Vereador diz que título de cidadão goianiense a Sérgio Moro é atitude eleitoreira

Paulo Magalhães relembrou que honrarias são uma estratégia política já concedidas aos donos da Avestruz Master, antes de a empresa ser associada ao golpe financeiro milionário

Vereador Paulo Magalhães aproveitou para anunciar seu voto contrário ao projeto do Plano Diretor | Foto: Fernando Leite | Jornal Opção

O vereador Paulo Magalhães (PSD) se pronunciou a respeito da propositura de título de cidadão goianiense ao ministro Sérgio Moro, feita por Clécio Alves (MDB) no dia 27 de junho. Para ele, a proposta de dar a honraria ao juiz da operação Lava Jato, recentemente sob possibilidade de suspeição, foi controversa. 

Paulo Magalhães afirmou que não apoia Lula, mas se queixou de que a Lei no Brasil só parece funcionar para ele. “Ele interviu junto ao Ministério Público ao invés de ser isento”, disse o parlamentar. “Outros ladrões maiores de colarinho branco estão impunes. Sérgio Moro foi muito bom para o Bolsonaro, mas o Clécio se esqueceu de falar que não prendeu o chefe do partido dele, que é o Michel Temer, o maior ladrão desse País”.

O vereador concluiu o assunto afirmando que Moro não fez algo pelo Estado de Goiás ou pela cidade de Goiânia que justificasse o título. “Como vereador, prefiro homenagear pessoas de outros Estados que prestaram serviços aqui por 30 anos”. E lembrou que a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) ofereceu a honraria de cidadãos goianos aos donos da Avestruz Master. “Oferecer títulos a grandalhões na mídia é uma atitude eleitoreira para fazer política. Repudio essa prática horrível, acho que a Casa tem que começar a moralizar”.

Há poucos dias do recesso, a Câmara Municipal de Goiânia vota títulos para Jair Bolsonaro,  Damares Alves, Sérgio Moro. Quando questionado sobre quando será votado o Plano Diretor, Paulo Magalhães afirmou que é uma questão de “ajeitamento”, e que quando estiver tudo pronto, o assunto será votado. “Na votação do plano diretor é que descobriremos quem representa as imobiliárias e construção civil. Eu represento a periferia e a camada mais pobre”, concluiu ele. 

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