A influenciadora Virgínia Fonseca voltou a compartilhar com seus seguidores detalhes sobre os cuidados estéticos realizados na região dos glúteos. Ela contou que passou a receber elogios pela aparência do bumbum e mostrou a evolução de um tratamento feito com o médico Roberto Chacur, especialista em celulite e contorno corporal.  

O protocolo escolhido foi o GoldIncision, técnica desenvolvida para tratar irregularidades associadas à celulite por meio da liberação dos septos fibrosos e estímulos voltados à produção de colágeno.  

Virgínia já havia recorrido ao procedimento antes do carnaval, quando se preparava para estrear como rainha de bateria da Grande Rio em 2026, e voltou a realizar sessões antes de viajar para a Europa, com o objetivo de chegar ao verão europeu com o resultado desejado. 

O caso da influenciadora reforça a tendência de buscar resultados que vão além do aumento de volume, priorizando também textura e qualidade da pele. Sobre esse assunto, o dermatologista Flégon David, especialista em estética facial e corporal, aponta os benefícios funcionais da harmonização glútea.  

Segundo ele, o procedimento pode melhorar não apenas o formato e a proporção da região, mas também corrigir assimetrias e contribuir para a saúde muscular, favorecendo mobilidade e desempenho físico.  

O médico ressalta ainda que a associação com técnicas de bioestimulação de colágeno potencializa os resultados, tornando-os mais duradouros e impactando positivamente tanto o bem-estar físico quanto o emocional dos pacientes. 

O dermatologista explica que o procedimento é indicado para diferentes perfis de pacientes. Ele afirma que pode ser realizado em pessoas jovens e também em pacientes mais maduros, homens ou mulheres, que desejam melhorar a harmonia da região glútea, seja relacionada ao aumento de volume, à melhora do formato ou à qualidade da pele e da flacidez.  

O especialista acrescenta que a técnica também corrige depressões como a trocantérica, que costuma incomodar principalmente mulheres. Em pacientes mais velhos, o tratamento traz benefícios adicionais, já que o aumento do volume contribui para a funcionalidade do grupo muscular, favorecendo mobilidade e desempenho físico. 

Resultados perceptíveis

Segundo ele, os resultados são perceptíveis logo após a aplicação, especialmente no que diz respeito ao volume e formato da região. O médico aponta que a firmeza e a melhora da textura da pele tornam-se mais evidentes a partir do primeiro mês, devido à produção natural de colágeno.  

Flégon ressalta que, quando a técnica é associada à bioestimulação de colágeno, os resultados se tornam ainda mais duradouros. Ele explica que a aplicação de substâncias bioestimuladoras nas camadas superficiais da pele e subcutânea potencializa os efeitos. Além de remodelar o contorno corporal, a harmonização glútea contribui para o bem-estar geral.  

O especialista afirma que a definição de saúde envolve não apenas o bem-estar físico, mas também o mental, e que a melhora estética proporcionada pelo procedimento auxilia na manutenção da autoestima e do equilíbrio emocional, além de promover melhor proporção para a região inferior do corpo. 

Alertas

O dermatologista alerta para os cuidados necessários na aplicação do ácido hialurônico. Ele explica que o produto é seguro e biocompatível, mas precisa se integrar adequadamente ao tecido. Na região glútea, o trabalho é feito no plano subcutâneo, entre o músculo e as camadas mais superficiais da pele.  

Quando volumes maiores são injetados antes da completa integração, pode ocorrer acúmulo de grandes quantidades do produto, aumentando a possibilidade de complicações. Esse risco depende da técnica utilizada, como o número de pertuitos para entrada da cânula, a quantidade de passagens e o grau de descolamento dos tecidos. 

O médico reforça que o procedimento não deve ser banalizado. Embora seja seguro quando corretamente indicado e executado, precisa ser realizado por profissional experiente e habilitado, com profundo conhecimento da anatomia da região.  

Ele acrescenta que, em pacientes com baixo percentual de gordura, a camada subcutânea pode ser mais fina e, se o plano correto não for respeitado, há risco de grandes volumes atingirem o plano muscular.  

Flégon David observa que ainda existem poucos estudos avaliando a segurança da aplicação de grandes quantidades de ácido hialurônico no plano intramuscular, o que exige cautela. 

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