Sabrina Garcêz acusou o secretário municipal de educação de fechar turmas para economizar dinheiro

Vereadora Sabrina Garcêz | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

A vereadora Sabrina Garcêz (PTB) declarou em sessão plenária da Câmara dos vereadores de Goiânia, nesta terça-feira, 9, que recebeu em seu gabinete, no dia anterior, uma comissão de professores da rede pública municipal preocupados com fechamento de 20 salas de aula do Eaja, pelo secretário municipal de educação  Marcelo Ferreira da Costa. A Secretaria Municipal de Educação (SME) rebate que não houve fechamento, mas recondução.

A parlamentar diz que o Eaja é a escola para jovens e adultos do município, e atende aquelas pessoas que deveriam ter recebido o acesso à educação, mas que na infância não tiveram oportunidade de estudar. “Uma violência do poder público para com essas pessoas mais simples”, declarou Sabrina.

A vereadora afirmou ainda, que foi ao encontro do secretário, onde foi informada que essas salas de aula foram fechadas porque tinham uma média de três a quatro alunos. Sabrina pontuou que esteve presente pessoalmente em duas destas salas, e constatou que havia mais de 15 alunos em cada.

Sabrina reitera durante sua fala que existe uma parceria da rede pública municipal com a Universidade Federal de Goiás (UFG), e, portanto, o único gasto que a prefeitura tinha, era com a manutenção de professores em sala de aula, já que toda a estrutura seria cedida pela UFG. E lamentou: “O secretário, simplesmente, em abril, resolve fechar vinte salas de ensino para jovens e adultos, em Goiânia, causando um transtorno para alunos e servidores”.

“A maioria dos alunos com quem conversei são mulheres. Mulheres que tiveram que deixar seus estudos, quando crianças, para ajudar a cuidar do pai, da família, depois do marido, dos filhos. E agora, depois dos sessenta anos de idade, elas encontraram oportunidade de serem alfabetizadas e terem o mínimo de dignidade”, reforça a vereadora, que cita ainda, outras classes prejudicadas pelo fechamento das turmas, como os trabalhadores da Comurg, integrantes do lar das mulheres surdas, e do lar dos idosos.

Sabrina finaliza sua fala dizendo que os fechamentos aconteceram com o objetivo de economizar dinheiro, e enfatiza: “Com educação não se economiza, não se brinca! Peço apoio dos vereadores e vamos tentar reverter essa situação”.

A Secretaria Municipal de Educação entrou em contato com o Jornal Opção e enviou nota reforçando que a SME apenas reconduziu alunos. Confira a nota:


A Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME) esclarece não ter havido fechamento de turmas na modalidade Educação de Adolescentes, Jovens e Adultos (Eaja), mas uma recondução de alunos após abertura do período de matrículas. A Pasta aponta fazer ajustes nos espaços com pouca demanda e, visando otimizar o atendimento, procedeu com a transferência dos estudantes neles matriculados para unidades escolares próximas.

A SME destaca que o remanejamento foi feito sem prejuízo aos alunos atendidos, tendo em vista que as aulas são oferecidas em unidades escolares adequadas para sua oferta. A Pasta frisa, inclusive, que a rede possui mais de 300 salas direcionadas para Eaja em funcionamento, dotadas de estrutura que proporcionam a vivência pedagógica planejada para a modalidade.