Vereadora de Goiânia propõe criação de Medalha Olavo de Carvalho a intelectuais

Matéria ainda está em fase inicial de trâmite na Casa Legislativa e deve passar por apreciação em comissões para ser votada pelos vereadores em Plenário

A vereadora Gabriela Rodart (PTB) protocolou um projeto de resolução que cria a Medalha Olavo de Carvalho. A comenda que leva o nome do autor de livros como “O Mínimo que Você Precisa Saber para Não Ser um Idiota” e guru bolsonarista seria entregue a filósofos, intelectuais da Capital, além de educadores. A matéria ainda está em fase inicial de trâmite na Casa Legislativa e deve passar por apreciação em comissões para ser votada pelos vereadores em Plenário.

O projeto prevê que as medalhas sejam outorgadas durante a semana do dia 16 de agosto para comemorações do Dia do Filósofo. Além disso, considera educador todo aquele que educa, não necessariamente tendo vínculo com rede pública ou privada de ensino, e como filósofo “aquele que ama a sabedoria e a Verdade”, não sujeito a aprovação acadêmica.

A parlamentar lista o currículo de Olavo de Carvalho como justificativa para a entrega da medalha a intelectuais, educadores e filósofos goianienses. A parlamentar diz que o escritor defendia a interioridade humana contra a “tirania da autoridade coletiva”, sobretudo quando escorada numa “ideologia científica”.

“Contrastando com a imagem de rancoroso ferrabrás que seus adversários quiseram sobrepor à sua figura autêntica, Olavo de Carvalho é reconhecido (…) como homem de temperamento equilibrado e calmo mesmo nas situações mais difíceis, e como alma generosa capaz de levar às últimas consequências (…) o dom de amar, socorrer e perdoar”, diz o texto.

Confira detalhes aqui.

Guru do bolsonarismo

Considerado guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho morreu no dia 24 de janeiro, na Virgínia (EUA), onde estava hospitalizado. Discípulos dele chegaram a integrar o governo Jair Bolsonaro (PL) e eram considerados a ala mais extremista, como ex-ministro Abraham Weintraub (Educação), Ernesto Araújo (Itamaraty) e Ricardo Vélez (Educação).

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