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A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, foram formalmente denunciados no Distrito Sul de Nova York. A informação foi divulgada em uma publicação nas redes sociais.
Segundo a procuradora-geral, Maduro "foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos, além de conspiração para posse de metralhadoras e artefatos destrutivos contra os Estados Unidos."
Além disso, o texto ainda traz que, em breve, o presidente venezuelano e sua esposa "enfrentarão a Justiça americana em solo americano, perante tribunais americanos. Em nome de todo o Departamento de Justiça dos EUA, agradeço ao presidente Trump por ter tido a coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano, assim como às forças militares que conduziram a missão que resultou na captura desses dois supostos narcotraficantes internacionais.”
Até o momento, não houve divulgação de documentos judiciais detalhando as denúncias, nem confirmação oficial sobre o local onde Maduro e Cilia Flores estariam detidos. O governo da Venezuela, por sua vez, afirma que não foi formalmente informado sobre o paradeiro do presidente e contesta as ações anunciadas por autoridades americanas.
Estados Unidos conduziram ataques de grande escala contra a Venezuela e que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados. Trump também disse que a ação foi realizada em conjunto com as forças de segurança americanas.
Em resposta ao comunicado de Trump, o governo venezuelano classificou o ataque como uma “agressão militar” e declarou estado de emergência em várias regiões do país. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou que Caracas ainda não tem informações confirmadas sobre o paradeiro de Maduro e da primeira-dama, exigindo do governo dos EUA uma prova de vida dos dois.
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Entretanto, o presidente americano não comentou para onde Maduro e a esposa foram levados. Mais detalhes da operação serão repassados em coletiva de imprensa marcada para as 13h, no horário de Brasília
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Presidente norte-americano disse ainda que usará “bastante violência” para resolver a situação em caso de violação do cessar-fogo com Israel na Faixa de Gaza
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em coletiva nesta segunda-feira, 20, que o Hamas será “erradicado” caso não cumpra ou viole o acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza. O pronunciamento vem após acusações mútuas entre Israel e Hamas sobre o descumprimento do plano de paz.
“Pela primeira vez na história, nós fizemos um acordo com o Hamas para que eles sejam muito bons. E eles vão se comportar. Eles vão ser gentis, e, se não, então, nós vamos erradicá-los, se precisarmos. Eles serão erradicados, e eles sabem disso”, pontuou o presidente dos EUA.
A acusação de Trump sobre Hamas sobre o descumprimento do acordo ocorre depois de Israel afirmar que o grupo não entregou todos os corpos de reféns. Do total de 28, apenas 12 foram entregues, segundo o exército israelenses.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chegou a bloquear a cidade de Rafah, principal passagem de ajuda humanitária para Gaza. Ele afirma que o percurso só será reaberto com a entrega de todos os corpos.
Ainda no pronunciamento, Trump foi enfático ao dizer que a organização palestina é hostil e teceu novas ameaças, alegando que, se o Hamas não se comprometer com o acordo, os EUA agirão com “bastante violência”.
“Este é um grupo violento. Você provavelmente notou nos últimos cem anos. Eles ficaram muito indisciplinados, eles fizeram coisas que não deveriam estar fazendo. E, se eles continuarem fazendo isso, então, nós vamos entrar e resolver isso, e isso vai acontecer muito rapidamente, e bastante violentamente, infelizmente”, afirmou.
Em resposta, o Hamas salientou que há dificuldade em encontrar e retirar os corpos devido aos escombros deixados na Faixa de Gaza.
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