A Universidade Federal de Goiás (UFG) realiza, nos dias 2 e 3 de setembro, o Festival Flore-Ser: Saberes, Cuidados e Meio Ambiente, no Campus Samambaia, em Goiânia. A programação reúne oficinas, rodas de conversa, exposições, apresentações musicais, feira multicultural e atividades voltadas à educação ambiental.

A entrada é gratuita e haverá emissão de certificado de participação. As atividades serão concentradas no prédio da Biblioteca Central e em áreas próximas. O festival é realizado pelo projeto de extensão “Flore-Ser: Ocupar Espaços Comuns, como Forma de (R)existência”, em parceria com unidades, projetos e entidades vinculadas à UFG.

Na quarta-feira, 2, a programação começa às 8h, com a mesa de abertura. Em seguida, haverá uma apresentação de flautas ancestrais com Enderson Medeiros. Entre as atividades previstas ao longo do dia estão oficinas de fotografia, gravura, escrita, encadernação, produção de cadernos artesanais, ervas medicinais e objetos de bambu.

A programação também inclui a abertura da Estação Ecologia e Meio Ambiente, com estandes dedicados a temas como flora, fungos, insetos, répteis e anfíbios, educação ambiental, florestas e plantas alimentícias não convencionais (PANCs). Outro destaque é o Expresso Ambiental da Saneago, que ficará disponível das 9h às 17h nos dois dias.

A unidade móvel utiliza energia solar e conta com recursos tecnológicos, como maquetes interativas sobre o ciclo da água e óculos de realidade virtual. Também na quarta-feira será aberta a exposição “Flore-Seres: da terra, das mãos e da memória”, do Museu Antropológico da UFG. A mostra ficará disponível durante os dois dias do evento. Outra exposição, “Parar, Respirar, Reparar: a Beleza Cotidiana Dentro e Próximo ao Campus Samambaia”, reúne trabalhos de Jaqueline Veloso e Germán González.

Cultura e meio ambiente

A programação do primeiro dia ainda prevê a exibição dos documentários “Expedição Araguaia” (2025) e “Turismo de Natureza no Araguaia” (2026), seguida de uma conversa com as diretoras Mariana Telles e Thais Rodrigues. No período da tarde, estão previstas atividades como a oficina de escrita “Florescer com Mulheres Negras no Cerrado”, a oficina de narrativas e oficinas de gravura e artesanato.

À noite, haverá apresentações musicais, lançamento de livros e uma roda de conversa sobre “Escrita e Literatura em Tempos de IAs”. No segundo dia, 3 de setembro, a programação começa às 8h com a exibição do documentário “Fiota e o Coco Daiá” (2026), seguida de debate sobre meio ambiente, mundo rural, alimentação, saúde e mulheres.

Entre as atividades da manhã estão ainda oficinas de grafismo indígena do povo Iny Karajá, cantoria e musicalidade do povo Krahô, além de rodas de conversa sobre interculturalidade, sustentabilidade, gênero e os desafios da universidade brasileira. Para o público infantil, o Herbário da UFG terá a atividade “Pequenos Naturalistas no Herbário UFG”, com proposta de apresentar a flora e a funga do Cerrado de forma tátil. A atividade é destinada a crianças de 5 a 10 anos.

À tarde, a programação inclui exposição sobre insetos, mostra de sementes e frutos secos do Cerrado, bingo de plantas, oficinas, exibição de vídeos e websérie sobre o Cerrado. Também estão previstas discussões sobre conservação preventiva em bibliotecas e sobre clima e racismo ambiental.

O encerramento terá apresentações musicais a partir das 16h. Estão previstas apresentações de violão solo, da Orquestra de Violeiros do Estado de Goiás, da Orquestra Sinfônica de Goiânia e do Núcleo de Choro da Escola de Música da UFG.

Além das atividades culturais e educativas, os dois dias terão feira de troca de livros. No dia 3, também será realizada a Feira Multicultural Flore-Ser, das 9h às 20h. As inscrições podem ser feitas no local. A programação completa está disponível nas redes sociais do festival, no perfil @floreser.ufg.

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