O Partido da Mulher Brasileira (PMB) abriu um processo de expulsão sumária contra o presidente estadual do partido, Santana Pires, na sexta-feira, 31. O diretório nacional deu prazo de cinco dias para que ele se defendesse. Ao Jornal Opção, nesta quarta-feira, 5, o dirigente partidário informou que não foi notificado pela legenda.

Na ata do diretório nacional do PMB, que o Jornal Opção teve acesso, é narrado que quando Pires foi destituído da Presidência da comissão provisória em Goiás, ele teria ameaçado verbalmente membros do partido nacional, com sede no Rio de Janeiro, para onde disse que mandaria o Primeiro Comando da Capital (PCC) matar todos.

“A presidente relata que no momento acreditou ser somente uma bravata, mas ocorreu que o jornal Estadão, publicou no dia 30 de maio de 2024, umas matéria apontando o elo do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), com o PCC, e que a esposa do filiado é vice-presidente nacional do PRTB, levando este conselho a acreditar que não seria somente uma bravata”.

Embora reforçou que não teve conhecimento de qualquer posicionamento do partido, Pires disse que o fórum sobre a situação dele é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corte lhe restituiu o cargo de presidente da comissão provisória até o fim do mandato, em fevereiro de 2025.

Ajuda financeira

Pires ressaltou que até janeiro realizou várias transferências financeiras ao PMB. De acordo com ele, os repasses eram para a manutenção do partido, que não recebe fundo partidário. O dirigente inclusive enviou para a reportagem vários comprovantes de transferências.

Em relação às acusações, como de agressão verbal a uma servidora pública da Câmara de Goiânia, citada também na ata do PMB nacional, Pires salientou que o episódio não gerou nem ocorrência na polícia.

Ata da direção nacional:

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