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Paulo Guedes diz que invasões e divulgação de conversas particulares são tentativas de desestabilizar o governo
A tendência é pela escolha do mais votado, se o governador acatar a vontade dos “eleitores”. Mas pode optar pela renovação
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Ronaldo Caiado, Benedito Torres, Carlos Alberto e Aylton Vechi: com qualquer um deles, o Ministério Público estará bem representado | Fotos: reprodução/Leila Amaral[/caption]
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do DEM, é um político liberal — defende um Estado menor — e democrata. Há quem o avalie como “autoritário”, mas talvez seja mais firme e franco do que autoritário.
Uma característica dos líderes democráticos é respeitar o resultado das urnas e não há notícia de que, alguma vez, Ronaldo Caiado tenha desrespeitado a vontade dos eleitores. Na sexta-feira, 9, o Ministério Público de Goiás votou a escolha de seu procurador-geral de justiça. O atual procurador-geral, Benedito Torres, obteve 266 votos. O segundo colocado, Carlos Alberto, conquistou 212 votos. O terceiro, Aylton Vechi, recebeu 142 voto. Eles integram a lista tríplice que será enviada ao governador Ronaldo Caiado.
O governador poderá escolher qualquer um da lista tríplice. Pela democracia, o mais certo é a indicação de Benedito Torres — que é o preferido dos promotores e dos procuradores. Um repórter ouviu um comentário curioso de um caiadista: “Ronaldo pode optar pela renovação, considerando que Benedito Torres já é e já foi procurador-geral de justiça”. A renovação significa Carlos Alberto ou Aylton Vechi. Mas a escolha do terceiro, Aylton Vechi, poderia ser vista menos como renovação e mais como rejeição ao chamado “grupo” de Benedito Torres. Porque Carlos Alberto, o segundo colocado, é um de seus principais aliados. O caiadista avalia de modo diferente: “Ora, se o Ministério Público escolheu três, é democrático escolher qualquer um deles”.
O fato é que os três são moderados, competentes e íntegros. Com qualquer um deles, o Ministério Público de Goiás — tido como um dos melhores do país — estará bem representado.
Fabiana Pulcineli, de “O Popular”, é uma jornalista de primeira linha, de integridade inquestionável. Ela é sempre crítica. Por isso seus leitores estranharam quando informou que pretende processar aqueles que a criticam. Repórteres devem defender a liberdade de expressão para todos — não só para si.
Tudo indica que o espírito autoritário da “nova” sociedade brasileira, a que está produzindo Jair Bolsonaro e Fernando Haddad — nenhum deles símbolo do verdadeiro democrata —, está contaminando todos, até alguns dos melhores jornalistas do país. Nem se está falando de Fabiana Pulcineli, e sim do comportamento generalizado dos indivíduos, sobretudo nas redes sociais. Ressalte-se que a jornalista tem se comportado de maneira democrática com seus críticos. Até agora.
"Vivemos uma situação democrática e é isso que vai continuar sendo, com o apoio das nossas Forças Armadas”, disse Raul Jungmann
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Ministro da Defesa, Raul Jungmann | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil[/caption]
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que não existe qualquer possibilidade de intervenção militar no Brasil, por conta da crise política, conforme pregam alguns setores da sociedade e até militares da ativa. Segundo o ministro, as Forças Armadas estão em paz dentro dos quartéis.
Raul Jungmann participou neste sábado (21/10) da solenidade que marcou o fim das operações do Brasil na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), depois de 13 anos de atuação.
Após o evento, ele conversou com os jornalistas e garantiu que não há espaço para qualquer participação militar no país fora do que é determinado pela Constituição. As afirmações do ministro contrariam correntes políticas que pedem a volta do regime militar, caso a sociedade civil não resolva os impasses políticos e jurídicos.
“Existe paz e tranquilidade dentro dos quartéis e nas Forças Armadas. Resumo o que as Forças Armadas entendem para o momento da seguinte maneira: dentro da Constituição, tudo, fora da Constituição, absolutamente nada”, respondeu o ministro, que questionou a validade de uma intervenção para o país.
“Para que intervenção militar? Para resolver o problema da Previdência? Para resolver o problema democrático, que está resolvido? Para resolver o problema da inflação, que está sendo resolvido? Para resolver o problema do desemprego, que está caindo? Para que intervenção militar, se o Brasil está sendo passado a limpo? Temos a Lava Jato, que está punindo aqueles que são responsáveis pela corrupção.”
De acordo com o ministro, o país sairá desta fase fortalecido e salientou que a situação atual é de democracia. “Não existe nenhum tipo de possibilidade de qualquer intervenção militar, porque vivemos uma situação democrática e é isso que vai continuar sendo, com o apoio das nossas Forças Armadas”.
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