Otan prepara sanções econômicas, e não tropas, para proteger a Ucrânia

Atualmente, a Rússia move um contingente de 100 mil a 175 mil soldados junto às fronteiras ucranianas, embora Vladimir Putin negue a intenção de invadir o vizinho

Tropas russas na fronteira da Ucrânia | Foto: Reprodução

Neste domingo, 30, o secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Jens Stoltenberg, afirmou que não há planos de enviar tropas para auxiliar a Ucrânia ou pacificar o conflito entre o país do leste europeu com a Rússia. A crise entre os países se intensificou na última semana após negociações infrutíferas entre Rússia e os Estados Unidos.

Jens Stoltenberg foi indagado pela rede britânica BBC a respeito do papel da aliança militar em fornecer moderação do conflito, que tem potencial para atingir a Ucrânia, país vizinho de diversos de seus membros. “Existe uma diferença entre ser membro da Otan e ser um parceiro forte e altamente valorizado, como a Ucrânia”, disse Stoltenberg. Mas o secretário-geral disse que apresentará na próxima semana sanções a atividades econômicas russas, caso Moscou use a força para invadir a Ucrânia.

No mesmo dia 30, o chanceler russo, Serguei Lavrov, disse que a Ucrânia “não está preparada” para entrar na Otan, aliança militar liderada pelos EUA com mais de 30 países. “A chegada da Ucrânia nem sequer contribuiria para um ganho de segurança na Otan”, disse Lavrov, de Moscou. Lavrov também menosprezou a força da Otan, que, segundo ele, tem de duas a oito vezes menos tropas e equipamento do que a da Rússia.

O Reino Unido, membro da Otan, também comunicou por meio da ministra das Relações Exteriores britânica, Liz Truss, que o pacote de sanções deverá atingir toda e qualquer empresa que desempenhe atividades de interesse para o governo de Vladimir Putin. “Não vai haver nenhum lugar onde os oligarcas russos possam se esconder”, disse a chanceler à rede Sky News.

Atualmente, a Rússia move um contingente de 100 mil a 175 mil soldados junto às fronteiras ucranianas, embora Vladimir Putin negue a intenção de invadir o vizinho.

Com informações de AFP e REUTERS.

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