Vacinação contra a poliomielite está abaixo de 50%, em Goiânia

Ministério da Saúde ainda não se manifestou no sentido de prorrogar a campanha que é nacional e alcançou resultados abaixo do esperado em todo o Brasil

Foto: Divulgação

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e a Multivacinação para atualização da caderneta de vacinas prevista para ser encerrada nesta sexta-feira, 30, não obteve um bom resultado em Goiânia. Segundo a gerente de imunização Grécia Carolina Pessoni, o problema é nacional e existe a possibilidade de o Ministério da Saúde prorrogar a campanha em todo o país. “Os índices estão abaixo do esperado e essa é a realidade de todo o Brasil”, assinala.

A meta é imunizar no mínimo 95% da população-alvo contra poliomielite, que são as crianças; e atualizar a carteira de vacinação de crianças e adolescentes de até 14 anos 11 meses e 29 dias, com vacinas contra o sarampo, coqueluche, meningite, hepatite, entre outras. No entanto, o número de imunizados na capital está abaixo de 50%.

“O resultado não está bom e isso envolve alguns fatores como a pandemia, que faz com que muitas pessoas não queiram ir até um posto de saúde por medo. Mas também envolve uma parcela da sociedade que está descrente e não vê a vacinação como prioridade”, avalia Grécia Pessoni.

O movimento antivacina também é uma preocupação em todo o mundo, mas na capital não é apontado como a principal causa para o esvaziamento nos postos de vacinação. “Não é muito grande, mas todos os fatores juntos são um risco uma vez que se as pessoas deixarem de vacinar algumas doenças poderão voltar”, aponta a gerente de imunização.

Poliomielite

A campanha contra a poliomielite tem como objetivo vacinar crianças de 12 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias). O objetivo é o de vacinar o público-alvo indiscriminadamente com a vacina oral poliomielite (VOP) para a redução do risco de reintrodução do poliovírus selvagem, mantendo o país livre da doença.

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. O último caso registrado no Brasil foi em 1989. No entanto, ainda há circulação do vírus em dois países (Afeganistão e Paquistão), o que representa risco de importação de casos para o território brasileiro, devido às baixas coberturas vacinais.

Multivacinação

A multivacinação, por sua vez, ocorrerá de forma seletiva, pois pretende imunizar crianças e adolescentes menores de 15 anos ainda não vacinados ou completar esquemas vacinais em atraso. A campanha de multivacinação não tem uma meta de cobertura vacinal a ser alcançada, uma vez que o objetivo é a atualização da caderneta de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação.

Para as crianças menores de 7 anos, serão oferecidas as seguintes vacinas, de acordo com as indicações do Calendário Nacional de Vacinação: BCG (tuberculose), pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, haemophilus influenzae tipo B, VIP (poliomielite inativada), VOPb (poliomielite atenuada), rotavírus, pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), hepatite A; hepatite B, DTP (difteria, tétano e coqueluche) e varicela.

Para crianças a partir de 7 anos e adolescentes com até 15 anos, serão ofertadas: tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); dT (difteria e tétano), HPV, meningite ACWY, hepatite B, dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular).

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