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A Polícia Federal (PF) realiza, nesta sexta-feira, 27, uma operação nacional para investigar possíveis práticas abusivas na formação de preços de combustíveis. A ação ocorre em Goiás e em outros 11 estados, além do Distrito Federal, com apoio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e de órgãos estaduais de defesa do consumidor.
A ofensiva, batizada de “Vem Diesel”, tem como objetivo identificar aumentos indevidos nas bombas, alinhamento de preços entre concorrentes e outras condutas que possam prejudicar o consumidor. As fiscalizações se concentram nas capitais dos estados envolvidos, incluindo Goiânia.
Segundo a PF, eventuais irregularidades encontradas durante as ações serão encaminhadas para investigação e possível responsabilização dos envolvidos.
Em Goiás, a movimentação ocorre em meio a uma sequência recente de aumentos nos preços, especialmente do diesel. Dados levantados por órgãos de fiscalização apontam variações significativas no estado, com o litro chegando a oscilar entre R$ 6,98 e R$ 8,69 em alguns municípios.
Setor aponta distribuidoras e cenário global
Representantes do setor de combustíveis afirmam que os reajustes não têm origem nos postos, mas sim nas etapas anteriores da cadeia. O presidente do Sindiposto Goiás, Márcio Andrade, afirmou que houve aumento expressivo nos valores praticados pelas distribuidoras.
“Houve casos de aumento de até R$ 2,50 no litro do diesel em um período de cerca de 10 dias nas distribuidoras”, declarou .
Segundo ele, os postos apenas repassam os custos e não têm margem para absorver os reajustes. “Esses aumentos não aconteceram nos postos; os postos foram consequência do aumento das distribuidoras”, disse .
O dirigente também relaciona a alta ao cenário internacional. “É uma questão mundial, o preço do petróleo está aumentando no mundo”, afirmou .
Outro fator apontado é a dependência de importações. De acordo com o setor, cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado, o que eleva os custos em momentos de valorização internacional do combustível.
Fiscalização e próximos passos
Em Goiás, o Procon estadual já havia iniciado ações de monitoramento antes da operação da PF. Entre os dias 23 e 25 de março, cerca de 60 postos foram notificados para apresentar esclarecimentos sobre os reajustes recentes.
A expectativa é que a operação nacional amplie o controle sobre a cadeia de combustíveis e produza um diagnóstico mais detalhado sobre possíveis irregularidades.
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Segundo a pesquisa da ANP, os valores médios para o combustível caíram em 14 estados e no Distrito Federal, subiram em nove e ficaram estáveis em três unidades federativas
Com a redução, o preço médio cobrado pela estatal no botijão de 13 kg passa a valer R$ 42,04, refletindo redução média de R$ 4,55.
Levantamentos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) dão conta de redução de 22% da gasolina no último mês e de 23% no etanol desde abril

