Vídeo: bolsonaristas veem acampamento indígena e dizem que já é concentração para 7/9

Apoiadores do presidente se maravilham com quantidade de barracas na Esplanada dos Ministérios, mas mobilização é por julgamento de demarcação de terras 

A bolha bolsonarista está empolgada com a manifestação do dia 7 de setembro, em que os apoiadores do presidente da República prometem dar um ultimato ao Congresso e ao Supremo Tribunal Federal (STF), tanto pela exigência do voto impresso como do impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. 

O apelo à participação tem causado “confusão” em alguns militantes. Neste domingo, começou uma concentração de indígenas e apoiadores da causa dos povos originários na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Na quarta-feira, 25, está previsto o julgamento da tese do “marco temporal”, segundo a qual só poderiam ser demarcadas como indígenas as terras já ocupadas até 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição, ou se ficar comprovado conflito pela posse.

Caravanas chegam de aldeias de todo o País para acompanhar o julgamento. Por desconhecimento, empolgação ou “esperteza” mesmo, um apoiador das manifestações bolsonaristas julgou que a movimentação já era de gente chegando, com mais de duas semanas de antecedência, para o protesto da extrema-direita.

Admirado com toda a estrutura do acampamento, em determinados momentos do vídeo, ele nota a presença dos índios. “Tem muito indígena aqui, muito, muito”, observa.

Veja o vídeo:

Em outro vídeo, mais curto, mas com os dizeres “07/09 será gigante em Brasília”, uma mulher diz:

“Isso a Globo não mostra! Começou cedo a invasão do Planalto! Praça dos Três Poderes!”.

Na verdade, ela se enganou quanto à mobilização, mas também não acertou a localização: a concentração era nas proximidades do Teatro Nacional, na Praça da Cidadania, em Brasília.  Veja o vídeo:

Podem ser apenas confusão e empolgação exagerada? Acontece, mas certamente para a repercussão nas mídias, redes sociais e grupos de conversação bolsonaristas, a versão importa mais do que a realidade.

Steve Bannon, que fundamentou esse tipo de estratégia já para a campanha de Donald Trump à Presidência em 2016, com certeza aprovará.

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