A ciência no auxílio à retomada

Marcos Arriel é diretor Científico e de Inovação da Fapeg, pertencente à carreira de Gestor Governamental do Estado de Goiás

A pesquisa científica e a inovação têm se mostrado fundamentais na busca da cura e na diminuição dos impactos causados pelo novo coronavírus. Para a retomada das atividades produtivas, certamente terão grande contribuição.

Pesquisadores demonstram que a Covid-19 vem produzindo impactos não apenas de ordem biomédica e epidemiológica, mas também impactos sociais e econômicos. Estimativas, até o momento, apontam que há no Brasil mais de 2,5 milhões de infectados e as mortes chegam a quase 100 mil pessoas.

O reflexo na atividade econômica e no emprego foi imediato. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve fechamento temporário ou definitivo de 1,3 milhão de empresas até meados de junho, quase todas micro, pequenas e médias. A coleta da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, divulgada pelo IBGE, estimou que, na semana de 3 a 9 de maio, ponto alto do distanciamento social, 16,6 milhões de trabalhadores estavam afastados de suas atividades, o equivalente a 19,8% da população ocupada. Esse número vem sendo reduzido, mas a preocupação ainda se faz necessária.

Governos, universidades, empresas, pesquisadores estão mobilizados no mundo todo para buscar soluções para o combate ao Covid-19 e trabalhando para a retomada da atividade econômica e recuperação no nível de ocupação da mão de obra.

No campo do combate à Covid-19, diagnósticos, fármacos e vacinas, que se mostram promissoras, foram e estão sendo desenvolvidos graças à contribuição de pesquisadores. Fazendo parte desse grande esforço mundial, em Goiás, o Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), mobilizou a comunidade da pesquisa e realizou uma convocação emergencial para receber propostas inovadoras para o enfrentamento e redução dos impactos da pandemia. Estão sendo fomentadas 13 pesquisas científicas que vão desde a prevenção, o diagnóstico, a busca por fármacos, os impactos emocionais, até a reabilitação de pacientes. Ao todo, serão investidos R$ 1,2 milhão para que os projetos sejam executados.

Com vistas a contribuir para a retomada da atividade produtiva e promover a geração de emprego e renda, o Governo estadual também ajustou sua estrutura administrativa com o objetivo de desenvolver soluções para os desafios que começam a surgir nesse segundo momento da pandemia do novo coronavírus. Diversas ações estão sendo gestadas dentro da nova estrutura administrativa estadual, e a ciência e a inovação podem contribuir. Por meio do trabalho da Fapeg, novas mobilizações dos agentes da pesquisa podem estimular o surgimento de soluções inovadoras, aproveitando o potencial de Goiás no enfrentamento de diversos desafios impostos pela pandemia.

Uma resposta para “A ciência no auxílio à retomada”

  1. Wagno Costa disse:

    Parabéns pelo artigo. A ciência e a inovação, é certamente o caminho mais tênue para a retomada das atividades econômicas. O estado, neste momento especial deve evidar todos os esforços possíveis para prover essas ações. É urgente!!!!

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