Horta de Dona Íris tem muito populismo e pouco retorno social

Vereador critica prioridades da Prefeitura de Goiânia, que deixa de fornecer medicamentos e merenda a crianças

Foto: Divulgação

O secretário de Finanças de Goiânia, Oseias Pacheco, esteve na Câmara Municipal na manhã desta quarta-feira (19/4), a convite do vereador Elias Vaz (PSB), para esclarecer dúvidas dos vereadores sobre a situação das contas da prefeitura. Entre os questionamentos, estava o porquê e os custos da instalação de horta comunitária no Paço Municipal.

Quem levantou a questão foi o vereador Zander Fábio (PEN), que questionou o quanto a prefeitura investiu na horta. Para ele, um projeto do tipo em meio à situação da administração de Iris Rezende (PMDB) é dispensável. “Estamos sem pagar até as creches filantrópicas, mas o secretário não soube dizer nem se foram utilizados verba e mão de obra da prefeitura”, disse.

A horta, anunciada com festa e carro de som pela primeira dama, Íris Araújo (PMDB), foi inaugurada menos de um mês depois de o vereador Jorge Kajuru (PRP) denunciar que as crianças de várias escolas goianienses estão recebendo como merenda apenas arroz e feijão, enquanto em outras, elas comem três bolachas para a refeição.

O principal produto da horta são alfaces, produtos que perecem rapidamente e custam bem menos, por exemplo, que um saco de arroz ou um quilo de carne, além de não serem os mais urgentes produtos na lista do mês da maioria das famílias.

Segundo o diretor de Abastecimento de Agricultura Familiar da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Ciência e Tecnologia (Sedetec), Rodrigo Miranda, a horta foi feita com parcerias da prefeitura com a Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa) e doações. Justo. Por que, então, a prefeitura não faz parcerias parecidas para entregar alimentos básicos, como arroz, feijão e carne, à população?

Desde que Iris assumiu a Prefeitura, o Jornal Opção vem denunciando a atuação direta de Dona Íris, que não tem nenhum cargo oficial, no Paço Municipal. Mesmo sem ser secretária, foi ela quem criou e quem protagonizou a entrega da horta.

Vereadores e outros políticos, inclusive do próprio PMDB, a acusam de usar o cargo do marido para se autopromover e fazer campanha para as eleições de 2018. No Flickr da prefeitura, ela aparece em várias fotos recebendo a população para atender suas demandas – e as denúncias dão conta de que ela estaria inclusive despachando e nomeando secretários no Paço.

De qualquer forma, a análise de Zander procede: Por que a prefeitura prefere fazer projetos de vitrine para Íris Araújo em vez de aplicar seus recursos e esforços para entregar ao goianiense a tão prometida “melhor administração” da vida de Iris, solucionando a questão das creches, dos médicos, da insulina e outras denúncias que vêm sendo feitas nesses quatro meses de gestão?

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