Única candidata com nome social em Goiânia, Beth Caline defende ocupação de espaços públicos por ativistas

Ela e outras três candidatas tentam chegar à Câmara Municipal através de uma candidatura coletiva

Beth Caline (Psol)

Única candidata com nome social em Goiânia, Beth Caline (Psol), de 23 anos, defende o mandato coletivo. Segundo Beth Caline, houve aumento de candidatos de minorias em Goiânia.

Para ela, isso se deve principalmente às lutas desses segmentos, como a luta feminista, o movimento LGTBQI+, o movimento negro, que ocupam e questionam o poder exercido normalmente por homens brancos.

“Somente discutir pautas LGTBQI+, já gera quebra de paradigmas imensas. Nosso lema é continuar discutindo, militando e sendo ativa. Não somente indivíduo, como alguém que está ocupando seu espaço e que tem o direito de ser ouvido. Vivemos em uma estrutura em que somos excluídos. Os movimentos dizem o contrário, que esses locais devem ser ocupados”, explica.

Mandato coletivo

Ela e outras três candidatas, Cíntia Dias, de 43 anos, Cristiane Lemos, de 47, e Valéria da Congada, de 49 anos, tentam chegar à Câmara Municipal através de uma candidatura tripla. A intenção é que, caso sejam eleitas, as decisões sejam discutidas e tomadas de forma coletiva.

Beth Caline avalia que uma candidatura deste tipo, e um consequente mandato, desloca a centralidade do homem cis gênero heterossexual, que prevalece na política institucional brasileira.

“Quanto temos à frente mulheres, trans, pretas, periféricas na política em um local onde o grupo não é visivelmente incluído e não é de hábito esse grupo estar ali, é uma forma de questionamento”, aponta.

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