Pedro Moura

A poucos dias de assumir a Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem fortalecendo alianças para governar pelos próximos quatro anos. Nesta terça-feira, 8, por exemplo, a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, confirmou o convite para que o MDB integre a equipe de transição para o governo de Lula. Além disso, a petista também anunciou que o PSD irá integrar a equipe do político.

O convite agradou não só as lideranças nacionais, mas também os representantes das siglas regionais. O deputado federal Ismael Alexandrino (PSD), por exemplo, explicou que o partido ficou contente pelo reconhecimento e que o estado ‘só tem a ganhar’ com a parceria, visto que o PSD é conhecido por ser um bom negociador.

“Ser lembrado por qualquer governante dá um tom de capacidade para agregar. Queremos auxiliar para trazer recursos para Goiás, para a área da saúde e também para outras áreas. O estado vai precisar bastante de recurso, principalmente devido à queda do ICMS do petróleo”, disse.

O deputado disse ainda que o partido irá realizar uma reunião na noite desta terça-feira para debater sobre a nova aliança com o governo Lula. A discussão contará com a presença de todos os deputados eleitos, a pedido do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

Mais espaço

Já o deputado federal Célio Silveira (MDB), acredita que a sigla terá mais espaço com o novo governo, o que não ocorreu durante os quatro anos em que Jair Bolsonaro (PL) esteve à frente do poder. Ele também afirma que, independentemente do presidente, o partido irá lutar pelo País e pela população menos favorecida.

“Vamos reunir com a direção do partido. A nossa conduta é a favor do Brasil, votar aquilo que for bom. Aquilo que a gente ver que não vai favorecer o País, que vai prejudicar a maioria dos que mais precisa, certamente vamos ter um olhar mais crítico”, concluiu