UFG deve fechar ano com saldo negativo de R$ 20 milhões

Durante reunião, reitor Orlando Amaral voltou a afirmar que universidade possui verba para se manter apenas até o próximo mês

Em reunião recente com a diretoria do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg), o reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG) voltou a afirmar que a instituição possui verba para se manter até o mês de setembro e adiantou que o ano será fechado com um saldo negativo de R$ 20 milhões.

Conforme adiantou o Jornal Opção no ínício do mês, com uma redução real de 13% no orçamento em relação ao último ano, a universidade enfrenta pelo terceiro ano consecutivo graves dificuldades financeiras à medida que o segundo semestre do ano avança.

Para tentar conter os efeitos da crise, a UFG, juntamente com a entidade sindical, deve promover debates com a comunidade acadêmica para tratar de cortes no financimento e pesquisa.

Diante do cenário caótico, a universidade também deve congelar algumas obras. É o caso do prédio do curso de Engenharia Mecânica no Campus Samambaia, que já teve os trabalhos paralisados. A construção do campus de Aparecida de Goiânia e a conclusão da nova biblioteca são outras obras que podem ser afetadas.

Orlando já garantiu, entretanto, que não trabalha com a possibilidade de um cenário caótico em que os serviços de água ou energia, por exemplo, sejam cortados, ou ainda que a universidade tenha que cancelar o semestre, como chegou a ser sugerido no ano de 2015.

Conforme informações da Adufg, a instituição só possui verba para pagar os terceirizados até o mês de setembro, mas acontece que as empresas têm por obrigação contratual com a UFG honrar e observar os salários e direitos trabalhistas de seus funcionários mesmo sem receber repasses da instituição pelo período de até três meses.

Portanto, a universidade só pagará as dívidas com as terceirizadas acumuladas em outubro, novembro e dezembro a partir do ano que vem. Atualmente, cerca de 65% do orçamento de custeio da UFG é utilizado no pagamento das empresas que cuidam da limpeza, segurança, transporte e alimentação nos Restaurantes Universitários.

Segundo o reitor, o ano que vem será igualmente difícil para a UFG. O orçamento total repassado pelo MEC à universidade será exatamente igual ao desse ano, sem correção da inflação acumulada. Além disso, apenas 30% das verbas de capital serão repassados diretamente para as universidades. Os outros 70% ficarão retidos em um fundo do Ministério da Educação, e será repartido de acordo com as demandas solicitadas por cada universidade federal, após apresentar um plano de trabalho descrevendo como e para que será utilizado o dinheiro. (Com informações da Adufg)

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