O Orum Aiyê Quilombo Cultural recebe, entre os dias 11 e 14 de junho, a segunda etapa da programação do Festival Agun Corpo Território, evento que reúne artistas de Goiás e de outros estados em uma agenda gratuita dedicada às danças negras, artes visuais, cultura ballroom, formação artística e debates sobre identidade e territorialidade. Os ingressos devem ser retirados previamente pela plataforma Sympla.

Realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult-GO), o festival foi idealizado pelo Orum Aiyê Quilombo Cultural e propõe uma imersão em linguagens que dialogam com matrizes africanas, afro-brasileiras e urbanas.

A programação tem início na quarta-feira, 11, às 20 horas, com a apresentação do espetáculo Abayomi, da Odu Companhia de Dança, do Maranhão. Na quinta-feira, 12, a programação inclui a oficina “Olha o Bonde Passando”, ministrada pelo artista Debondee, do Rio de Janeiro, às 14 horas. À noite, às 20 horas, será apresentado o espetáculo Dembwa, dos artistas Marcos Ferreira e Ruan Wills, da Bahia.

No sábado, 13, o festival promove uma roda de conversa sobre danças negras e territórios, às 14 horas, seguida da oficina de Vogue Femme, ministrada por Gleyde Lopes, às 16 horas. A programação do dia será encerrada com a Agun Kiki Ball, evento inspirado na cultura ballroom e voltado à comunidade LGBTQIAPN+.

Já no domingo, 14, as atividades começam às 10 horas com uma oficina de jongo ministrada por Gil Tobias, do Distrito Federal. Às 17 horas, o espetáculo Debandada, de Debondee, será apresentado no Parque Leolídio Ramos, no Goiânia 2. O encerramento ocorre às 19 horas, de volta ao Orum Aiyê, com baile comandado pela DJ Evely Cristina, de São Paulo.

Agun significa comunidade

A palavra “Agun” tem origem na língua Fon, falada no Benim, e significa “comunidade”. Segundo o produtor Marcelo Marques, o conceito sintetiza a proposta do festival. “Queremos promover uma imersão profunda em linguagens que cruzam a dança africana, afro-brasileira e urbana, transformando Goiânia em um epicentro de diálogo ancestral”, afirma.

A organização também destaca o caráter político e artístico do evento. Para Raquel Rocha, integrante da equipe realizadora, o festival busca fortalecer o protagonismo negro na produção cultural. “O Festival Agun é uma celebração da nossa sobrevivência e da nossa beleza. É o momento em que artistas negros assumem o papel de agentes de sua própria história, transformando o palco em um território de confluência e poder”, diz.

Exposição reúne artistas de diferentes estados

Além das apresentações e oficinas, o festival conta com uma exposição de videodança e fotografia, com curadoria de Raquel Rocha. A mostra reúne trabalhos de artistas de Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Pará, abordando o corpo negro como espaço de criação, resistência e transformação.

Entre as obras expostas estão Sangoma, do Coletivo Heranças do Corpo; Candonga, de Maxmiler Junio; Escuta, de Ìwà Sùúrù; além de trabalhos fotográficos de Ed Gonçalves e Mayara Varalho e da obra AfroX – Gangart.

Serviço

Festival Agun Corpo Território de Dança Negra

Data: 11 a 14 de junho
Local: Orum Aiyê Quilombo Cultural, Residencial Nossa Morada, Goiânia

Programação:

  • 11/6, às 20h – Abayomi (Odu Companhia de Dança – MA)
  • 12/6, às 14h – Oficina “Olha o Bonde Passando” (Debondee – RJ)
  • 12/6, às 20h – Dembwa (Marcos Ferreira e Ruan Wills – BA)
  • 13/6, às 14h – Roda de conversa sobre danças negras e territórios
  • 13/6, às 16h – Oficina de Vogue Femme com Gleyde Lopes (GO)
  • 13/6, às 20h – Agun Kiki Ball
  • 14/6, às 10h – Oficina de Jongo com Gil Tobias (DF)
  • 14/6, às 17h – Debandada (Parque Leolídio Ramos, Goiânia 2)
  • 14/6, às 19h – Baile do Orum com DJ Evely Cristina (SP)

Entrada gratuita, mediante retirada de ingressos pela Sympla.

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