Vereadores questionam secretário sobre suposta afirmação de que eles “teriam seu preço”

Segundo Paulo Magalhães (PSD), Samuel Almeida teria sugerido que parlamentares têm seus interesses e iriam apoiar Iris quando o prefeito precisasse deles

Por Larissa Quixabeira e Bruna Aidar

A crise da relação entre o Executivo e o Legislativo em Goiânia ganha mais um capítulo nesta quarta-feira (3/5). Durante sessão plenária, um grupo de vereadores apresentou requerimento para que o secretário de Governo, Samuel Almeida, dê explicações sobre suposta declaração feita ao vereador Paulo Magalhães (PSD) de que os vereadores teriam “seus interesses” e poderiam ser convencidos a apoiar Iris.

Paulo, que sempre foi aliado do prefeito Iris Rezende (PMDB), mas ultimamente tem se queixado do tratamento do decano para com os vereadores, relatou que na última terça-feira (2) foi ao gabinete do secretário, segundo ele para “abrir diálogo” e “passar a limpo” a questão da composição da base aliada.

Em entrevista ao Jornal Opção, Magalhães contou que foi ao gabinete do secretário “alertar” que, do jeito que está, o prefeito não conseguiria aprovar matérias importantes no Legislativo quando as mesmas forem encaminhadas. Em resposta, o secretário teria falado sobre sua experiência política como ex-deputado e disse que na “hora certa saberá conversar com cada vereador”.

Para o vereador do PSD, mesmo que ele não tenha dito com essas palavras, o “tom da conversa” deu a entender que os vereadores “teriam seu preço”. Segundo ele, a audiência com Samuel foi “conturbada” e interrompida diversas vezes. Ainda durante a sessão da Câmara, o secretário ligou para os vereadores Juarez Lopes (PRTB) e Kajuru e negou ter feito a afirmação.

Kajuru, que foi quem fez o requerimento, disse que Samuel ameaçou processar Paulo por “inventar” a história. “Agora, independente da aprovação ou não do requerimento, vou entrar na Justiça com uma ação contra Samuel Almeida para que ele esclareça esses fatos”, disse ele.

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