Venda em supermercados cresceram 2,24% em 2014

Dados divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados mostram o desempenho mais fraco desde 2006, quando o valor o crescimento foi apenas de 1,59%

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgou nesta terça-feira (27/1) o balanço com os dados das vendas em supermercados de 2014. Em comparação com 2013, o ano passado apresentou um aumento de 2,24% nas vendas, tendo sido esse o desempenho mais fraco desde 2006, quando o setor enfrentou uma retração de 1,59%.

As vendas de dezembro apresentaram crescimento de 20,62% em relação a novembro. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o último mês do ano teve alta de 2,94%.

Segundo o presidente da Abras, Fernando Yamada, o que auxiliou nesse crescimento foram os baixos níveis de desemprego. Embora o desempenho tenha sido abaixo das primeiras projeções da entidade – a expansão esperada no início de 2014 era de 3% – o resultado foi classificado como “positivo” considerando o desempenho geral da economia brasileira.

Já para este ano, a estimativa de crescimento no faturamento real é de 2%. Yamada afirmou que a estimativa é otimista e pode ser revista de acordo com os indicadores econômicos. “Pelos indicadores, o desemprego ainda vai se manter dentro da faixa que achamos positiva, de 5,7%. Se o nível de renda não cair mais, manteremos a perspectiva”, ressaltou.

Abrasmercado

O Abrasmercado é o valor de uma cesta composta por 35 produtos de largo consumo: alimentos, incluindo cerveja e refrigerante, higiene, beleza e limpeza doméstica. O valor alcançado pela cesta em dezembro de 2014 apresentou uma alta de 0,76% em relação a novembro, alcançando o valor de R$ 381,12.

Os produtos com maiores alta em dezembro na comparação com novembro foram: batata, feijão, cebola e extrato de tomate. As maiores quedas foram impulsionadas por: tomate, leite longa vida, queijo prato e queijo mussarela.

A expectativa para 2015 é de que os supermercados continuem com resultados satisfatórios em segmentos como alimentos, bebidas, higiene e beleza.

De acordo com a Nielsen, uma empresa que presta serviços de consultoria à Abras, há uma tendência de parte da população em continuar comprando em supermercados como forma de compensar a redução de padrão em outras formas de consumo.

O diretor de Atendimento da Nielsen, Fábio Gomes da Silva explicou que “no momento em que as pessoas estão endividadas, pressão inflacionária e taxa de juros crescente, se elas têm de abrir mão de algumas coisas, cortam parte do consumo fora do lar. Isto leva o consumidor aos supermercados”.

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