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Presidente dos EUA disse também que países prometeram enviar milhares de militares para uma força de estabilização autorizada pela ONU no território palestino
Os reféns israelenses que estavam sob poder do grupo terrorista Hamas começaram a ser libertados nesta segunda-feira. A operação faz parte de um acordo de cessar-fogo assinado entre Israel e o Hamas
Primeiro-ministro de Israel recebeu vaias de críticos da operação do país na Faixa de Gaza e foi aplaudido por alguns representantes presentes
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou, nesta quinta-feira, 7, que pretende ocupar toda a Faixa de Gaza ao fim da guerra, mas negou qualquer intenção de anexar o território ao Estado israelense. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em Tel Aviv, onde o líder israelense detalhou os próximos passos do governo em relação ao enclave palestino.
A Faixa de Gaza é um território palestino definido no mapa da ONU durante a criação do Estado de Israel, em 1948. Desde então, sua administração tem sido motivo de intensos conflitos e disputas geopolíticas.
Segundo Netanyahu, o plano inclui a criação de um órgão temporário para administrar Gaza após o conflito, com o controle sendo exercido pelas Forças Armadas israelenses até que haja condições para a formação de um governo local. Ele também anunciou a intenção de estabelecer um "perímetro de segurança" ao redor da região. “Não queremos ficar com Gaza, queremos um perímetro de segurança”, afirmou o premiê.
Em entrevista anterior à emissora norte-americana Fox News, Netanyahu reforçou que o objetivo é controlar o território, mas sem incorporá-lo oficialmente a Israel. “Pretendemos tomar o controle, mas não ficar com o território. Queremos criar um perímetro de segurança, mas não queremos governá-la”, disse.
A declaração provocou reação imediata do grupo palestino Hamas, que classificou o anúncio como um “golpe” às negociações de cessar-fogo. Segundo o grupo, Netanyahu estaria “sacrificando” os reféns em Gaza por interesses políticos próprios.
A emissora israelense i12 já havia antecipado, no início da semana, que Netanyahu planejava expandir a ofensiva militar até ocupar toda a Faixa de Gaza. A expectativa é que o premiê formalize o plano em reunião com seu gabinete ainda nesta quinta-feira.
No entanto, o plano enfrenta resistência dentro das próprias Forças Armadas. O chefe de gabinete militar já se manifestou contra a proposta e indicou que não pretende executá-la. Netanyahu, por sua vez, ameaçou demitir o comandante caso haja recusa.
Detalhes do plano
Os principais pontos do plano incluem a ocupação total da Faixa de Gaza por tropas israelenses; a administração temporária sob comando militar; a criação de um perímetro de segurança ao redor do território; e operações em áreas onde há suspeita de cativeiros de reféns.
A ideia de controlar Gaza não é nova. Em maio, Netanyahu já havia mencionado que a ocupação fazia parte de um “plano de vitória” na guerra. Durante visita à Casa Branca, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a sugerir que os EUA poderiam assumir o controle da região, realocar os moradores para países vizinhos e transformar Gaza em um destino turístico com resorts de luxo.
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A maioria das mortes ocorreu por ferimentos causados pelos ataques e por fome e desnutrição
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Embarcação com 12 passageiros navegava em direção à Faixa de Gaza. Além da ativista Greta Thunberg, o barco carregava Thiago Ávila, que foi candidato a deputado federal pelo PSOL em 2022
Sinwar foi morto em um confronto terrestre em Gaza, onde três membros do Hamas também morreram
Para aumentar o terror público, o porta-voz ainda sugeriu que o país deveria esperar mais ataques, agora que se aproxima o "aniversário do conflito". O primeiro ataque do Hamas, que deu origem aos demais atos, ocorreu no dia 7 de outubro de 2023.
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Por outro lado, levantamento mostra que maioria dos entrevistados classificaram como exagero a comparação do contra-ataque à Faixa de Gaza com os crimes nazista

