Vereador diz que se Iris tentar manter IPTU contínuo, vai “perder tempo”

Autor da matéria que veta aumento, Elias Vaz (PSB) lembra apoio da maioria na Câmara e afirma que ação do secretário de Finanças não irá reverter o quadro

Elias também questionou omissão da prefeitura em relação à redução no Imposto Territorial Urbano (ITU), que beneficia especulação imobiliária | Fotos: Alberto Maia e Fernando Leite

O vereador Elias Vaz (PSB) afirmou, em entrevista ao Jornal Opção, que não há chances de o prefeito Iris Rezende (PMDB) conseguir acabar com o projeto que impede o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) contínuo em Goiânia. Na próxima terça-feira (10/10), seu secretário de Finanças, Alessandro Melo, vai à Câmara Municipal conversar com os vereadores sobre o assunto.

Entretanto, Elias avalia como nula a possibilidade de que a prefeitura consiga vetar a matéria, que foi aprovada na Câmara com voto favorável de 31 parlamentares. “Se ele vier falar disso aqui, vai perder tempo. Teve o apoio de 31 vereadores, como que ele vai reverter isso?”, questionou o vereador.

“Agora, tem aquele outro projeto que cancela as alíquotas de 2014 ainda queremos discutir”, pontuou. Esta matéria questiona valores definidos pela gestão Paulo Garcia (PT) que, na prática, aumenta o IPTU e diminui o Imposto Territorial Urbano (ITU). O vereador questiona o porquê de a prefeitura se mobilizar para aumentar o IPTU mas não se manifesta sobre esta questão, que acaba beneficiando quem tem lotes vagos.

Ele explica que, atualmente, a alíquota para lotes vagos vai de 1% a 4%. Se as alterações propostas pelo Paço passarem, elas irão variar de 0,5% a 1% e, na prática, a redução do imposto chega a 75% em alguns casos. “Ou seja, vai beneficiar o especulador imobiliário e quem paga a conta é quem possui imóveis que consideram a função social da terra”, criticou.

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