

7. A Casa dos Budas Ditosos – de João Ubaldo Ribeiro
É uma narrativa provocadora e bem-humorada que acompanha os relatos de uma senhora baiana de 68 anos sobre suas experiências sexuais ao longo da vida. Com linguagem direta e sem pudores, o livro desafia convenções sociais e morais, celebrando o prazer e a liberdade feminina. A obra faz parte da coleção “Plenos Pecados” e representa o pecado da luxúria, explorando o erotismo com inteligência, sarcasmo e uma dose generosa de irreverência.
• Tema central: luxúria e liberdade sexual feminina
• Destaque: narrativa ousada, íntima e cheia de ironia sobre os tabus do prazer
• Onde ler: edição física está disponível na Amazon

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