Um quarto dos brasileiros com mais de 50 anos tem mais medo de ficarem feios do que pobres

Pesquisa revelou que a estética preocupa mais as pessoas nessa faixa etária do que problemas envolvendo a saúde ou a pobreza

Uma pesquisa divulgada em São Paulo, na última quarta-feira, 24, revelou que 25% dos brasileiros da faixa etária próxima aos 50 anos têm mais medo das mudanças fisiológicas do corpo e de sentirem-se feios, do que da pobreza ou da doença.

De acordo com o estudo realizado pelo Instituto Locomotiva, 74% dos entrevistados disseram já ter passados por situações, nas quais sofreram preconceito pelo fator idade. Para o pesquisador, isso seria um reflexo da dificuldade em lidar com as mudanças físicas.

A segunda maior preocupação do brasileiro nessa faixa etária foi a falta de dinheiro, representando 20% dos entrevistados, seguida pela solidão, com 18%; sensação de inutilidade, com 14%; ser um peso para outras pessoas, 11%; não ter alguém para cuidar deles, 10%; e por fim, as doenças, com 2%.

Mesmo com o passar do tempo, e da idade, o estudo revelou que as pessoas com menos de 50 anos apresentam mais problemas de autoestima do que os mais velhos. Isso reflete diretamente em como se sentem, já que apenas 3% consideram-se “velhas”, ao passo que 32% preferem o termo, “maduras”.

O presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, comentou esse resultado: “A autoestima dessas pessoas é melhor do que a de jovens para a maioria dos assuntos, mas há um estigma sobre a palavra ‘velha’, associada a algo ruim. Assumir que são velhos em uma sociedade preconceituosa significa assumir essa vulnerabilidade”.

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