Literatura, memória e justiça climática em “O Barqueiro do Rio Xingu, de Maria de Fátima Gonçalves Lima”
27 agosto 2026 às 08h56

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Prof. Dr. Everaldo Correia de Lima Júnior
RESUMO
Como o canto breve do Uirapuru vermelho que atravessa a narrativa da escritora Maria de Fátima Gonçalves Lima, na obra O Barqueiro do Rio Xingu, publicada em 2025, esta fala também será curta; mas espero que, ao final, possamos ouvir algo da voz do rio, da floresta e das memórias que habitam o Xingu. Na narrativa do conto, o rio Xingu não aparece apenas como paisagem, cenário ou elemento decorativo. Ele se apresenta como uma presença viva, como memória em movimento, como testemunha do sofrimento das populações amazônicas e, ao mesmo tempo, como força de resistência diante da devastação ambiental e da colonialidade.
1. Entre o barqueiro e Guaracy: o rio, a memória e a travessia
É no Rio Xingu, em plena floresta Amazônica, espaço de passagem, que surge a figura do barqueiro. Ele não deve ser compreendido apenas como aquele que conduz corpos de uma margem a outra, mas como um mediador entre mundos, tempos e formas distintas de existência. Sua presença evoca, por contraste e diálogo, a figura de Caronte, o barqueiro da tradição grega encarregado de conduzir as almas através das águas que separavam o mundo dos vivos do mundo dos mortos.
Entretanto, o barqueiro do Xingu não conduz uma travessia marcada pela morte, mas pela memória. Suas águas não separam apenas margens geográficas; conectam passado e presente, ancestralidade e futuro, esquecimento e permanência. Enquanto Caronte atravessa o limite entre dois mundos, o barqueiro amazônico percorre as fronteiras simbólicas que unem a floresta, os povos ribeirinhos e as histórias inscritas no curso do rio.
Sua função não é apenas transportar, mas testemunhar. Ao navegar pelo Xingu, ele acompanha as transformações da paisagem, reconhece as marcas deixadas pela exploração da floresta e preserva, em sua travessia contínua, aquilo que o tempo insiste em apagar. O rio torna-se, assim, um espaço de passagem e de memória, onde cada deslocamento representa também um encontro entre diferentes temporalidades e formas de pertencimento.
O barqueiro do Xingu ocupa uma função semelhante, mas reinscrita em outra cosmologia. Ele não é um oráculo grego transplantado para a Amazônia; é uma figura amazônica que atravessa águas carregadas de memória, violência e ancestralidade. Ao conduzir a travessia, ele parece ler o rio como quem lê um corpo ferido: reconhece as marcas deixadas pela exploração, pelos deslocamentos, pelo extrativismo e pelo rompimento dos vínculos entre as comunidades e o território. Sua sabedoria não nasce de uma profecia abstrata, mas da escuta da água, da floresta e dos rastros deixados pelos que vieram antes.
O nome da fada remete à luz solar associada a Guaracy, figura vinculada, em tradições tupi-guarani, à força vital do Sol. Essa alusão cria uma tensão simbólica muito potente: de um lado, o barqueiro, ligado às águas, à travessia e àquilo que se revela no escuro; de outro, Guaracy, ligada à claridade, ao nascimento e à capacidade de iluminar aquilo que foi encoberto. Entre a água e a luz, entre o segredo e a revelação, a obra constrói uma mitologia própria, em que o imaginário grego e as matrizes indígenas amazônicas não se confundem, mas se encontram para ampliar a leitura da floresta como território vivo, espiritual e histórico.
Contudo ao longo da narrativa, a figura do barqueiro amplia sua dimensão simbólica. Se, inicialmente, ele se aproxima de Caronte por sua função de conduzir a travessia, gradualmente sua presença passa a evocar também Tirésias, o profeta da tradição grega que enxerga para além da aparência imediata das coisas. A travessia permanece, mas já não se limita ao deslocamento entre margens. Ela se transforma em leitura, interpretação e consciência.
O barqueiro não apenas conduz; ele compreende. Ao percorrer as águas do Xingu, aprende a reconhecer as marcas da exploração, os vestígios da memória coletiva e os sinais inscritos na própria paisagem. Sua sabedoria não nasce da profecia, mas da escuta atenta do rio, da floresta e das histórias que atravessam o território. Nesse sentido, a travessia física de Caronte converte-se progressivamente na travessia interpretativa de Tirésias.
Tirésias vê para além da aparência, enquanto Guaracy introduz uma dimensão de luminosidade e renovação. Ele conduz a travessia. Ela ilumina o caminho. Ele guarda os vestígios do passado. Ela projeta a possibilidade de futuro. E o rio Xingu, entre ambos, deixa de ser apenas curso d’água para tornar-se espaço de memória, julgamento e reexistência.
Quando pensamos em um rio, muitas vezes o imaginamos como um elemento que atravessa uma paisagem. Em O Barqueiro do Rio Xingu, contudo, essa relação se inverte: não é apenas o rio que corta o território, mas é a própria paisagem humana, histórica e social que parece ser atravessada por suas águas. O Xingu carrega vozes, silêncios, lembranças, perdas e esperanças. Ele não se apresenta como objeto observado de fora, nem como simples recurso natural disponível à exploração; participa da experiência dos sujeitos, registra as marcas da violência e preserva aquilo que a história oficial frequentemente tenta apagar.
O testemunho do Xingu, porém, não se constrói apenas como registro de uma devastação ambiental. Ele se aproxima de uma tradição decisiva da poesia brasileira, especialmente de O Rio, de João Cabral de Melo Neto, obra em que o Capibaribe assume a própria voz e narra a viagem que realiza de sua nascente até Recife. Nesse gesto, o rio deixa de ser paisagem contemplada pelo sujeito humano e passa a constituir um sujeito de enunciação: ele percorre territórios, reconhece marcas sociais, acompanha a pobreza, a desigualdade e a transformação das vidas que se organizam em torno de suas margens.
Em O Barqueiro do Rio Xingu, essa lógica se reinscreve em outra espacialidade, em outra memória e em outra experiência histórica. O Xingu não fala necessariamente como o Capibaribe cabralino, mas testemunha por pertencimento. Ele não observa a Amazônia de fora, nem aparece como um recurso natural separado das comunidades que o habitam. O rio pertence aos povos ribeirinhos, às embarcações, às práticas de sobrevivência, às narrativas ancestrais e aos ciclos da floresta; e, ao mesmo tempo, esses sujeitos pertencem ao rio. Há, portanto, uma relação de reciprocidade: o Xingu constitui a vida das comunidades e é constituído pelas memórias, pelos gestos e pelas experiências daqueles que vivem com ele. Essa noção de pertencimento desloca profundamente a leitura ecológica da obra. O rio não é testemunha porque conserva, de modo passivo, os vestígios de uma história humana; ele testemunha porque participa dessa história.
A narrativa conduz o leitor do oikós ao ethos. O oikós, a casa comum, não se limita ao espaço doméstico nem a uma delimitação geográfica: ele é formado pelo rio, pela floresta, pelo clima, pelos ciclos das águas, pelos corpos e pelas comunidades que coexistem em uma mesma rede de vida. O Xingu, como o Capibaribe de João Cabral de Melo Neto, não é apenas um curso d’água que atravessa um território; ele é uma forma de enunciar o próprio território, de revelar os vínculos materiais, afetivos e históricos que sustentam aqueles que vivem em suas margens.
Mas essa casa comum só pode permanecer quando se transforma em ethos, isto é, em responsabilidade, cuidado e compromisso ético. Quando o rio é reduzido a recurso, quando a floresta é submetida à exploração predatória e quando a natureza passa a ser tratada como mercadoria, não se destrói apenas um ecossistema isolado. Rompe-se uma forma de pertencimento que une água, terra, memória e existência coletiva.
A enunciação do território ganha uma dimensão amazônica, decolonial e climática. A violação do oikós não permanece confinada à Amazônia: ela alcança o equilíbrio climático, interfere nos regimes de chuva, fragiliza os ciclos das águas e compromete redes ecológicas que ultrapassam fronteiras nacionais. Defender o Xingu e a floresta, portanto, significa defender não apenas uma paisagem ou um patrimônio natural, mas os modos de vida, as memórias e os futuros que dependem dessa casa comum.
2. A Terceira Margem do Céu: rios voadores e justiça climática
A floresta amazônica não é apenas um território distante, mas uma força que participa da circulação da umidade, da formação das chuvas e da sustentação de diferentes paisagens da América do Sul. Quando a floresta perde sua capacidade de respirar, transpirar e regenerar-se, o impacto atinge também outras regiões, revelando que o aquecimento global não é uma abstração futura, mas uma crise que já atravessa a vida cotidiana, a agricultura, as cidades, os modos de subsistência e as possibilidades de permanência no mundo.
Mormente, a obra de Maria de Fátima Gonçalves Lima nos convida a deslocar a nossa percepção da natureza. A floresta deixa de ser vista como reserva de matéria-prima, e o rio deixa de ser reduzido a recurso hídrico ou via de circulação. Ambos passam a ser compreendidos como sujeitos de memória, presenças vivas que possuem história, linguagem e participação ativa na constituição do mundo. A passagem do oikós ao ethos revela, portanto, que cuidar da casa comum não é apenas uma escolha ambiental: é uma exigência ética. Escutar o Xingu é reconhecer que a defesa da floresta, das águas e dos povos que nela vivem constitui também uma defesa das condições que tornam a própria vida possível.
Essa mudança de perspectiva é central para a ecocrítica, campo de estudos que investiga as relações entre literatura, natureza e cultura. Mais do que observar como rios, florestas, animais ou paisagens aparecem em uma narrativa, a ecocrítica pergunta quais formas de mundo estão sendo construídas quando a natureza é representada. Afinal, uma obra que fala de um rio não fala apenas de água; fala também de poder, de território, de economia, de memória, de exploração e das condições que tornam a vida possível.
Em O Barqueiro do Rio Xingu, a natureza não se apresenta como fundo passivo sobre o qual os personagens se movimentam. A floresta possui densidade simbólica, espiritual e ética; ela sofre, responde, resiste e participa da história. O rio não é um elemento exterior à experiência humana, mas uma presença que organiza a vida das comunidades, sustenta vínculos de pertencimento e revela as consequências da violência ambiental. A paisagem, portanto, não está fora da história: ela é uma das formas pelas quais a história se manifesta.
Essa percepção da obra mostra uma ecocrítica profunda, pois a floresta amazônica não pode ser reduzida a depósito de recursos naturais, fronteira econômica ou espaço disponível à exploração. Ela constitui um sistema vivo, complexo e interdependente, no qual rios, árvores, animais, comunidades tradicionais, memórias e espiritualidades formam uma mesma rede de existência. A destruição de uma parte dessa rede não produz apenas dano material; compromete relações culturais, afetivas, ancestrais e climáticas.
É possível compreender essa dimensão também por meio de uma imagem cosmogônica. Gaia, a Terra, não aparece apenas como matéria inerte, mas como princípio gerador, corpo originário e condição de toda forma de vida. Pensar a Amazônia a partir dessa imagem significa reconhecer a floresta como presença viva, capaz de sustentar, acolher e regenerar. Porém, essa força de Gaia é continuamente ameaçada por uma lógica próxima à de Cronos: uma temporalidade devoradora, que consome aquilo que deveria preservar, transforma a vida em mercadoria e sacrifica o futuro em nome de um progresso imediato.
Nesse sentido, a presença do divino pode ser lida como uma resistência à devoração de Cronos. Na mitologia grega, Cronos devora os próprios filhos para impedir que o tempo produza uma ordem nova; Júpiter, ao sobreviver e enfrentá-lo, rompe esse ciclo de destruição e inaugura outra possibilidade de mundo. Em diálogo com essa imagem, O Barqueiro do Rio Xingu sugere que a crise ecológica não é apenas ambiental, mas também temporal: vivemos sob uma lógica que devora rios, florestas, povos e futuros. A literatura, então, torna-se espaço de interrupção dessa devoração, porque devolve à terra, à água e às comunidades a condição de sujeitos de história.
Assim, a ecocrítica, na obra, não se limita à denúncia da devastação. Ela propõe uma reordenação ética da relação entre humanidade e natureza. Contra o tempo de Cronos, que tudo consome, a narrativa afirma o tempo da floresta, da água, da memória e da regeneração. Contra a exploração que transforma o mundo em recurso, ela recupera Gaia como casa comum e reafirma que proteger a Amazônia significa proteger as próprias condições de continuidade da vida.
A leitura da obra torna-se ainda mais significativa quando observada à luz das transformações climáticas que vêm atingindo a Amazônia nas últimas décadas. Estados como Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas e Pará passaram a experimentar períodos de estiagem cada vez mais severos, acompanhados por ondas de calor que ultrapassam padrões históricos. Rios que durante séculos serviram como vias de circulação, abastecimento e sobrevivência passaram a apresentar níveis alarmantes de redução, afetando populações inteiras e revelando a fragilidade de um equilíbrio ecológico que durante muito tempo pareceu inesgotável.
Entre os fatores que contribuem para esse cenário destaca-se o fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica global e modifica os regimes de chuva em diferentes regiões do planeta. Na Amazônia, seus efeitos costumam se manifestar por meio da redução das precipitações, do aumento das temperaturas e do agravamento das secas, intensificando incêndios florestais e acelerando processos de degradação ambiental.
Entretanto, compreender a Amazônia apenas a partir dos dados meteorológicos seria insuficiente. A floresta produz um dos fenômenos mais extraordinários do planeta: os chamados rios voadores. Milhões de árvores retiram água do solo e a devolvem à atmosfera por evapotranspiração, formando gigantescos corredores de vapor que atravessam o continente e distribuem umidade para diferentes regiões da América do Sul. Esses rios invisíveis sustentam chuvas, equilibram temperaturas e conectam territórios separados por milhares de quilômetros.
A imagem dos rios voadores ultrapassa a dimensão científica e alcança o campo do imaginário. Se o rio Xingu guarda a memória das águas visíveis, os rios voadores parecem carregar a memória das águas invisíveis. É possível imaginá-los como uma grande travessia aérea, uma corrente de presenças que percorre o céu amazônico. Em uma leitura simbólica, esses fluxos poderiam ser compreendidos como as vozes ancestrais dos inúmeros povos indígenas que habitaram e continuam habitando o território brasileiro: guaranis, ticunas, macuxis, guajajaras, terenas, xavantes, potiguaras, pataxós, kaingangs e tantos outros. Não como fantasmas de um passado desaparecido, mas como permanências que continuam circulando sobre a floresta, lembrando que a natureza é também memória, cultura e ancestralidade.
Essa imagem aproxima-se, de forma surpreendente, da reflexão proposta por Guimarães Rosa em A terceira margem do rio. No conto rosiano, o rio deixa de ser apenas um curso d’água para tornar-se espaço de suspensão, mistério e transcendência. Surge uma terceira margem que não pertence nem a uma margem nem à outra, mas a uma dimensão intermediária, situada entre presença e ausência, entre realidade e imaginação. Os rios voadores parecem ocupar simbolicamente essa mesma condição: não pertencem inteiramente à terra nem inteiramente ao céu. São rios que existem entre mundos, correntes invisíveis que escapam ao olhar cotidiano, mas cuja presença sustenta a vida.
É nesse contexto que O Barqueiro do Rio Xingu adquire sua maior força interpretativa. A narrativa não fala apenas de um rio amazônico, mas de uma complexa rede de relações que conecta águas visíveis e invisíveis, passado e futuro, natureza e cultura, memória e pertencimento. A partir de uma abordagem qualitativa, interpretativa e bibliográfica, fundamentada principalmente na ecocrítica de Lawrence Buell e Greg Garrard, bem como em reflexões sobre memória, territorialidade e colonialidade, a pesquisa procurou compreender de que maneira a obra transforma o rio em uma categoria simultaneamente literária, simbólica e histórica.
Os resultados indicam que o Xingu deixa de ocupar a posição tradicional de cenário ou elemento secundário da narrativa para assumir a condição de sujeito. O rio não apenas acompanha os acontecimentos: ele organiza a experiência narrativa, articula memórias coletivas, conecta ancestralidades e testemunha as transformações impostas pela exploração econômica da floresta. Mais do que um elemento natural, o Xingu torna-se uma forma de enunciar o território, revelando que as relações entre humanidade e natureza são muito mais profundas do que os modelos modernos de desenvolvimento costumam admitir.

Assim, a obra desloca a discussão ambiental para além da preservação de recursos naturais. A questão não se limita à proteção de árvores, rios ou espécies, mas à compreensão da Amazônia como uma rede viva de relações materiais, culturais, espirituais e históricas. Quando essa rede é rompida, não desaparecem apenas ecossistemas: desaparecem formas de vida, saberes ancestrais, narrativas coletivas e modos de habitar o mundo construídos ao longo de séculos.
Portanto, O Barqueiro do Rio Xingu, de Maria de Fátima Gonçalves Lima, se torna uma obra profundamente atual diante da crise climática contemporânea. O Xingu emerge como metáfora de uma travessia maior: a travessia de uma humanidade que precisa reaprender a reconhecer seus vínculos com a terra, com a água e com a memória, antes que a lógica da exploração transforme o futuro em uma paisagem de ausências. A crise climática, nesse sentido, não é apenas uma crise ambiental. É também uma crise de pertencimento, de imaginação e de linguagem, pois revela a dificuldade contemporânea de perceber que a existência humana permanece inseparável das condições naturais que a sustentam.
O Xingu torna-se, uma imagem da própria literatura. Tal como a palavra literária, ele atravessa o tempo, preserva rastros, conduz memórias e resiste ao esquecimento. Se o rio guarda a memória das águas visíveis e os rios voadores carregam a memória das águas invisíveis, a literatura preserva aquilo que nenhuma cartografia consegue registrar plenamente: as histórias, os afetos e os pertencimentos que tornam um território habitável.
Everaldo Correia de Lima
Possui graduação em Engenharia Civil pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2015). Tem experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase na saúde do trabalhador. Atua também em temas relacionado com arte, literatura, cultura e criação. Escreveu 4 romances. É ilustrador de obras literárias infantojuvenil, tendo ilustrado 18 livros. Realizou o curso de Especialização Engenharia de Estruturas pela RTG (2018) e a Especialização – Instituto de Especialização e Pós-graduação e Especialização em Engenharia de Segurança no Trabalho pela UFG – Universidade Federal de Goiás (2018). É mestre em Engenharia Civil pela Universidade Fernando Pessoa, no Porto – PT (2019). É mestre em crítica literária pela PUC-GO (2020). Doutor em Ecologia e Saúde Ambiental na UFP, no Porto – PT. Doutorando em crítica literária pela PUC-GO. Possui experiência em palestras e consultorias. Trabalhou como engenheiro de segurança do trabalho na empresa Biapó, na restauração da ruína de São José da Boa Morte. É apresentador do programa Literatices. Atualmente trabalha como professor de engenharia na UniGoiás.
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