“Vamos provar ao consumidores que estamos preparados para recebê-los”, diz novo presidente de Associação da Região da 44

Com retorno do comércio, Chrystiano Cruvinel acredita que consumidores vão ter medo de ser infectados por coronavírus, por isso a movimentação na região deve ser lenta no começo

Rua da Região da 44 com comércios fechados | Foto: Fernando Leite

Com o retorno do comércio previsto para a próxima semana, o novo presidente da Associação Empresarial da Região 44 (AER44), Chrystiano Cruvinel, diz que após quatro meses parados, a região enfrenta um novo desafio: conquistar a confiança do comprador que teme a pandemia.

“A doença é um fato novo para todo mundo no mundo. Existe um termo utilizado no momento, que é o ‘novo normal’. Nós estamos, tanto a Prefeitura, quanto a AER44, construindo um protocolo de acordo com o que tem acontecido no mundo para a gente poder retornar com segurança”, conta.

Ele explica que já há algum tempo, os empresários têm elaborado medidas para assegurar as melhores condições para os clientes que desejam retornar à Região da 44. “Dentro de todo contexto que foi feito, conseguimos criar situações onde a gente diminui aglomeração na região e facilita a população que vem comprar, a entrar em um estabelecimento limpo, com segurança, que tem entrada com tapete, álcool gel, obrigatoriedade de máscara”, disse.

Ele conta que foram fechadas várias ruas da região com intuito de não ter carro parado. “Desse jeito, como foi acertado, estamos acreditando que estamos no caminho certo. Que a medida da Prefeitura foi acertada. Estamos fechados há quatro meses e não é novidade para nenhum economista que qualquer empresa de qualquer seguimento de qualquer lugar do mundo que ficar fechado quatro meses pode não dar conta de voltar mais. Nesse sentido, tanto a prefeitura quanto o governo entendeu que teriam que unir as forças para trabalharmos juntos.”

Chrystiano afirma que todos os empreendimentos estão unidos em prol da segurança dos colaboradores e dos compradores. Ele reforça que todo mundo se preparou e está aguardando esse retorno. “”Vamos ter um trabalho forte para provar pro comprador que estamos preparados para receber eles.”

Retomada lenta

Com o prejuízo financeiro obtido desde o fechamento, em março, Chrystiano não acredita que a retomada será a todo vapor. “A retomada do comércio virá gradativamente. Não é como black friday, que vai estar todo mundo na porta da loja, não tem esse assunto. A retomada de agora pra frente é devagar. A pessoa que vinha com a mãe e a filha, a mãe já fica em casa, vem só a filha e por aí vai. A região revende roupa para alguma loja no interior do Brasil”, ponderou.

De acordo com ele, cerca de 2,5 mil estabelecimentos foram fechados em toda região. “De cerca de 15 mil lojas, voltaram 12.500 lojas. Isso representa uma perda de 20 a 25 mil empregos na região. Essa retomada vai fazer gradativamente a gente ocupar essas vagas de trabalho de novo. Vai ser devagar”, acredita.

“Não vamos abrir em julho e em agosto todos estarão recontratados. Em agosto, um pouco do pessoal vai ser recontratado, setembro outro pouco… A gente acredita que daqui para o final do ano vai haver uma demanda reprimida e a gente pode ter uma recuperação. Quem sabe a totalidade dessas vagas. A expectativa é essa, mas é o cenário mais otimista.”

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